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A mostrar mensagens de 2018

Rui Rio e o PSD

As afirmações de Manuela Ferreira Leite sobre o Diabo prestam-se ao humor de quem sabe que era o anjo de Passos Coelho, a quem confiou a alma própria e a do partido, na esperança de que a praga que rogou ao Governo, apoiado na AR por PS, BE, PCP e PEV, fosse ouvida pelo Mafarrico.

Depois da Idade Média e da extinção da Inquisição, o Diabo sumiu-se e nunca mais foi visto, mas a vitória de Rui Rio não foi a mera transferência do alvará do PSD através da AG onde militantes de residência incerta, bem inscritos, melhor transportados, e com as quotas em dia, decidiram varrer a pior gente e humilhar a máquina partidária.

É evidente que a eleição de Santana Lopes seria muito mais divertida e conveniente para a esquerda, onde me situo, mas bem mais perigosa para o País. Em democracia, a direita é legítima e desejável. Não há democracia sem pluralismo.

Comparar Rui Rio, Manuela Ferreira Leite e Pacheco Pereira com a tralha derrotada, é um insulto à inteligência e uma ofensa à democracia. Não há…

Viva a República!

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Passos Coelho tentou e não resultou

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Coerência

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Prefiro um homem de coluna vertebral direita à de quem que se verga às conveniências dos afetos, às genuflexões pias e à agenda pessoal de um peronismo de influência.

A auspiciosa vitória de Rui Rio (RR)

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Não se diga que era igual a vitória de Rui Rio ou de Pedro Santana Lopes, por pior que o primeiro venha a revelar-se. RR fará o difícil percurso de um caminho incerto, em que necessita de fazer currículo num período curto, mas PSL, o menino guerreiro, perdeu a última batalha, arrastando consigo o pior que o PSD tem, à espera de ressurreição.

RR ganhou o apoio de gente séria do PSD, talvez por vergonha do único candidato que o defrontou, resgatando do opróbrio as últimas lideranças do PSD onde, apenas, as de Manuela Ferreira Leite e Marques Mendes não mancharam o partido. Durão Barroso, PSL, Luís Filipe Meneses e Passos Coelho, ontem derrotados, já podem ser julgados.
Dizer que Rui Rio é igual a PSL é o mesmo que comparar Marcelo a Cavaco, como se a cultura, a inteligência e a transparências dos negócios não exigissem benevolência numa comparação em que a malvadez de um pode vir a confrontar-se com a astúcia do outro.

RR começou por afirmar a renúncia ao populismo, e não resistiu a el…

Considerações sobre a eleição de Rui Rio…

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Rui Rio venceu as eleições para a liderança do PSD. Este facto colocado a reboque da derrota de Pedro Santana Lopes deverá ter consequências que extravasam a luta partidária.
Os equilíbrios político-partidários que vigoraram até aqui – nomeadamente os derivados das últimas eleições legislativas e que ‘sustentaram’ a adoção de posições conjuntas da Esquerda – poderão ser submetidos, a breve trecho, a novos stress. No ato eleitoral ocorrido no PSD, do último sábado, poderão ter sucumbido algumas premissas que configuraram o quadro inter-relacional partidário do País.
A cantilena santanista que insistia na sigla “PPD/PSD” não colheu os louros necessários para se impor. O regresso ao espaço político original que esta sigla pretendia sugerir, é uma miragem que vem sendo destroçada (desmontada) há longo tempo. Provavelmente desde o golpe partidário do Congresso da Figueira da Foz (1985) onde emerge o ‘cavaquismo’ e se enterra veladamente o ‘sá-carneirismo’ . Cavaco Silva começou por con…

O PSD e a chicana política

A melhor forma de esconder as trapalhadas dentro de casa é espreitar pelas frinchas da porta do vizinho e ver o que pretende, sem se preocupar com o que encontra.

A UE descobre que o governante Miguel Relvas deu dinheiros europeus à Tecnoforma, quando Passos Coelho era administrador, e que esse dinheiro foi desviado. A exigência da devolução de 6 milhões de euros, transforma em escândalo a vice-presidência da AG de uma IPSS pelo ministro da Segurança Social, quando o não era, por não ter vigiado a corrupção na instituição. Nem sequer se soube quem era o presidente nem se referiu o Conselho Fiscal!
A revista Visão denuncia o descaminho de milhões de euros em municípios do PSD, por Marco António Costa, Luís Filipe Meneses, Agostinho Branquinho, Hermínio Loureiro, Virgílio Macedo e Valentim Loureiro, com faturas falsas, empresas de fachada, tráfico de influências, negócios simulados, contratos públicos viciados, fraudes em subsídios, manipulação de contas e iniciativas fictícias. O PSD e…

A GRIPE e a ‘CRISE’ do SNS: Do Minho ao Algarve (Guimarães, Coimbra, Viseu, lisboa, Faro, etc.)...

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Chove, faz frio e as madrugadas são gélidas. Um caldo de cultura apropriado para as síndromas gripais. O SNS rebenta pelas costuras. Mas há quem queira aproveitar-se da situação. Para fins corporativos. Na realidade, o SNS está a sentir – ao retardador – os efeitos dos cortes impostos pela Troika e pressurosamente adotados pelo governo PSD/CDS. Quer o desinvestimento orçamental, quer o abandono da inovação, quer o estimulo ao êxodo dos profissionais de saúde não têm consequências imediatas. Só pontualmente, isto é, nas situações de maior stress da procura o sistema público de saúde exibe claramente as suas insuficiências. Resumir tudo a uma questão de recursos humanos e, dentro desta visão limitada, reduzir as questões a um sector profissional não é propriamente lutar pelo SNS. Será antes aproveitar-se de uma situação concreta que estruturalmente aflige o SNS. Os profissionais de saúde são o motor do SNS mas este não se resume a isso. A capacidade instalada degradou-se. A motivação…

A síndrome de Trump – Anda tudo doido…

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- A Assembleia da República quer decidir sobre o uso da canábis para fins terapêuticos, competência do Infarmed, cabendo aos deputados decidir sobre a eventual legalização para fins recreativos.

- A Ordem dos Médicos aprova o uso da canábis em várias situações, posição que deve ser acolhida, mas só como medicamento, como se lhe coubesse a decisão. A AR decide a introdução de medicamentos (este já existe em gotas) e a OM as indicações?

- A ministra da Justiça disse que “o mandato de PGR é longo e único”, e a comunicação social, o PSD e o CDS, os comentadores e os constitucionalistas, contestaram-na. Gerou preocupação no PS e consternação em Belém. § A lei foi alterada para que o cargo que Cunha Rodrigues ocupou 16 anos não fosse vitalício. O mandato único foi o que, depois dele, Souto Moura e Pinto Monteiro cumpriram. Independentemente da interpretação dos juristas, a hipótese omissa de recondução, a existir, podia transformar em 18, 24, 30 ou 36 anos os 16 de Cunha Rodrigues.

- A PGR…

DONALD TRUMP

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Porque razão queremos pessoas do Haiti’ e de ‘países de merda’ em vez de noruegueseslink, link. A dúvida oriunda de uma avantesma que se julga ‘genial’ e que contempla resquícios de uma ‘solução final’…

Insólito

Rui Pena Pires, sociólogo e deputado do PS, como se identifica num artigo de opinião do DN de ontem, pág. Pág. 39, defende o “socialismo liberal”, à semelhança do médico Álvaro Beleza, cuja pertença ao PS faz tanto sentido como um vegetariano nos Amigos do Leitão à Bairrada.

Ou se é social-democrata, pior ainda se se intitula socialista, ou se é liberal.

(Não confundir com liberal em questão de costumes),

Ele escreveu mesmo sobre modelo económico, "Em defesa do socialismo liberal".

Um paradoxo.

As vacas sagradas...

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Até aqui foram Teodora Cardoso e Carlos Costa. A primeira como presidente do Conselho de Finanças Públicas e o segundo como Governador do Banco de Portugal. São praticamente inamovíveis. Qualquer gesto, qualquer comentário, qualquer burburinho, suscita logo que caia o Carmo e a Trindade. Devemo-lhes tudo e estamos 'obrigados' por começar uma laudatória cascata de louvaminhar das suas inexcedíveis competências e exaltar publica e repetidamente a sua independência (política?, profissional ?, técnica?). Tudo lhes é devido mesmo que a realidade vá demonstrando erros, negligências e diletantismo.  Quer Teodora Cardoso, quer Carlos Costa, têm passeado nas margens destas 'eventualidades' nos seus domínios estritos. O defeito estará na realidade que não se quer 'adaptar' às previsões e acções dos titulares, como seria desejável para os lídimos defensores da sua eternização nos cargos.
A mais recente 'vaca sagrada' é a PGR, Joana Marques Vidal. Hoje, na últim…

O CDS, o financiamento partidário e o PR

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Sou de opinião que o financiamento partidário, para além das quotas dos militantes e donativos de simpatizantes, não deve ser feito por empresas. Não há almoços grátis.

A democracia é mais dispendiosa, mas a ditadura, sendo mais barata, custa a liberdade e a honra de um povo. Quem, como nós, viveu na ditadura fascista, com censura, prisões sem culpa formada, violações de correspondência, torturas, vindictas, degredos e guerra colonial, devia ser sensível ao esforço coletivo para a defesa e manutenção dos partidos, de cuja existência e competição depende o funcionamento normal de uma democracia.

Quando julgávamos que todos os partidos se tinham entendido sobre a melhor forma de preservar a independência e desenvolver a sua atividade, após reuniões interpartidárias que, como é habitual, não elaboram atas, a decisão, que parecia consensual, foi discutida e votada na AR. Eis que, ao arrepio do que acontecera nas reuniões, o CDS veio pôr em causa o consenso partidário, com a baixeza da ac…

O comércio das almas

O Paraíso não é um lugar especialmente bem frequentado. A avaliar pelos santos que o defunto João Paulo 2 tirou das labaredas do Inferno ou do estágio no Purgatório, tem hoje uma multidão de patifes a jogar as cartas e a servir bebidas ao Padre Eterno.

Não sei se é Torquemada que toma conta do armazém das almas de crianças por nascer ou de adultos por batizar, pois sabia-se de ciência certa, com aquela honestidade que se conhece ao clero, que os não batizados tinham por destino o Limbo, sítio insípido, sem recreações ou crueldades, adjudicado ao Deus de Abraão para fatalidade de almas sem bênção, e que um papa recente extinguiu, por pudor ou falta de rentabilidade.

No armazém das almas o negócio anda próspero com a explosão demográfica a que se assiste. Mas Deus é um lojista insatisfeito que quer despachar a mercadoria.

É por isso que a ICAR é contra o planeamento familiar, a contraceção, o preservativo, a IVG, o DIU e a pílula. No Céu há uma alma para cada espermatozoide e é por isso…

Mário Soares e a toponímia

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Considero Mário Soares a maior referência política da segunda República. É a minha opinião.

Não me incomoda, nesta matéria, como em outra qualquer, que os amigos, conhecidos e quaisquer outros cidadãos tenham uma posição contrária. Não sofrerá, por isso, quebra a amizade ou beliscadura a consideração que me mereçam. Nem Soares sairá diminuído.

Admito que, entre fascistas impenitentes, haja honrados cidadãos a pedir à AR que recuse o seu nome para crismar o futuro aeroporto civil do Montijo. Há boas e más razões para não gostar de Mário Soares, antifascista de sempre e indómito combatente da liberdade.

Nem sequer me interrogo se, quem agora se insurge contra a homenagem a um cidadão cuja dimensão histórica dispensa o nome esculpido em placas toponímicas, contestou o nome de Sá Carneiro para o aeroporto de Pedras Rubras, homenagem merecida, a meu ver, talvez desadequada num aeroporto, apenas por ter falecido em acidente aéreo.

Lamento que o nome de um Papa, por sinal dos mais reacionár…

Mário Soares – 1.º aniversário da sua morte

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Foram homens notáveis os líderes dos partidos que moldaram a arquitetura do regime. Álvaro Cunhal, Mário Soares, Sá Carneiro e Freitas do Amaral, representando cada um interesses de classe divergentes e visões diferentes do mundo, constituíram uma plêiade de políticos à altura dos heroicos capitães de Abril. As circunstâncias fazem os homens, mas há homens que ajustam as circunstâncias e se projetam na História dos povos. Soares é um exemplo paradigmático. Mário Soares foi, nos seus defeitos e virtudes, à semelhança de Churchill, Roosevelt ou De Gaulle, um político de dimensão internacional e a figura que deixou maiores marcas nesta segunda República que devemos ao MFA. Combatente antifascista, sofreu perseguições, prisões e exílios até se tornar o homem de Estado e a grande referência da República nascida em 25 de Abril de 1974. Todos os democratas acabaram por votar nele, pelo menos uma vez. A sua dimensão de Estadista e o amor à liberdade fizeram dele o alvo dos afetos e dos ód…

Pedro e Rui: O debate inútil e inconsequente…

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O candidato à liderança do PSD, Pedro Santana Lopes (PSL), tem pugnado pela realização televisiva de debates como o seu opositor interno Rui Rio (RR) e, após inúmeras peripécias, realizou-se, no passado dia 4, o primeiro embate  link. Para quem alimentava expectativas quando ao esclarecimento de ‘novas ‘ e ‘melhores’ posições do PSD para com o País, depois de um período oposicionista desastroso em que - pela direção cessante - nenhuma ideia concreta foi expandida, como alternativa à atual situação política, o debate transformou-se num espetáculo verdadeiramente deprimente. Durante uma longa primeira fase do debate (quase uma hora) trocaram-se insinuações e lavou-se abundante roupa suja atreita às tricas partidárias. Ambos os candidatos à liderança têm um longo percurso partidário, nem sempre posicionados nos mesmos redutos, e ambos trouxeram à colação episódios menos edificantes dessa caminhada e teimaram em explicar situações marginais e de certa maneira inexplicáveis, para a maior…

A eutanásia e os fantasmas da Igreja

Há temas, ditos fraturantes, que a ICAR gostaria de silenciar. O aborto, a eutanásia e o casamento de homossexuais são os que mais a crispam e apaixonam. E, no entanto, não são ignorados nem adiadas indefinidamente as soluções legais.

A moral não é universal nem legitima a imposição de todas as normas e, muito menos, a punição pela sua transgressão. O divórcio, por exemplo, é um mal, e deve ser legal. Só a intolerância religiosa e a cumplicidade da ditadura o limitou e, na prática, impediu, até ao regresso à democracia. O adultério é decerto ruim e ninguém, de juízo são, se atreve a propor uma punição legal, mas é bom lembrar que foi esse o crime que levou Camilo Castelo Branco ao cárcere.

Os que se opuseram à descriminalização do aborto foram os que, já depois do 25 de Abril, não aceitavam que o risco de vida da mãe, as malformações fetais e a violação fossem motivos legítimos para a interrupção voluntária da gravidez, como se a lei impusesse a obrigação e não consagrasse apenas a pe…

Rui Rio e Pedro Santana Lopes

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Enquanto alguns militantes do PSD se sentem perplexos por não terem melhores e mais credíveis candidatos, também eu, que não me revejo na direita portuguesa, encaro com a maior preocupação a luta pela liderança do principal partido da direita portuguesa.

A pendular alternância partidária levará ao poder o líder do PSD ou de um partido que o substitua, só não sabemos quem nem quando. É por isso que a eleição do líder interessa aos militantes e simpatizantes partidários, e a todos os portugueses.

Mais do que a forma dos debates interessa a substância de cada um, no caso em apreço, com recíproca falta de densidade. Um tem cadastro a mais, outro, experiência a menos, e o que interessa é o que pensam e do que são capazes de fazer no Governo.

Santana Lopes já deu provas do que podemos temer e o apoio de Durão Barroso é uma preocupação acrescida. Rui Rio é apoiado por personalidades mais respeitáveis ética e politicamente, mas, para além de não ter experiência relevante, para além da autárq…

O cónego Melo e a Pátria

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Como é possível que haja quem conspurque a estátua do cónego Eduardo Melo Peixoto, proeminente dignitário da Sé de Braga, amante do futebol e do Movimento Democrático de Libertação Nacional?

Como é possível esquecer relevantes serviços prestados à Divina Providência a quem, nas suas orações, encomendou almas extraviadas, como as do padre Max e da estudante Maria de Lurdes Pereira, e explodia de raiva contra os inimigos da Pátria?

Não bastou a ofensa da AR, quando Deus foi servido de chamar à sua divina presença o bondoso cónego, que o deputado Nuno Melo recordou como alguém que dedicou toda a vida “à Igreja, aos outros, à sua cidade e ao país”, no voto de pesar pelo seu passamento, abandonando na dor e nos votos os deputados do PSD e do CDS?

Em Braga, onde era fiel guardião da memória do movimento do 28 de maio, o bondoso cónego foi Deão do Cabido da Sé, Vigário-geral da Arquidiocese e empenhado ativista anticomunista. Admirador confesso do Estado Novo e de Salazar, foi amigo do peit…

Frase do dia ou como o ridículo mata…

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A "obrigação de proximidade" do serviço de distribuição postal dos CTT tem de ser "estritamente cumprida". Declarações da líder do CDS-PP, Assunção Cristas, esta quarta-feira link

O financiamento dos partidos e os políticos

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Admito que os 13 anos de intervenção política, que precederam o 25 de Abril, deixaram em mim tiques frentistas que perduram. Mesmo quando são sérias as divergências que me separam de qualquer dos partidos cujo passado foi antifascista, exprimo-as com uma benevolência que não tenho para com os que vieram dos destroços da União Nacional.

É por isso que a pusilanimidade e dissimulação da Dr.ª Assunção Cristas, relativamente ao financiamento partidário, em quem, talvez injustamente, vislumbro o perfil adequado a distribuir, com braçadeira do Movimento Nacional Feminino, aerogramas e maços de tabaco a soldados de uma qualquer guerra colonial ou cruzada para libertar um santuário católico ocupado pela IURD, me provoca náuseas.

Com a falência fraudulenta do BPN, o banco do cavaquismo, e do BES, o banco do arco do poder, na designação antidemocrática de Passos Coelho, Paulo Portas, Cavaco Silva e Assunção Cristas, o financiamento partidário está à mercê de luvas de veículos militares de alta…

É preciso reinventar Portugal

Começo este texto com um título de fino recorte literário, totalmente vazio de conteúdo, para analisar o ambiente esquizofrénico que esta direita se esforçou a criar e manter.

Parece que voltámos ao tempo da ditadura fascista, então com enormes riscos de sermos deportados, presos, torturados e perseguidos, por dizer mal do Governo, agora sujeitos a bullying por dizer bem.

Hoje é preciso alguma coragem para defender o governo apoiado por mais de 60% dos portugueses através do PS, BE, PCP e PEV, com uma comunicação social nas mãos de grupos económicos que decidiam as políticas da direita ou do bloco central.

Talvez seja a aflição com os sucessos do Governo que transforma a direita urbana nesta direita trauliteira e miguelista, que vê os simpatizantes desta fórmula de governo como pessoas perigosas, aptas a fazerem às liberdades aquilo de que as suas eram capazes.

Com este governo, o País terminou o ano de 2017 com o menor défice da democracia, o desemprego mais baixo da década e o mais …

E se foi a Senhora de Fátima que lhe pediu?

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Crise da puberdade

Dois adolescentes perigosos, apoquentados pelas hormonas e apaixonados pela mesma Guerra, digladiam-se e fazem comparações:

- O botão nuclear está sempre na minha secretária.
(Kim Jong-un)

- Alguém (…) pode avisá-lo de que eu também tenho um botão nuclear, mas é um muito maior e mais poderoso que o dele”.
(Donald Trump)

A devolução do IVA e o financiamento partidário

O ódio desta direita aos partidos leva a que seja virtude o que é feito à Igreja católica, aos bombeiros, às IPSS e às comissões fabriqueiras das paróquias, etc., e pareça crime o que é decidido, de igual modo, para os partidos políticos.

Penso que não devia haver, em qualquer circunstância, isenções de IVA, embora um anómalo tratado assinado por Durão Barroso e a Santa Sé, mais ruinoso do que o de Methuen (Tratado dos Panos e Vinhos), em 1703, com a Inglaterra, tenham obrigado o Estado português a conceder privilégios vitalícios em troca de omissas indulgências.
O que não é admissível é a campanha miserável contra os partidos e a tentativa obscena de excluir o CDS da Dr.ª Assunção Cristas, que esteve em todas as reuniões que, como acontece no Conselho de Estado, não têm atas, pelo facto de a Dr.ª ter tomado a posição pusilânime de se excluir do que até aí não tinha contestado.

Independentemente do que cada um pensa sobre uma matéria controversa, vale a pena ler este artigo.

A mensagem do PR e a direita

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A direita, esta direita para cuja azia não há antídoto, debate-se entre o nojo que inspira e a nostalgia de que se alimenta.

O Expresso, através de Ricardo Costa, e o DN, com Paulo Baldaia, procuram, na avidez da intriga e na pressa de anteciparem diatribes contra a esquerda, bilhete para o comboio da direita que vier. Disparam, excitados, meias verdades e torpes mentiras.

Gastaram, há muito Francisco Assis, Henrique Neto e António Barreto e deixaram partir Medina Carreira. Têm de ser eles a fazer o trabalho sujo, sem intermediários, sem terem quem finja ser de esquerda para sustentar as teses desta direita que reclama, no seu mais despudorado oportunismo, méritos em qualquer sucesso doe Governo e que o acusa por desastres provocados pela herança que deixou e pelas catástrofes naturais.

Marcelo é um conservador culto e inteligente cuja origem e educação o tornaram amigo do peito e da hóstia da pior direita. Não se revendo nela, não a segue na decomposição que a ameaça. Apenas procura…

Marcelo e a mensagem de Ano Novo

O PR, cumprindo a liturgia do calendário e da função, encontrou a substância necessária e a forma adequada.

Não foi demasiado frívola nem excessivamente parcial. Lembrou as vitórias do Governo e as desgraças do País no ano que findou. Não esqueceu as vítimas que um carvalho do adro de uma igreja, caído sobre os devotos, provocou numa procissão da Madeira, como não esqueceu, justamente, os mortos dos incêndios continentais.

O apelo para que se previnam as tragédias é um desejo óbvio de quem ama o povo a que pertence e que o elegeu. Não vi má fé ou partidarismo numa das suas mais equilibradas e conseguidas mensagens ao país, sendo esta uma obrigação institucional.

Atacar o PR por esta mensagem é falta de senso e de isenção. Ver nela o que não disse e fazer uma leitura partidária denota mais o que cada um gostaria de ter ouvido do que o ouviu. Pior do que a excessiva loquacidade do PR é o seu aproveitamento partidário e a distorção do que hoje disse.

Ouvi com atenção, em direto, a mensag…

Notas Soltas - dezembro/2017

Birmânia – Quem imagina que as atrocidades de motivação religiosa nascem apenas no seio dos monoteísmos, ignora o sectarismo budista contra o povo rohingya, de confissão muçulmana, vítima de um genocídio atroz.
Coreia do Norte – Há na demência belicista do último representante da dinastia Kim a lógica de quem sabe que a própria sobrevivência e a do regime dependem do pavor que infunde, estimulado pelas bravatas de Trump, outro líder pouco recomendável.
Eutanásia – Não tendo opinião definitiva sobre a melhor fórmula jurídica, tratando-se de um direito individual, é preciso respeitar quem não tem alternativa (doente terminal) e defender da sua decisão quem possa vir a aperceber-se de que prefere viver.
EUA – A aprovação do plano fiscal de Trump transfere enormes benefícios, à custa dos mais pobres, com grandes reduções fiscais a milionários e grandes empresas, na iníqua partilha de recursos que transforma a democracia imperfeita numa perfeita oligarquia.
Córsega – A ilha mediterrânica, com …