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A mostrar mensagens de 2019

22 de outubro de 1945

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Faz hoje 74 anos que a ditadura fascista criou a PIDE, alargando a ação repressiva e o poder discricionário da extinta Polícia de Vigilância e Defesa do Estado (PVDE).

O crachá dos esbirros ainda hoje causa arrepios.

Direitos da mulher

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Quando se verifica uma regressão política e ideológica na civilização, que concluiu que não há direitos humanos fora da igualdade entre os sexos; quando a mulher continua a ser a maior vítima da violência doméstica e a mais sacrificada nas tarefas; quando, salvo um módico de esperança na Igreja católica do Papa Francisco, as religiões são o instrumento de domínio do homem sobre a mulher, é urgente a denúncia da iniquidade e a batalha contra ela onde quer que exista.
Não há islamofobia, que é doença do foro psiquiátrico, há medo de uma religião anacrónica onde à mulher está reservado o quinhão maior de sofrimento e a sua posse assume as raias da demência de que só o fascismo islâmico é capaz.
Só a igualdade nos torna livres a tod@s, seja onde for.

A guerra que não sai dentro de nós

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Fui dos mais medrosos e dos que menos riscos corri, mas não se esbate a raiva que há de levar-me, a afronta diária que sofro ao ver transformados os combatentes que fomos, vítimas da guerra colonial, em “Heróis do Ultramar”, na toponímia e nas estátuas de soldados enormes com um menino negro aos ombros, em pseudo-homenagem.

Esta forma insidiosa de reescrever a História, de branquear a ditadura, que encontra eco em quem sofreu a inclemência da guerra, é a porta por onde passa à sorrelfa a ideologia de extrema-direita, que absolve a ditadura .

Julgam que não sofri ao ver chegar pacíficos portugueses, alguns da minha família, que a descolonização tardia transformou em refugiados na própria pátria, alguns em difíceis situações, só minimizadas pela solidariedade do povo que somos e soube, como nenhum outro, integrar!?

Fui recebido em Nampula por uma prima-direita de meu pai e marido, funcionários dos Correios em Nampula, com grande estima. Quando lhes disse em 1968 ou 69, depois de a guerr…

Moçambique Bcaç. 1936 – 2019 – Saudação

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Camaradas de Malapísia e Catur

Cabe-me, a pedido do Torres e do Barros, coorganizadores destes encontros, saudar os que vieram, e agradecer às famílias que nos acompanham a estimulante presença nesta reunião da família que somos, pelo afeto, afinidade ou descendência. O Carlos Lopes fá-lo-á também, talvez noutro registo, para os que sobreviveram em Malapísia e no Catur.
É com crescente ansiedade que em cada ano aguardamos a reunião anual da família que fomos durante dois longos e dolorosos anos, a única família que tivemos na guerra que muitos de nós sabíamos perdida e onde ficaram alguns dos que partiram connosco.

Em 24 de setembro de 1964 o comité central da Frelimo proclamou a insurreição geral e abriu a última frente da luta pela libertação das colónias do império português. Nenhum de nós previa então que, três anos depois, a ditadura nos enviaria para Moçambique, na guerra sem solução ou sentido, para a perpetuação do regime, com o sacrifício inútil de quem foi obrigado a combate…

A fé é perigosa

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As eleições e o próximo Governo

Contrariamente ao que afirma a comunicação social, o PS não ganhou as eleições, foi apenas o partido mais votado, a razoável distância do segundo. Pensar diferente é legitimar a vitória do PSD nas anteriores legislativas, como se as eleições se destinassem a eleger um governo e não os deputados à AR. 

Ao contrário dos analistas encartados, que dizem não ter oposição, o próximo governo já conta com a hostilidade da comunicação social, a agitação sindical, os palpites do PR e a oposição de Francisco Assis, agora livre na oposição interna da ala mais conservadora.

Desejei a repetição dos acordos que permitiram a última legislatura, mas, depois da campanha eleitoral e das alterações à geometria partidária, tornaram-se inviáveis, e não adianta procurar culpas onde se percebem os interesses próprios de cada partido.

O PS está só, numa conjuntura internacional instável, e a longevidade do seu governo depende mais das convulsões da União Europeia e evolução económica dos parceiros comerciais …

O novo Governo, as precipitações e as armadilhas da ‘geometria variável’…

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Foi anunciada a composição do XXII Governo Constitucional link. Ainda não tinha assentado a poeira levantada pela campanha eleitoral – nem sequer encerrada a contagem dos votos da Europa e Fora da Europa – já a Direita encetava um rol de críticas à sua composição antevendo catastróficos desempenhos, mesmo antes da apresentação do ‘programa de Governo’ que, como sabemos, poderá não ser coincidente com o debate - havido e o que ficou por realizar - durante a campanha eleitoral. Existiu, portanto, uma inusitada ‘pressa’ de avaliar e criticar o novo elenco como, aliás, já tinha existido uma anterior precipitação da parte do PR em forçar a indigitação do primeiro-ministro, antes da contagem final dos votos, com a justificação do Brexit, como se o anterior governo não continuasse em funções até à posse do novo. O novo Governo será uma leitura do primeiro-ministro indigitado, António Costa, relativa ao acto eleitoral ocorrido a 6 de Outubro. Nessa leitura está, com certeza, incluída a nova…

Oftalmologia -- Diagnóstico diferencial

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O meu ingresso no Liceu Nacional da Guarda (Crónica)

Fiz a instrução primária no Cume, sede da freguesia de Vila Garcia, que incluía Cairrão, Carapito da Légua e Quinta do Ordonho.

O exame da 3.ª classe, ah! pois, havia exame do 1.º grau na escola primária, não era só para adultos, e fui prestar provas a Vila Fernando onde a D. Marianinha e a minha mãe fizeram parte do júri. Não acusem o júri de nepotismo por ter a mãe do candidato como vogal. Além de bem preparado, ia muito bonito, esta segunda parte é suspeita, era a mãe a falar. Levei um casaquinho de mangas curtas que sempre atribuí a falta de pano e que a minha mãe afiançava que se usavam e me ficava muito bem. Que saudades da mãe, do casaco, não tanto.

O exame da 4.ª classe teve lugar na escola Adães Bermudes, na Guarda, onde voltaria como aluno-mestre da EMPG. O presidente de júri era o prof. Barata que dava aulas em Gonçalo, de onde a população o escorraçou, a ele e ao padre Joaquim, o Calhordas, nas eleições do Delgado, por terem substituído os votos do general por outros, do a…

Brasil – Sequelas de um golpe de Estado

São inúteis as palavras quando a perfídia de políticos corruptos, com ou sem toga, com ou sem farda, com ou sem beca, transformam um golpe de Estado contra uma PR, sem mácula, no ajuste de contas partidário e na vingança contra o homem que os brasileiros queriam para reeleger PR.

Temer e Sérgio Moro são os rostos crapulosos de uma ordália onde o juízo de Deus é a vontade dos acusadores a chantagearem delatores premiados. Vale a pena ouvir a parte que devia ser livre quando os criminosos estão no poder.

Oiça Lula da Silva e olhe-o nos olhos AQUI

MÉDIO ORIENTE: Síria, Curdistão e o Erdogan(istão) …

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O Curdistão é, no presente, uma abstração territorial que engloba no seu âmbito uma realidade étnico-cultural – o povo curdo – espalhada por múltiplos Estados do Médio-Oriente (Turquia, Irão, Iraque e Síria). Devemos acrescentar que a tal ‘realidade étnico-cultural’, isto é, o povo curdo, tem sido espezinhada ao longo de séculos.
Não vale a pena recordar a História tais são as aleivosias cometidas sobre este povo a última das quais vindas do lunático Trump que revelou não terem os curdos ‘ajudado no desembarque da Normandia’ link . Se a idiotice municiasse forças militares os curdos poderiam ainda acalentar a esperança de safar-se desta nova ‘saga otomana’ (que os acordos de Lausanne em 1923 se ‘esqueceram’ de contemplar). Mais uma vez joga-se com o conceito de ‘terrorismo’, como no passado recente se usou o das ‘armas de destruição massiva’, para cometer as maiores infâmias e para dar largas a instintos expansionistas (neste caso de califado). Erdogan depois de perder Istambul tinh…

António Barreto (AB) – O masculino de Zita Seabra sem hóstias

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António Barreto, sociólogo, bom fotógrafo e medíocre pensador julga-se uma espécie de guru da direita civilizada.

Esteve na Suíça onde poderia ter-se tornado cosmopolita, mas o apelo provinciano não lhe permitiu afastar-se das origens dos proprietários de quintas do Douro.

Foi membro do PCP, no exílio, pois claro, de onde saiu por considerá-lo muito à direita, e foi no PS, depois de derrubada a ditadura, que viajou para a direita neoliberal, durante as tropelias no ministério que Soares utilizou para se reconciliar com os latifundiários. Ornamentou depois a experiência de Sá Carneiro para unificar a direita democrática na AD com o apodo de ‘dissidente do PS’.

Não o ouço na TV onde era, ignoro se é ainda, comentador encartado dos atos eleitorais, e não lhe faltam jornais para propaganda. O homem que mais escarneceu a Expo-98, os telemóveis e tudo o que é progresso, acabou como almocreve da direita, a rivalizar com Cavaco no ódio à esquerda.

Quando da formação do último governo, AB, co…

O futuro – O aquecimento global, a ecologia e a demografia

Não é preciso ser inteligente, para perceber que estamos perante uma equação de difícil ou impossível resolução, nem sábio, para saber que é urgente uma solução para que haja futuro para as próximas gerações.

Há uma coisa que todos sabemos, o capitalismo não é verde, e o socialismo também não foi. A necessidade de encontrar uma forma de transição para um novo paradigma é mais difícil do que encontrar solução. De qualquer modo, nunca será possível com o aumento permanente da população mundial.

Estamos ligados a um modelo de que dependem os empregos e a sobrevivência possível de uma parte importante da Humanidade, enquanto outra morre à míngua e cada vez se torna mais ameaçadora a falta de água potável e, a prazo, de alimentos, oxigénio, ozono e o próprio habitat para quem quer que seja.

Há interesses poderosos que não permitirão fazer a transição, mas é o interesse de cada um de nós, habituado a um modo de vida, que mais entraves põe à mudança. Dispensar o automóvel ainda é possível, m…

Obrigado, esquerda!

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Agradeço ao governo que ora finda o fim da crispação e o esforço para melhorar a vida dos portugueses, depois da claustrofobia democrática e das maldades que satisfizeram os carrascos, Cavaco, Passos Coelho e Portas.

Agradeço ao PS, BE, PCP e PEV a pedagogia de ensinarem que os governos se formam na AR e que a direita não decide quais os partidos que podem fazer parte do Governo.

Agradeço a António Costa a liderança do Governo que trouxe uma lufada de ar fresco a Portugal, e à Europa que esqueceu a década de 30 do século passado, e mostrou à direita que não mais pode pensar que, em minoria, impedirá alternativas.

Sinto mágoa, muita mágoa, por não se manter a experiência nos quatro anos que aí vêm, mas compreendo a defesa da identidade de cada partido e silencio a mágoa com que vi a luta fratricida da campanha eleitoral. Estou, porém, certo de que nunca mais a esquerda deixará de ponderar o entendimento entre os seus partidos, atuais ou futuros.

O governo que aí vem não tem a benevolê…

Leiam a Bíblia

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Não se esqueçam de que o Antigo Testamento é a palavra de Deus e, embora nem todas as religiões do livro ofereçam na bem-aventurança eterna 72 virgens e rios de mel doce, é no cumprimento da vontade de Deus que o Paraíso de todas se alcança.

Publico hoje um importante versículo para advertir os homens que não queira manetas as suas mulheres para não brigarem com outros homens porque a solidariedade conjugal pode custar uma amputação. Depende da forma que a solidariedade assume.

Legislativas de 2019, o XXII GC e a espera de Godot...

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A peça de Beckett (‘À Espera de Godot’) será uma belíssima ilustração dramatúrgica do nosso incompreendido, mas persistente, ‘sebastianismo’.
Em Portugal, estamos sempre à espera de que aconteça ‘qualquer coisa’ que podemos tentar resumir no amplo conceito denominado ‘bem-estar’ e essa pretensão começa na componente educacional e nas relações socioprofissionais, passa pelo crescimento pessoal, sentido de vida, autoestima e na autonomia individual (Liberdade) que desejaríamos só condicionada por um amplo sentido de justiça e, necessariamente, estas premissas desembocam em questões coletivas, como a solidariedade social, o desenvolvimento ‘sustentável’, o controlo sobre o ambiente, enfim, uma incessante caminhada para a realização e de busca de felicidade […], isto é, um pouco o velho e providencial ‘welfare state’. É neste contexto que estamos condenados a ficar sentados...‘à espera de Godot’.
Os resultados das eleições legislativas de 2019 traduzem, de certo modo, todos estes anseio…

A fé é que nos salva

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Cavaco Silva e o PSD

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Andava o homem que menos deu à democracia, e dela mais recebeu, a fruir a sua doce aposentação, recheada de pingues e múltiplas pensões, que lhe permitem fazer face às despesas, quando fez prova de vida, após as últimas eleições legislativas.

Não percebe que a popularidade de Marcelo se deve ao alívio da sua saída de cena, além de não se envergonhar de ler livros, de ser inteligente e culto, e aceitar o veredicto eleitoral, por mais que lhe custe, sem mostrar ódio ou ressentimento.

Veio mostrar-se “entristecido” com o resultado do PSD que ele próprio descaracterizou e radicalizou com outro militante pouco dado à leitura, o agora seu colega catedrático, Passos Coelho, e acabou a fazer a Rui Rio o que fez a Santana Lopes, e a dar conselhos: “é urgente mobilizar os militantes que se afastaram e que foram afastados, como a ex-ministra Maria Luís Albuquerque”, sem entender que a sua referência a queima.

Tendo da ética uma rudimentar ideia, preferia Durão Barroso a Marcelo para o substitui…

MADEIRA: Notas sobre o ‘período jardinista’ (1978 -2017)…

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A situação da Madeira, aquando do 25 de Abril, era semelhante ao resto do País, agravada com as ‘condições de insularidade’. O País estava, então, exaurido por uma arrastada guerra colonial, em várias frentes, isolado internacionalmente e confrontado com as inglórias tentativas de sobrevivência de um caduco e caótico ‘Estado Novo’ que de novo só mantinha a fantasiosa designação.
O advento do novo regime democrático saído do 25 de Abril vai encontrar a Madeira num trágico e agónico impasse. As ‘condições nacionais’ influenciam diretamente a situação insular e, pior, são exponenciadas pela descontinuidade geográfica que funcionam como um acelerador de fraturas económicas e sociais incontroláveis.
Mas a Madeira tem outros ingredientes específicos e particularidades (insulares) que caracterizam e agravam a situação económica e social regional, bem como serão influenciadores do desenho de soluções políticas que o novo regime de Abril veio abrir.
A Madeira - praticamente - não conheceu a i…
Os juízes e a política

Quando um juiz sugere que a normal substituição da PGR, terminado o mandato, se deve a processos relacionados com a Justiça, entra no domínio da especulação e da ofensa aos detentores dos mais altos cargos da República, o PR e o PM.

A substituição da Dr.ª Joana Marques Vidal, pois é a esta que expressamente um juiz se refere, sabendo, como tinha obrigação de saber, pela ampla divulgação da comunicação social, que a própria considerava único o mandato, como referiu no Boletim da Ordem dos Advogados e reiterou numa conferência em Cuba, era pacífica.

Aliás, o constitucionalista Marcelo Rebelo de Sousa, muito antes de ser PR considerou, depois do prolongamento do mandato de PGR, que passava a ser único, embora a lei o não referisse de forma explícita.

E foi assim que a atual PGR, por proposta do PM e concordância do PR foi nomeada.

Ignora-se o que leva um juiz, cujas funções exigem ponderação, a fazer eco das atoardas da direita, com objetivos de luta partidária con…

A morte de Che Guevara – 9 de outubro de 1967

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A crueldade homicida para com o guerrilheiro argentino-cubano, determinado a levar a revolução a todo o mundo, fez desse jornalista, político, escritor e médico, de 39 anos, o herói romântico da minha juventude.

Depois de o assassinarem, cortaram-lhe as mãos.

No 52.º aniversário da sua morte não é o momento para discutir as grandezas e misérias do revolucionário, da generosidade e violência do homem, da bondade ou perversão da utopia por que lutou. É altura de assinalar um símbolo que arrastou multidões e inspirou gerações de jovens, graças ao ódio que suscitavam os que combateu e o mataram.

A imagem romântica do guerrilheiro, cultuado por jovens da minha geração, em todo o mundo, deve mais à repulsa dos que o mataram do que à causa por que lutou.

A foto do fotógrafo Alberto Korda ajudou à sedução que o revolucionário exerceu. Hoje não é apenas uma figura histórica, é o mito que continua a alimentar paixões.

8 de outubro de 2019 – A continuação do genocídio curdo está em marcha

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Há 80 anos, Hitler promulgou a anexação da Polónia com o apoio de muitos cúmplices polacos. Sabemos o que aconteceu depois e como já foram esquecidos o autoritarismo e a demência nazi do genocida nacionalista e racista, e o Holocausto.

Hoje, com a amnésia coletiva e a indiferença perante banalização dos genocídios, está iminente a invasão do Nordeste da Síria, de onde Trump mandou recuar as suas tropas para permitir ao fascista islâmico Erdogan exterminar os curdos, que aí se encontram e apoiaram os EUA na luta contra o ISIS. Calcula-se a selvajaria de que é capaz a horda nacionalista do autocrata turco, indiferente à catástrofe humanitária que desencadeia, só comparável à frieza e imbecilidade do cúmplice americano.

Não há sobressalto cívico a nível internacional que tolha a demência nacionalista turca e o genocídio com que o fascista islâmico dilata a fé, o império e o poder pessoal, depois de destruir o Estado de direito democrático e a laicidade legada por Atatürk?

Museu Salazar

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Quem recorda os anos negros da ditadura e conheceu a censura, a repressão policial, as perseguições, torturas e degredo a que a ditadura condenou os portugueses, não tem medo do Museu Salazar, sente nojo do altar do fascismo em que se transformará, independentemente da vontade dos seus criadores.


A guerra colonial, a fome, o analfabetismo e a memória de um País transformado em prisão precisa de imagens para recordar o Salazarismo às gerações vindouras. Aqui fica uma fotografia do país de então para o museu que nunca devia existir.

A imprensa canalha da direita

José Elias, militante e ex-autarca do CDS, na antiga junta de São José e pai do assessor do CDS na Assembleia Municipal, infiltrou-se na arruada do PS e acusou o PM, e líder do PS, de ignorar o País e de "ter gozado merecidas férias enquanto morriam pessoas na tragédia dos incêndios, em junho de 2017", mentira confirmada.

- "Isso é mentira (...) no dia 18 de junho eu estava lá. Mentiroso provocador", respondeu António Costa, irritado com a provada mentira, no último dia de campanha das eleições legislativas, que decorreram ontem, com os resultados conhecidos.
Rui Rio acusou o líder do PS de não gostar de ouvir o que não lhe agrada, enquanto ele também ouviu mentiras sobre a sua presidência da Câmara do Porto, sem reagir. Por sua vez, Paulo Rangel disse que Costa devia um pedido de desculpas ao homem, e o CDS condenou o PS e negou que a “discussão entre Costa e o seu antigo autarca tivesse qualquer articulação com o partido”.
O Jornal de Negócios, que certamente sabi…

As eleições de hoje -- A democracia continua

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O PS ganhou as eleições e governará durante os anos que convierem aos adversários, até ser derrubado quando for oportuno. Os comentadores habituais vão provar, durante a noite, que o PS perdeu as eleições, ao contrário do PSD que tinha ganhado as anteriores, e não se fala mais disso. Argumentarão que não teve a maioria absoluta, como se tivesse sido previsível.

O CDS, mirrado e reduzido à sua insignificância, mostrou que mantém o eleitorado do costume e perdeu os deputados que Paulo Portas impôs a Passos Coelho nas últimas legislativas. Vão ser vários os abutres a disputar-lhe os despojos, enquanto no PSD se perfilam sucessores de Rui Rio que a comunicação social do costume bem ajudou na reta final, quando não tinha hipóteses, mas vai vender barata a pele.

À esquerda do PS mantiveram-se as previsões. O PAN terá expressiva vitória, enquanto os pequenos partidos vão ser esquecidos com exceção do Livre, que merece a estreia na AR e a IL abertamente liberal, sem ser fascista, e, quiçá, o…

Freitas do Amaral

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O último líder dos partidos que elaboraram a Constituição do regime democrático, que os militares de Abril nos legaram, foi hoje a enterrar. O CDS, partido que se radicalizou e o maltratou, não foi digno do seu fundador, um político conservador e democrata-cristão.

No seu funeral prestou hoje o último serviço a Portugal. Evitou ao País a vergonha de ver ajoelhado em Roma, no dia emblemático do regime, o Presidente da República.

Viva a República

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O honrado republicano e ilustre Historiador e académico Amadeu Carvalho Homem escreveu em 2012 a seguinte frase, que muito me honra, quando a iliteracia de Passos Coelho e Cavaco Silva exoneraram do calendário da Democracia o feriado do 5 de Outubro:

«Este texto, elaborado por Carlos Esperança, foi adoptado pelo Núcleo de Coimbra do Movimento Republicano 5 de Outubro como solene declaração dos nossos actuais e futuros compromissos.»

                                                                                        ***

O 5 DE OUTUBRO, A REPÚBLICA E O DECORO

A Revolução de 5 de Outubro de 1910 é a marca identitária do regime e uma referência da liberdade. Nessa data, os heróis da Rotunda redimiram Portugal da monarquia e da dinastia de Bragança, e foram arautos da mudança numa Europa que rejeitou os regimes anacrónicos ou os remeteu para um lugar decorativo.

Comemorar a República é prestar homenagem aos cidadãos que rejeitaram ser vassalos, aos visionários que quiseram o povo inst…