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Uma esfarrapada e estratégica “guerra de índices”…

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Existem vários índices que avaliam a incidência de casos, os factos, a qualidade, a evolução, etc. Que, ao fim e ao cabo, são indicadores fundamentais para a avaliação dos investimentos e regulam toda a actividade produtiva, de recursos humanos, etc. Muitos de nós já ouvimos falar, p. exº., do índice de mortalidade infantil em que Portugal ocupa um lugar destacado na Europa e no Mundo. O ínidice de mortalidade infantil (taxa de mortalidade/ 1000 nascimentos) prevista para Portugal, em 2008, era de 4,85 mortes/1000 nascituros, abaixo da média da UE (5,84 mortes/1000). Por cá, em tempos de campanha eleitoral, só se fala de PME’s... Toda a gente quer apoiar as PME’s porque elas são o sustentáculo da nossa economia e meio eficaz para travar o crescimento do desemprego. Este slogan é repetido até à exaustão…! Mas já alguém ouvi falar sobre índice de mortalidade empresarial? Bem, segundo o Eurostat é o mais elevado da Europa. À volta dos 15% Só em Agosto passado, com as elites empresariais...

O arlequim Rangel e processos kafkianos…

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Paulo Rangel, perora, com desdém e escárnio, sobre Hugo Chavez, porque, inconsolado e insatisfeito, mas exigente, vive na "asfixia democrática", portuguesa, onde ele e os "outros", desfrutam das liberdades fundamentais. Se vivesse em Caracas, falaria mais comedidamente, com menos...estardalhaço. É que as democracias têm princípios fundamentais – o respeito pelos direitos fundamentais e o poder do povo – mas a sua aplicação tem diferentes matrizes e algumas matizes. Mais uma vez aquele ditame histórico: “Em Roma sê romano…”. Rangel é dominado pela estupefacção com o ataque de Sócrates desfere ao Director do Jornal Público, mas não se refere à torpe insinuação de José Manuel Fernandes de que o jornal que dirige, segundo deduções silogísticas (e apriorísticas) do próprio, estaria a ser vigiado… Mas Rangel, durante o dia, viveu a transmutação de uma ignóbil acusação de vigilância dos serviços secretos a um jornal para um inquérito a uma fuga de informação interna (no re...

Debate Louçã/Sócrates: a armadilha das utopias...

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A armadilha em que Louçã caiu, no debate de ontem, foi conceber o País com uma enorme dose de utopia. A referência a eventuais nacionalizações das áreas nucleares do poder económico e financeiro (banca, seguradoras e empreasas da área energética) é decorrente da actual crise e, passa necessariamente pela convicção de Louçã que, jamais, o Banco de Portugal e a CMVM serão capazes e eficientes na regulação e no exercício do poder regulador do mercado financeiro. De facto, na actual situação de crise financeira, quem mostrou capacidade de intervir e, de certo modo, disciplinar o mercado foi a CGD (banco estatal). Se, o Governo de Barroso tivesse levado por diante a privatização do CGD, quem teria capacidade de intervir nos "casos" BCP, BPN e BPP? E, a incapacidade de regular e fiscalizar não fica por aí. Na questão da autoestrada do Centro, a manobra da Mota-Engil, para quem vê TV foi denunciada, na Branca, pelas autoridades locais directamente a Louçã. A adjudicação das obras pú...