36.º aniversário da reunificação alemã (3 de outubro de 1990)
36.º aniversário da reunificação alemã (3 de outubro de 1990)
Em 9 de novembro de 1989 tinha caído o muro de Berlim
perante a euforia dos alemães e da Europa Ocidental, mas foi a reunificação
oficial, faz hoje 36 anos, que alterou as fronteiras saídas da II Grande Guerra.
Com a reunificação de Berlim e a dissolução das fronteiras internas da Alemanha.
A Alemanha aceitou limites rigorosos ao rearmamento e Helmut
Kohl comprometeu-se oficialmente perante Moscovo a reduzir as suas Forças
Armadas. O secretário de Estado dos EUA, James Baker, afirmou ao líder
soviético, Mikhail Gorbatchov, que a Nato não avançaria «nem um centímetro para
leste», e, ao contrário do que a Rússia alega, não foi formalmente negociada a decisão.
A Alemanha renunciou por tratado aos territórios que eram seus, antes de 1945,
para a Polónia.
Antes, em 1970, já o Chipre se dividira pela força, com uma
parte sob domínio turco, a República Turca do Chipre do Norte e a República do
Chipre, a Sul.
Posteriormente a URSS desintegrou-se, o comunismo tinha
colapsado, e novos países se tornaram independentes no território da ex-URSS.
A partir de 1991 a Jugoslávia começou a desintegrar-se
violentamente; em 1993 a Checoslováquia dividiu-se pacificamente em Eslováquia
e Chéquia; a Sérvia, depois de bombardeada pela Nato, perdeu o controlo
político e militar do Kosovo em 1999 e viu este declarar-se independente em 2008.
As alterações de fronteiras não pararam na Europa. Após anexação
da Crimeia em 2014, a Rússia invadiu a Ucrânia em 2022 e a guerra internacional
prossegue, com o apoio da Nato à Ucrânia, e a incerteza sobre as fronteiras que
hão de separar a Ucrânia e Rússia.
As divisões étnicas e, sobretudo, a violência dos nacionalismos
continuam a criar sobressaltos em vários países, especialmente na região
balcânica onde começou a primeira Grande Guerra.
Lamentável é a ausência de esforços da UE para promover a
paz, com o Papa Leão XIV a falar sozinho, de «coragem nas negociações» e a
rejeitar «a ilusão do rearmamento».
Parece que bastam duas gerações para esquecer o sofrimento
da guerra anterior e ansiar por outra, cada vez mais mortífera e destrutiva,
com amplos avanços na arte de matar e no aprimoramento de novas armas.
Parabéns, Alemanha pela reunificação e votos de que não venhamos a arrepender-nos.

Comentários