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A mostrar mensagens de 2018

O capitalismo, a justiça e a liberdade

O capitalismo descobriu a liberdade, mas desinteressou-se da justiça e da igualdade. Há avanços que só o capitalismo permitiu, mas há retrocessos da liberdade que são fruto da genética capitalista. O fascismo é filho natural do capitalismo.

Um modelo condenado a crises cíclicas, e a superá-las através de guerras, consegue pela força a sobrevivência, indiferente ao sofrimento que produz, aos anticorpos que cria e ao desespero que gera nos pobres de que precisa para se perpetuar.

As empresas visam naturalmente o lucro, o que não parece errado, mas é a amoralidade que as torna cúmplices do sistema de que são filhas. Não interessa se o seu produto é ou não tóxico, basta que seja legal ou que esteja omisso no código penal.

O bando de Chicago, onde pontificou Milton Friedemann, influenciou de tal modo esta fase do capitalismo, graças à devoção dos seus devotos Reagan e Thatcher, que o deixou à solta, tendo como aliado João Paulo II, papa reacionário cuja santidade, em vida, era o apanágio d…

Sofrerei de daltonismo político?

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Não garanto que alguma vez, por grave distração, não tenha passado por um sinal vermelho sem o ver, mas não o confundo com o verde, mesmo com acuidade visual atenuada.

Já em política não estou tão certo de que algum fenómeno catatímico interfira na minha visão, apesar de ser exigente com a conduta de quem nos governa, quer dos partidos da minha simpatia, quer dos adversários.

Quando o atual governo iniciou funções, foram constituídos arguidos os secretários de Estado que aceitaram a viagem a uma Empresa, à vista de todo o país, para um jogo da seleção nacional de futebol, o que levou à demissão das funções para que lhes sobejava competência. O próprio ministro das Finanças esteve em risco, por ter solicitado dois lugares no camarote da direção a um clube para ver um desafio de futebol, uma paixão a que não é imune um doutorado por Harvard. Na minha opinião, os primeiros não deviam ter aceitado. No caso do ministro pareceu-me pura perseguição partidária.

No anterior governo, uma secre…

O populismo anda à solta

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Bolsonaro é apenas mais um epifenómeno.

A culpa que a direita endossa à esquerda

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Há quem afirme que a extrema-direita é consequência da extrema-esquerda, a reação de quem, perante um extremo, escolhe o de sinal contrário.
Para evitar discussões sobre o que pode designar-se extremismo, basta lembrar os países que transitaram do fascismo para partidos conservadores ou social-democratas. Aliás, é o exemplo de todos os países fascistas substituídos por sistemas pluripartidários.

A descida eleitoral da CSU, cada vez mais à direita, e o crescimento da AfD mostraram na Baviera (Alemanha), como, aliás, um pouco por todo o mundo, que a extrema-direita cresce quanto mais a direita se radicaliza.

O exemplo espanhol, com o PP de Pablo Casado, a assumir a herança franquista, com a radicalização à direita, viu surgir com pujança uma pequena formação marginal – VOX –, abertamente fascista, a reunir milhares de alucinados em transe, na Galiza de Franco e Fraga Iribarne.

As leis da política contrastam com as da Física. Quanto mais os partidos conservadores se encostam à direita, …

Dos incêndios à tempestade Leslie

 Maniqueísmo, ressentimento e outras raivas
Agostinho era um intelectual maniqueísta, nascido em meados do séc. IV que faleceu aos 75 anos, no século seguinte. Converteu-se ao cristianismo, foi bispo de Hipona e tornou-se seu santo doutor, quando ainda não se criavam santos com a facilidade com que as operárias das Caldas reproduzem recordações da cerâmica local, para turistas.

O maniqueísmo não deixou de impregnar o pensamento e inquinar a reflexão na nossa cultura. Permaneceu no ‘santo doutor’ e continua a determinar a culpa, outra herança da cultura judaico-cristã.

Quando a Proteção Civil fez advertências vigorosas quanto ao perigo da passagem da tempestade Leslie não se imaginaria o grau de eficiência que pouparia vidas humanas.

A ausência de mortes perante o fenómeno anómalo e violento é uma surpresa, por entre danos materiais elevados. Numerosas telhas do telhado da minha casa emigraram com a força do vento e, de um edifício próximo, outras vieram para me deixar a pintura do car…

Bcaç. 1936 – Almoço anual_2018

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Camaradas:

Ano após ano, todos os que podemos, dos que restamos, voltamos neste mês de outubro ao encontro dos que, em 11 de outubro de 1967, saímos do Cais de Alcântara para Catur e Malapísia, para participar na mais injusta e inútil das guerras onde a ditadura que aqui nos oprimia jogou a sobrevivência, para terminar, sem honra nem glória, numa madrugada de Abril.

Há meio século aproximávamo-nos do meio da comissão e tínhamos já o nosso quinhão de sofrimento e angústia, de privações e revolta, de saudade e amargura.

Éramos cerca de 300 homens entre mais de meio milhão de desterrados, ao longo de 13 anos, para os três teatros de guerra, Angola, Guiné e Moçambique. Estivemos longe da Pátria 26 longos e dolorosos meses, para voltarmos alguns menos dos que fomos, para trazer dentro de nós a guerra que não mais nos largou.

É justo recordar o Ti Luís Machambeiro, o saudoso coronel Vilela, e o major Beirão que a democracia fez general, que impuseram o humanismo e a ética que impediram ato…

O escritor Cavaco e a azia do salazarista

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Sem a grandeza ética dos seus antecessores democráticos, nem a inteligência, cultura e sentido de Estado do seu sucessor, continua o mesquinho gestor de rancores e vaidades pessoais, através da prosa que publica e que alguém lhe corrige, para evitar os erros de ortografia e de sintaxe em que é reincidente.

A imaginação que lhe sobrou na acumulação de reformas, na intriga contra um PM, na justificação da ficha da Pide ou na ocultação das ligações à ditadura, sobra-lhe agora na raiva que destila, nos ódios que cultiva e nas intrigas que tece no tempo que lhe sobra da gestão do gordo património, onde pairam sombras, desde as ações da SLN à aquisição da Gaivota Azul.

É surpreendente que o homem que se esqueceu do notário onde fez o melhor negócio da vida, dos que os portugueses sabem (foi preciso a revelação da Visão), se recorde agora das quintas-feiras que evoca para a intriga e a vingança.

Segundo a comunicação social, Cavaco Silva, o único salazarista com o grande colar da Ordem da L…

A Escola de Quadros do CDS

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A formação política dos quadros do CDS, a avaliar pelas notícias da comunicação social que, nos últimos tempos, o apadrinha, não se limita à formação universitária e a cursos intensivos nas madraças da sua juventude partidária. Também faz seminários.

“O futuro da Europa” vai ser o próximo tema, destinado à formação política dos jovens militantes e decorre em Peniche, de ontem a domingo, tendo como convidado especial Marques Mendes e vários ‘independentes’. O encerramento do curso ficará a cargo da Dr.ª Cristas.

É essencial que o CDS reflita sobre a Europa, pois o seu ceticismo já o levou à expulsão do Partido Popular Europeu (PPE), onde regressou com o apoio de Durão Barroso para poder integrar o Governo, quando o PPE ostracizava partidos nacionalistas, xenófobos, racistas e misóginos.

Peniche, pelo arrepio que causa o presídio onde foram torturados e longamente presos destacados antifascistas portugueses é um bom local de reflexão para o partido que não sentiu necessidade de existir…

A violência contra as mulheres

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A ancestral misoginia, a perpetuação de preconceitos religiosos e os constrangimentos sociais são obstáculos à emancipação da mulher e uma forma de perpetuar a violência machista e reduzir metade da humanidade à subalternidade ou, mesmo, à escravidão.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos não é pacificamente aceite e respeitada. Toleram-se países e Estados que oprimem a mulher, em nome da diversidade cultural e do inaceitável respeito por crenças religiosas que são a matriz de Estados teocráticos.

Há jurisprudência portuguesa recente que envergonha quem a produziu, mas damo-nos conta da afronta, incompatível com o ordenamento jurídico do país laico que somos. Há países onde a discriminação é legal e a violência um direito do macho.

Não há regimes dignos, magistrados sensatos, sociedades sãs, religiões respeitáveis ou famílias dignas que discriminem em função do sexo.
Dito isto, não devemos permitir que os movimentos que se batem pela igualdade, tantas vezes com risco de vida do…

Associação 25 de Abril - A25A

Car@s associad@s
É com enorme e profundo pesar que vos comunicamos o falecimento do Capitão de Abril, coronel Diamantino Gertrudes da Silva.

Militar de Abril de todas as horas, o Gertrudes da Silva foi o mais antigo dos quatro capitães que em Viseu, no RI14, desenvolveram grande actividade no Movimento dos Capitães. Actividade que alargaram a toda a Zona Centro, como dinamizadores da conspiração. As suas militâncias envolveram então oficiais de Lamego, Guarda, Coimbra, Aveiro, para só referir as mais significativas.

O facto é que o "núcleo" do RI14 (Gertrudes da Silva, Aprígio Ramalho, Ferreira do Amaral e Silveira Costeira) constituiu-se como um dos pólos de onde irradiaram os valores e os empenhamentos que nos levariam à acção do 25 de Abril de 1974, onde libertámos Portugal e lançámos os alicerces para a Democracia, a Paz e o Desenvolvimento.

Nas operações militares do 25 de Abril, Gertrudes da Silva sairia do RI14 à frente de uma companhia comandada pelo Costeira que, juntam…

(Des)encontros

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Os 25 anos da esquadrilha de helicópteros da Marinha exigiam a presença dos dois na base do Montijo.

Marcelo chamou a Cavaco o «pai da esquadrilha». Há epítetos demasiado extensos.

Coronel Diamantino Gertrudes da Silva

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Diamantino Gertrudes da Silva faleceu

O herói de Abril, o comandante das tropas sublevadas idas de Viseu, com companhias de Aveiro e da Figueira da Foz, foi uma figura decisiva na gesta heroica da inesquecível madrugada.

Não foi fácil a progressão até Lisboa nem pacífica a rendição dos esbirros que vigiavam o Forte de Peniche, que deixou cercado por uma companhia, antes de avançar sobre Lisboa no cumprimento da missão que lhe coube.

O melhor aluno do seu curso não foi general, foi um coronel fiel ao ideário de Abril, um capitão de Abril coerente, corajoso e modesto.

Partiu hoje um dos bravos. A comoção que sinto pelo amigo e o respeito que nutro pelo herói, não me permitem continuar. A notícia que acabou de dar-me Carlos Matos Gomes, outro bravo, abalou-me. Não falarei hoje do escritor que Gertrudes da Silva foi.

Hoje e sempre será um enorme capitão de Abril a que Portugal deve o fim da ditadura.

Ele ficará ali na foto da inauguração ao monumento ao 25 de Abril, em Almeida. Está a me…

A Escola de Quadros do CDS

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A formação política dos quadros do CDS, a avaliar pelas notícias da comunicação social que, nos últimos tempos, o tem favorecido, não se limita à formação universitária e aos cursos intensivos nas madraças da juventude partidária.

“O futuro da Europa” vai ser o próximo tema, destinado à formação política dos jovens militantes e decorre em Peniche, desde a próxima quinta-feira até domingo, tendo como convidado especial Marques Mendes e vários ‘independentes’. O encerramento do curso ficará a cargo da Dr.ª Cristas.

É essencial que o CDS reflita sobre a Europa, pois o seu ceticismo já o levou à expulsão do Partido Popular Europeu (PPE), onde regressou com o apoio de Durão Barroso para poder integrar o Governo, ainda antes de o PPE integrar partidos racistas, xenófobos e misóginos.
Peniche, pelo arrepio que causa o presídio onde foram torturados e longamente presos destacados antifascistas portugueses é um bom local de reflexão para o partido que não sentiu necessidade de existir durante…

A frase

«Falta de senso e de gosto».
(Marcelo Rebelo de Sousa, criticando o veto de governo de Cavaco a Saramago)

Deus é uma fraqueza humana

“Deus é uma fraqueza humana”.
A carta de Einstein vai a leilão

Carta de Einstein, na qual o famoso físico diz que Deus é uma expressão da fraqueza humana e que a Bíblia não passa de uma “lenda primitiva” vai ser leiloada em Nova York e valerá cerca de 1 milhão de euros.

José Saramago – 20 anos depois do Nobel

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O maior ficcionista português de todos os tempos foi um escritor que se reinventou em cada livro que acrescentou ao banquete da literatura. O jornalista robusteceu a escrita na crónica e tornou-se um caso ímpar na arte de contar, na forma como moldou a língua e na argúcia com que abordou o outro lado da nossa História nas mais belas páginas da literatura.

Há 20 anos, mal acabara de ser anunciado o Nobel do nosso contentamento, recebi uma chamada de um colega amigo a transmitir-me a novidade e a dizer que a minha convicção se tornara realidade. Há anos que esperava ver o nome de Saramago entre os laureados do prémio maior da literatura, como ele sabia. Aconteceu.

Foi com um grito de júbilo que gritei a notícia no bar do Hospital de Leiria, onde me encontrava, para ficar estupefacto com o desconhecimento generalizado do escritor e a indiferença perante o galardão. Há paladares rudimentares que a Universidade não ajuda a requintar e as iguarias são para quem pode apreciá-las.

Vinte anos…

ELEIÇÕES no BRASIL (II): Divagações em cima do acontecimento…

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A República Federativa do Brasil vai hoje a eleições. Simultaneamente, ocorrem vários actos eleitorais (presidente e vice-presidente da Federação, câmara de deputados federais, renovação parcial o Senado, governadores dos Estados federados e assembleias legislativas estatais) que representam um largo âmbito de escrutínio popular, mas a eleição presidencial domina, absolutamente, este cenário. Os resultados (ainda desconhecidos) devem confirmar aquilo que desde há muito está revelado: o Brasil deve manter-se ‘ingovernável’ e, sendo assim, vulnerável a todo o tipo de corrupções (desde as políticas às económico-financeiras). Este caudal corruptivo é a moeda de troca para manter a funcionalidade do sistema. Na realidade, uma Federação que tem mais de 35 partidos políticos no terreno e muitos deles com representação nas câmaras de deputados (federais e estatais) coloca o presidente eleito nos braços de uma tácita ‘ingovernabilidade’ já que a sintonia e concertação de políticas e projetos…

As eleições no Brasil

Os brasileiros vão às urnas, não para escolherem entre o fascista Bolsonaro e o candidato do Partido dos Trabalhadores, mas para votar Bolsonaro ou no golpe de Estado militar de apoio ao fascista.

O golpe de Estado constitucional, urdido entre juízes e políticos de direita contra Dilma, foi o início da substituição da democracia pela ditadura. 

Dias Loureiro e a PJ

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Seria injusto e de mau gosto beliscar a honra de dois catedráticos ilustres, Passos Coelho e Cavaco Silva, referências éticas, políticas e intelectuais do nosso País, mas surpreendeu a aparente falta de sentido de Estado nas insinuações e no azedume com que se pronunciaram perante o normal fim do mandato da PGR.

O facto de Dias Loureiro, ministro dileto de Cavaco Silva, e empresário modelo de Passos Coelho, ter sido constituído arguido e não ter havido consequências, só pode dever-se à sua inocência, mas o pior que poderia suceder era ficar a pairar qualquer dúvida.

Seria desonesto pensar que a raiva ruminada pelos ex-governantes pudesse ser uma questão de gratidão à PGR que a poria injustamente em causa.

Para que a luta política não venha a acusar de incúria a PGR cessante, era conveniente que a notícia do DN de 6 de maio de 2015, caída no esquecimento, fosse esclarecida para preservar o prestígio e a confiança nas instituições. 

A uma semana de terminar o mandato único de PGR é ain…

TANCOS: O que se abre, o que se fecha e o que esvoaça …

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O caso do roubo de armas em Tancos é, nos tempos que correm, uma montra sobre as questões de Justiça em Portugal e da evolução dos conceitos em relação a este problema.
A ‘conceção utilitarista da justiça’ (chamemos-lhe assim) abundantemente (abusivamente?) expressa nas atitudes da PJM, face ao roubo em Tancos, pode ser entendida como uma sub-reptícia manifestação de corporativismo da dita condição militar mas, na realidade, o problema poderá ter implicações mais profundas.
Todavia, sendo a questão transversal, ou seja, a existência de foros especiais de justiça não é uma situação de somenos importância. A existência de uma ‘justiça militar’ – como qualquer outro foro judicial autónomo - necessita de ser ponderada.
Muito embora se reconheça a existência de uma sociedade castrense com códigos de disciplina e regulamentos próprios e, acima de tudo, específicos, a questão coloca-se no âmbito de os militares serem (ou não) considerados cidadãos e, portanto, sujeitos à justiça dita ‘civi…

Viva a República!

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Viva a República!

Há 108 anos, ao meio-dia, na Câmara Municipal de Lisboa, Eusébio Leão proclamou a República, perante a aclamação jubilosa de milhares de populares.

A ação doutrinária e política levada a cabo pelo Partido Republicano Português, desde a sua criação, em 1876, conduziu à Revolução que, iniciada em 2 de outubro de 1910, fez capitular a monarquia na data gloriosa do 5 de Outubro.

Portugal colocou-se na vanguarda dos países que aboliram a monarquia, regime que se perpetuava dentro de uma só família, com precedência etária e do sexo masculino, cuja legitimidade era a tradição e a alegada vontade divina.

Em 5 de outubro de 1910, os súbditos tornaram-se cidadãos e os heróis que se bateram na Rotunda foram arautos da mudança que rejeitou os regimes monárquicos na Europa e no Mundo, ou os remeteu para um lugar decorativo.

Foi o ideário libertador da República que instituiu as leis do divórcio, do registo civil obrigatório, da separação Igreja/Estado, marcas inapagáveis da Hist…

Escândalos e política

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No escândalo da Universidade Moderna, onde a direita se atolou, a falência fraudulenta da empresa de sondagens ‘Amostra’ não teve arguidos e a montanha de acusações pariu a prisão de dois ratos sem relevo político e acusações injuriosas ao censor Sousa Lara.

Valeu o processo Casa Pia para fingir que a pedofilia é uma patologia do PS e os crimes sexuais uma preferência da esquerda, para fazer esquecer o atoleiro em que se afundava a direita que agora mostra as garras em tristes gorjeios de Cavaco ou uiva em artigos de opinião do Observador, onde a chancela de Passos Coelho está disponível.

Enquanto os Papéis do Panamá permanecem confiados a órgãos de comunicação social, sem divulgação dos segredos que lhes cabia revelar, o País verifica que se perderam os documentos dos submarinos, estão por inquirir autarcas do PSD que a Visão investigou, e passaram a irrelevantes os casos BPN, Vistos Gold, Banif, Tecnoforma e BES.

Às vezes, por ignorância das leis, acusam-se juízes levianamente. É o…

Praxes e praxistas

A brutalidade pode transformar uma pessoa numa cavalgadura, mas nunca um solípede se tornou humano.

Ignoro os instintos primários que habitam praxistas de universidades, normalmente mais recentes do que eles, para se permitirem humilhar, seviciar e intimidar quem procura ser aceite pelos antecessores.

Ano após ano, perante a impunidade de que gozam os sádicos, refinam-se práticas que sujeitam incautos e masoquistas à violência, que ultrajam as novas gerações de caloiros e preparam para a subserviência os que se submetem de motu próprio, que, por sua vez, reproduzirão a curto prazo o aviltamento de que foram vítimas.

Esta estranha forma de confraternização não é mais do que o recalcamento da violência e a catarse de infâncias tristes e personalidades desestruturadas. O que é lamentável é o manto de silêncio que acompanha estes espetáculos vergonhosos e esconde traumas das vítimas e dos algozes.

Nem as mortes da Caparica, há anos, acordaram o país para a censura pública que estes atos d…

Boas maneiras e civismo

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Julgávamos que as boas maneiras exigissem que os cidadãos se levantassem à passagem de quem merece e que fosse obrigação cívica quando quem passa é o PR, mesmo que fosse Cavaco, porque não é um homem que ali vai, é o símbolo do que representa.

Uma universidade da direita.

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Tem o nome que merece.

Só não dá títulos de Catedrático convidado, com vencimento.

Notas Soltas – agosto/2018

Museu Nacional do Rio de Janeiro – O incêndio que destruiu a mais antiga instituição científica do Brasil e maior museu de história natural e antropologia da América do Sul incinerou a memória de dois países e um importante pedaço da história da humanidade.
Supremo Tribunal de Justiça – Nos últimos 12 meses tomaram posse 22 conselheiros, só neste tribunal. É um exagero. As vagas devem ser definidas fora da corporação, sem perda da independência judicial.
Espanha – Pablo Casado assume a herança do PP de Aznar e da Falange. Quer revogar a Lei da Memória Histórica e substituí-la pela Lei da Concórdia para manter o genocida Franco no túmulo apoteótico do Vale dos Caídos, enquanto Garcia Lorca jaz incógnito.
Barack Obama – O ex-PR dos EUA não foi o pacifista desejável, mas é a consciência crítica do país a cujos destinos presidiu e que não hesita em usar a autoridade moral para o advertir dos riscos que representa um PR mitómano, incapaz e em delírio demencial.
Suécia – O modelo mundial nos pa…

COIMBRA – Almoço comemorativo do 5 de Outubro

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(Inscrições, hoje e amanhã)

– 108.º aniversário da implantação da República –
Evocação do 5 de outubro de 1910 Restaurante D. Duarte II, Rua de Moçambique, nº 34 Telefone: 239701461 Inscrições para anabela8@hotmail.com até dia 2 de outubro, impreterivelmente.
Almoço: 13h, do dia 5 de outubro, sexta-feira, feriado nacional
Ementa: Entradas, sopa de legumes (opcional), Bacalhau à Brás ou Pato no Forno à Antiga, fruta ou bolo de bolacha, café, bebidas 15 euros (sem sopa) 16 euros (com sopa)
Como é hábito vai realizar-se o habitual almoço comemorativo, desta vez organizado, de forma voluntária, pelos signatários.
Viva a República! Anabela Monteiro Carlos Esperança (TM. 917 322 635)

É preciso não deixar esquecer

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DONALD TRUMP - entre o riso e a decadência…

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A situação mundial é complexa e instável a começar pelos problemas climáticos e potenciada pelos vários conflitos (ativos e/ou latentes) em curso, ou em incubação, que começam nas guerras locais e regionais e se estendem nas disputas comerciais, sob o signo do protecionismo, que ameaçam a economia mundial.  
Seria normal que estes assuntos marcassem a 73ª. Assembleia Geral das Nações Unidas (AG/ONU) a decorrer em Nova Iorque e que o Mundo assistisse a um conjunto de análises e propostas para enfrentar e resolver estes múltiplos desafios.
Todavia, o que acabou por marcar a AG/ONU foi o surto de risota que irrompeu na intervenção de Donald Trump neste areópago internacional link. O discurso de Trump na ONU aproxima-se muito da stand-up comedy. A peroração, confusa e errática, tem várias leituras. Nenhuma delas gratificantes. Mas o mais preocupante foi a defesa de um unilateralismo saloio e a exibição da força, embora o registo mediático fique pelo burlesco da risota quando resolveu aut…

É preciso não deixar esquecer

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Cavaco Silva e a PGR cessante

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Não sei se o antigo PR tinha dívidas a pagar ou alguma vingança a exercer, mas as suas declarações, com a sensibilidade e argúcia das cagarras das Ilhas Selvagens, são a prova reiterada da falta de sentido de Estado que revelou em Belém, onde foi forjada a cabala contra um PM e cujo inquérito às despesas, ordenado pelo sucessor, nunca foi revelado.

Cavaco é a maior referência ética do condomínio fechado da Praia da Coelha e é preciso nascer duas vezes para alguém ser mais honesto do que ele, mas ver “com estranheza”, achar “estranhíssimo”, aquilo a que chamou “afastamento” da PGR cessante, é esquecer o direito do Governo, a propor, e do PR, a nomear, o/a titular da PGR. A ofensa gratuita ao PR que lhe sucedeu mostra a fibra de um chefe tribal ressentido.

Confundir ‘afastamento’ com ‘renomeação’ é o velho problema de quem nunca leu “Os Lusíadas” e tem recorrente conflitualidade com a língua portuguesa, quer na ortografia do verbo ‘haver’, no preenchimento da ficha da Pide, ou na conju…

Efemérides_2 – 27 de setembro de 1968

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Há 50 anos – a comunicação social ignorou a data –, o ditador Salazar foi afastado do Governo, pela irreversibilidade das lesões neurológicas do hematoma que a queda da cadeira, no forte de Santo António, no Estoril, lhe provocou. Foi esta a primeira vez em que foi ele o afastado, após décadas a afastar quem quis. O seu criado Américo Tomás, afastou-o e nomeou Marcelo Caetano cangalheiro da ditadura.

Na longa noite fascista, a madrugada de Abril ainda vinha longe .

Efemérides_1 – 27 de setembro de 1975

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A sanha persecutória de um velho genocida ainda se manifestou em Espanha no estertor da mais sinistra ditadura da sua História. Recordar os crimes é um dever que, ano após ano, devemos relembrar.

Foi há 43 anos e o déspota que hoje infeta ainda o Vale dos Caídos era generalíssimo pela graça de Deus e pela cumplicidade do clero espanhol.

Rui Rio e o esgoto que corre contra ele

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A família política de Rui Rio não é a minha, mas não posso deixar de denunciar os seus adversários, aqueles vermes que circulam nos esgotos do neossalazarismo e desaguaram nas alfurjas do PSD. São os mais ressentidos reacionários os que mais o contestam.

A decadência ética do partido acelerou quando o cavaquismo se tornou a sua referência e Passos Coelho a escolha de Miguel Relvas e Marco António. Sá Carneiro, Magalhães Mota e Pinto Balsemão desapareceram da memória coletiva do PSD e deram lugar aos adversários da Constituição, seduzidos pelos ventos reacionários que sopram da Europa.

O exemplo húngaro e polaco são o desígnio oculto dessa oposição interna que rejubilou com a eleição de Pablo Casado para a liderança do PP espanhol. Velhos militantes do MRPP e neossalazaristas engrossam as fileiras da oposição a Rui Rio, tendo no Observador o órgão oficioso e na generalidade da imprensa os almocreves de serviço.

Quando um partido se sente órfão do ora catedrático Passos Coelho e não pe…

CDS e Tancos – a nova chicana…

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O CDS propõe a nomeação de uma comissão parlamentar de inquérito sobre a ‘questão de Tancos’ link.
Em pleno desenvolvimento da investigação policial sobre o roubo de armas ocorrido em Tancos há mais de 1 ano (29 junho 2017), cujos dados vindos a público são ainda muito fluidos e complexos, o CDS resolve que a melhor opção política é interferir. Para isso propõe uma comissão parlamentar de inquérito. Tanto faz – como não – jurar que deseja não interferir na investigação em curso e respeitar a tramitação legal. A primeira interferência já teve lugar. É muito difícil aceitar este equilibrismo e dualismo.
A avaliação política será, por ventura, necessária e até inevitável. Mas só será oportuna e esclarecedora quando existirem novos e mais completos dados, isto é, quando estiver concluída a fase de inquérito.  Por outro lado, a antecipação de avaliações nesta fase nada adiantará e só poderá perturbar a actual fase de investigação do crime ocorrido. Cada vez mais os dados que têm vindo a…