Che Guevara – 59.º aniversário da sua morte
Che Guevara – 59.º aniversário da sua morte
O guerrilheiro argentino-cubano Che Guevara, político,
jornalista, escritor e médico, que estava decidido a levar a revolução a todo o
mundo quando o assassinaram, foi o herói romântico da minha juventude.
Há grandezas e misérias no revolucionário, na generosidade e
na violência do homem a quem cortaram as mãos após o assassinato, e bondade ou
perversão na utopia por que lutou.
Na data do seu assassínio, apraz-me evocar o símbolo que
arrastou multidões e inspirou gerações de jovens, por mérito próprio e do ódio
que suscitavam os que combateu e os que o mataram.
As ditaduras fascistas contribuíram para a imagem romântica
do guerrilheiro, cultuado por jovens de todo o mundo como os crentes veneram os
santos.
A foto do fotógrafo Alberto Korda ajudou à sedução que o
revolucionário exerceu.
Esta figura da História é o mito que continua a alimentar
paixões e, tal como então, no sofrimento e desespero dos povos oprimidos
germinará a coragem de alguém que há de ser um novo Che, a galvanizar quem nada
tem a perder com o grito de esperança:
Victoria o muerte! Até à vitória, sempre!

Comentários