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A mostrar mensagens de Abril, 2021

Notas Soltas – abril/2021

Moçambique – A tragédia do terrorismo em Cabo Delgado, que já assassinou milhares de pessoas e provocou 700 mil deslocados, não é apenas mais um episódio da demência do Estado Islâmico, é uma crueldade global que os países civilizados devem erradicar. Movimentos anti-vacinas – Nascidos na extrema-direita, são os alfobres de intoxicação com que se faz guerrilha terrorista contra o único método capaz de vencer a pandemia, a maior tragédia sanitária da Humanidade desde há um século. Brasil – A restituição dos direitos políticos a Lula da Silva e o desmascaramento do juiz venal que o perseguiu não garantem o caminho para a democracia. Os quartéis estão de prevenção contra os resultados de eleições que afastem a matriz neoliberal do Estado. EUA – A eleição de Joe Biden pôs termo ao golpe de Estado, que esteve em preparação, e reconduziu o país ao modelo democrático, discutível, mas previsível. Surpreende que os mais contundentes ataques a Biden venham de setores europeus ditos de

Joe Biden e o PM japonês

O primeiro-ministro japonês foi o líder estrangeiro a quem o PR dos EUA, Joe Biden, destinou a primeira receção em Washington. É um acontecimento inédito da diplomacia americana onde o Canadá e o Reino Unido eram habituais na lista de cada novo presidente. Em clima de tensão dos EUA com a Rússia e de guerra comercial com a China, assume significado especial a receção ao PM japonês. É a geoestratégia a deslocar-se para o Pacífico e Tóquio a substituir a Europa. Num período de forte expansão da China para os mercados globais, o Japão tornou-se a potência escolhida pelos EUA, aproveitando a ancestral rivalidade chinesa com o Japão e a Índia. Independentemente dos compromissos financeiros assumidos e do abordar de questões relacionadas com os direitos humanos, tema onde a diplomacia americana tem posições contraditórias, tratando-se de ditaduras amigas ou de países concorrentes, é relevante o compromisso japonês para trabalhar com os Estados Unidos em alternativas à rede 5G da empresa chin

Para quem acredita em almas de outro mundo

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A Liberdade passou ontem pela sua casa, a Assembleia da República

Ontem a Liberdade passou por S. Bento no esplendor do pluralismo democrático, no afã da luta partidária, no discurso do PR, imaculado na forma e exemplar no conteúdo, na confirmação eloquente de que há direita democrática. A Liberdade esteve presente com os capitães de Abril da A25A, com todos os partidos a utilizarem a cerimónia para a luta partidária, quiçá esquecidos do que devem a Abril, mais interessados nas eleições que hão de vir do que no combate ao regime que o MFA derrubou há 47 anos. O melhor discurso foi o do PR, mas todos foram convincentes na diversidade que passa pela representação parlamentar do espetro ideológico do povo português. Até na ausência deliberada de um salazarista que ali estaria por direito próprio se sentiu o odor da Liberdade e a consagração de Abril. Dos comunistas aos fascistas todos disseram ao que foram na casa da Liberdade, todos disseram como eram, mesmo os que odeiam a democracia, execram o pluralismo ou têm saudades da ditadura. Houve q

25 de Abril – Viva o 25 de Abril! (Texto atualizado)

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Tecendo a manhã de todas as esperanças, o MFA fez raiar a mais radiosa de todas as auroras naquele distante ano de 1974. Abril era mês e 25 o dia resgatado do calendário para o sonho coletivo da liberdade, com cravos floridos nos canos das espingardas. Nunca uma revolução fez tanto, em tantos séculos de país, para, de um só golpe, abrir prisões, derrubar a censura e abrir as portas da democracia. O 25 de Abril não é um dia, é o dia da História e das nossas vidas, o dia inapagável que traçou a baliza e a marca, o antes e o depois, do cárcere à liberdade, da ditadura à democracia, da guerra à paz. Foi o dia em que os capitães, que fizeram a guerra, impuseram a paz, numa epopeia em que a coragem de um dia resgatou do opróbrio da ditadura um povo amordaçado. Ao comemorar os 47 anos da data que os democratas trazem no seu devocionário, na mágoa de saberem os que o traíram, alérgicos ao cravo e ao povo que os elegeu, recordamos a gesta heroica dos que arriscaram a vida para nos devolve

O dia de amanhã é o mais belo de todos os dias, é o dia da Liberdade

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Há 47 anos ainda a madrugada foi cinzenta e lúgubre o dia. Nas cadeias eram torturados os que sonhavam a liberdade, nos cafés escutados os democratas e na rua perseguidos os que conspiravam. Jaziam ainda no silêncio os mortos abatidos na rua pela Pide, e os que não resistiram à tortura em Peniche e Caxias, e ao degredo no Tarrafal. Na guerra colonial morriam os jovens enquanto a guerra se perdia e a honra se aviltava; das aldeias fugia-se à miséria a caminho da emigração; a correspondência era violada; a fome afligia a população e quase 40 % dos portugueses eram analfabetos. Há 47 anos mal sabiam os fascistas que o dia 24 de abril era o último da sua perfídia e a manhã que viria a primeira da sua vergonha, e não sonhavam os democratas vê-los regressar ao poder, primeiro mansamente, depois a vociferar contra quem lhes permitiu voltar. Valeu a pena, mesmo quando a ingratidão e a perfídia exoneraram os cravos da lapela de quem mais proveito tirou, de quem se vingou dos que lhes abriram as

A Justiça e a Política

Quando os políticos se servem da Justiça para o combate político não podem admirar-se de que a Justiça utilize esse combate, em benefício próprio, instrumentalizando os seus exóticos sindicatos. O PCP, o BE, o PS, o próprio PR e o presidente da AR estão dispostos a inverter o ónus da prova em Direito Penal, fragilizando o Estado de direito democrático para responder ao clamor da populaça acirrada pelos média. É a capitulação imposta pelo sindicalista que preside à ASJP, a obrigar os partidos a legislar como pretende. Quem anda atento, nota os rumores, suspeitas e investigações sobre eventuais crimes de corrupção de políticos a aumentarem exponencialmente em anos eleitorais, com redobrado eco nos média do costume e nos comentadores à solta e sem vergonha. Não surpreende, pois, que a Câmara de Lisboa, ainda sem arguidos, já tenha servido ao candidato do PSD para enxovalhar o presidente que, aliás, mereceu, por ter ele próprio aproveitado a operação Marquês para um ato pusilânime de

A castração de S. Sebastião em Coimbró (Crónica)

O historiador Augusto José Monteiro, generoso amigo, enviou-me, para usar como me aprouvesse, uma história autêntica, extraída de um livrinho de 2007: “Lendas, contos e tradições do Alto Tâmega e Barroso”. Aqui fica, na nudez da narração, à guisa de exórdio da crónica, a deliciosa história que o investigador exumou, a explicar a origem da devoção popular a uma santa, em Coimbró, aldeia perto de Boticas (Chaves):   «Os três santos de Coimbró "Coimbró tinha como padroeiro São Sebastião. Só que era um santo muito pequenino, o que não agradava aos moradores da aldeia. Então um dia em que andavam zangados com Santa Marta, que era grande, disseram: – Deixa, que nós vamos comprar um São Sebastião grande e vamos pô-lo no altar de Santa Marta. Juntaram então dinheiro, com um peditório pela aldeia, e compraram um São Sebastião grande. Puseram-no no lugar de Santa Marta que foi para o lugar do São Sebastião pequeno. Depois puseram-se a pensar o que haviam de fazer com o São Sebas

O enriquecimento ilícito e a demagogia

Não deve haver ninguém, incluindo corruptos, que não afirme ser a favor do combate à corrupção, mas são poucos os que, pautando-se por elevados padrões éticos, são capazes de resistir à demagogia. Quando se afirma que o PR apoia a criminalização doenriquecimento sem justificação , fica-se na dúvida se se trata de um truísmo banal, comum à generalidade da população, ou da aceitação, por um jurista de reconhecido mérito, da tentativa de inverter o ónus da prova, subvertendo as regras do Estado de direito democrático. Se é a segunda hipótese é um lamentável ato de demagogia, uma capitulação perante os baixos instintos das turbas, que procuram a justiça popular, o linchamento dos políticos e o regresso a um Estado policial. Não faltam leis para punir as fraudes e corrupção que originam o enriquecimento ilícito, faltam talvez investigadores competentes e um sistema judicial determinado a punir os infratores em vez de os escolher. O fim do sigilo bancário e dos paraísos fiscais comba

PS – Há 48 anos

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Em 1973, na cidade alemã de Bad Munstereifel (RFA), foi dissolvida a Ação Socialista e fundado o Partido Socialista (PS). Já lá vão tantos anos quantos a ditadura nos oprimiu. Havia sonhos de liberdade nos resistentes antifascistas, mas foi uma bela madrugada de Abril que os concretizou, 1 ano depois, sendo militares e não civis a tornar realidade os sonhos. Vejo na primeira fila o saudoso amigo Joaquim Catanho de Meneses por entre outros rostos de quem vim a ser amigo, nomeadamente António Arnaut e Fernando Vale. Saúdo os fundadores ainda vivos e os militantes do PS, em especial os que hoje estão ao leme do Governo num tempo de incertezas em que uma pandemia devastadora desgasta quem procura assegurar a sobrevivência dos portugueses, enquanto Marques Mendes desce à infâmia, António Barreto cospe no prato onde o fizeram mediático e a extrema-direita explora o medo e a ansiedade e incita ao ódio e à revolta.          

Quadro de Honra de Abril – Instituições e pessoas de quem gosto

Num país onde um indivíduo cortado às rodelas por um herdeiro apressado merece mais protagonismo do que um cientista de topo, uma atleta de exceção e servidores públicos notáveis, é de elementar justiça mencionar quem apreciamos, enquanto lutas partidárias, mitómanos e fascistas procuram destruir os alicerces do Estado de direito democrático. Militares de Abril – Sempre, grato até à morte; SNS – Hoje e sempre; Marta Temido – Ministra da Saúde; Graça Freitas – Diretora-geral de Saúde; Gouveia e Melo – Almirante, coordenador do bem-sucedido e exemplar plano de vacinação; - Médicos, enfermeiros e outro pessoal de Saúde; Telma Monteiro – A judoca europeia mais medalhada de sempre; Vítor Cardoso – Físico português (IST) a quem foi atribuída uma bolsa de 5,3 milhões de euros na Dinamarca para criar um grupo de investigação no Instituto Niels Bohr, da Universidade de Copenhaga, na Dinamarca, mantendo o seu grupo de investigação em Lisboa.

João Duarte Freitas (e-pá) - Aniversário da sua morte

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Há 1 ano faleceu este ilustre médico, militante cívico, homem de cultura e amigo que deixou neste blogue excelentes textos de opinião. 

Na Idade Média...

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 Era tão difícil!

Bom fim de semana, car@s leitor@s, com um sorriso :)

Na Escola             - Artur, do que tens mais medo?             - Do Mala-men.             - Quem é o Mala-men?             - Não sei, mas quando a minha mãe reza acaba sempre com “Não nos deixeis cair em tentação e livrai-nos do Mala-men.” (In Caderno das Piadas Secas)

Violência doméstica

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Das 265 páginas do “ Relatório anual de segurança interna ”, publicado em 31 de março, os crimes de violência doméstica são o primeiro dos crimes (pág. 57) e, sobretudo de predominância masculina, sendo os homicídios respetivamente de 87,8% e 12,2% (pág. 60). A especial incidência da violência doméstica (23 mil casos), num país onde a totalidade dos crimes não ultrapassam a média europeia, merece análise sociológica este tipo de crime que nos coloca entre os países mais violentos da Europa, com o assassínio de 27 mulheres, 3 homens e duas crianças, redução de 10% em relação a 2019, a atingir a forma mais grave e dramática. Os crimes contra a liberdade e autodeterminação sexual e a violação, especialmente de crianças, constituem no contexto da violência doméstica uma patologia particularmente preocupante a desmentir a alegada brandura de costumes que o fascismo propalava.    Pese o facto, assinalado no Relatório, “de se registarem em 2020 os valores mais baixos de sempre de crimin

Erdogan – O execrável proto-califa misógino

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O mais grave incidente diplomático surgido com a União Europeia, nos últimos tempos, foi desvalorizado pela ocorrência de outras notícias relevantes e pela benevolência com que a abominável misoginia islâmica é tolerada em nome da liberdade religiosa. Numa deslocação do presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, e da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen , a Ancara, só o anfitrião, Recep Tayyip Erdogan, e Charles Michel tiveram direito a sentar-se em cadeiras. Este facto repulsivo merece ser execrado. À alta dirigente da UE foi reservado um lugar à distância tolerada pela pudicícia do Irmão Muçulmano. Independentemente do comportamento de Charles Michel, conformado com a situação e cuja cobardia o torna indigno do cargo que ocupa, a ofensa a Ursula von der Leyen teve na beata misoginia islâmica a origem da ofensa à mulher, à dignidade do seu cargo, à civilização e aos direitos humanos. Não há razões de Estado que permitam tolerar a discriminação da mulher, as

República espanhola – 90.º aniversário

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14 de abril de 1931 – Após a vitória dos republicanos nas eleições locais, a Espanha declarou a Segunda República. Saúdo todos os republicanos espanhóis, especialmente os federalistas, e desejo que o regime derrubado pelo fascismo possa, em breve, regressar legitimado pelo voto e ser o cimento que aglutine todos os espanhóis, num país cuja desintegração será péssima para Espanha e para a União Europeia. Viva a Terceira República de Espanha!

Dia Internacional do beijo – Há quem confunda o ósculo com a deglutição.

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No dia internacional do beijo, uma ideia idiota, lembrei-me da fotografia que aqui fica. Com a boca dilatada pelo bolo-rei, o protagonista quis devorar, com um primeiro beijo, a mão da ex-jornalista espanhola, até a deixar maneta se continuasse a sucessão de ósculos.

Operação Marquês - A opinião de um jurista conceituado

  Praça da República (52): O terramoto judicial Publicado por  Vital Moreira A decisão sobre a acusação no  processo Marquês,  não pôs a nu somente a incompetência e a parcialidade do Ministério Público na arrastada investigação (?) deste processo, desde a insólita detenção de Sócrates à chegada ao aeroporto de Lisboa, com prévio aviso à televisão.  Fez revelar também o ódio político da imprensa que lhe deu prestimosa cobertura no julgamento e condenação antecipada na praça pública ao longo deste anos, com violação sistemática do segredo de justiça e dos direitos dos arguidos, assim como a incapacidade da direita mediática ( Observador ,  Sol,   Correio da Manhã ) para aceitar  as bases mais elementares do Estado de direito, como o respeito pelas decisões judiciais e a presunção de inocência dos arguidos em processo penal. Por último, mas não menos preocupante, as reações à decisão do juiz de instrução na imprensa e nas redes sociais revelam o atávico corporativismo das instituições ju

A central de intoxicação já está a atuar?

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O Conselho de Estado e os seus membros

Há no Conselho de Estado cinco elementos, nomeados pelo PR, a quem, por motivos óbvios, são exigíveis especiais deveres de contenção política e, sobretudo, partidária. Os membros vitalícios (ex-PRs), os que o são por inerência e os eleitos pela AR não comprometem o PR com as suas opiniões, o que é diferente para os que escolheu, sob pena de parecerem os seus moços de recados ou perturbadores do funcionamento das instituições, por conta própria. António Damásio, Lídia Jorge e Leonor Beleza comportam-se com a sobriedade que a escolha presidencial recomenda, mas Lobo Xavier, jihadista do Opus Dei, exorbita, e Marques Mendes, dedicado à intriga, aos recados e aos interesses do PSD expõe-se a ser visto a ganhar a vida como alter ego do PR, a dizer o que este quer e não pode, apesar da sua permanente exposição e da legião de comentadores que, após cada intervenção, vêm explicar o que quis dizer. Marques Mendes disse numa das últimas homilias, onde é pregador bem remunerado, que “nada s

Perplexidades

Depois de ter assistido em direto à leitura da súmula da decisão instrutória pelo juiz Ivo Rosa sobre a Operação Marquês, sem a ter visto previamente divulgada e explicada pelo grupo Cofina, estupefacto pela ausência da violação do segredo de justiça, confrangi-me a ler opiniões de alguns dos 10 milhões de investigadores criminais oriundos do setor da virologia e agora com alvará para sentenças transitadas em julgado. Perdoem-me os leitores a solidão nas dúvidas que me afligem, a ausência de opinião e o receio de que os direitos, liberdades e garantias de alguém possam não ser respeitadas enquanto 10 milhões de concidadãos, independentemente das decisões do juiz Ivo Rosa, já tinha certezas inabaláveis que resistirão aos recursos, aos factos e à decisão final. De facto, aos costumes digo nada.

Operação Marquês – Caso Sócrates – Não há provas de corrupção

Depois de reiteradas acusações de corrupção e do respetivo julgamento na praça pública e nos média, a leitura da súmula da decisão instrutória pelo juiz Ivo Rosa parece provar que foram maiores os desejos de condenação do que as provas que os sustentavam. Como nunca me pronunciei a favor ou contra os arguidos sinto apenas que a Justiça não se compadece com as paixões ou ódios partidários, e sobram razões para perplexidade que alimentarão as cenas dos próximos capítulos. 

No 48.º aniversário da morte de Picasso

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Faleceu em 8 de abril de 1973 o maior pintor do século XX e o mais revolucionário das artes plásticas onde superou criadores geniais, como Matisse, Duchamp ou Braque. Picasso foi um colossal pintor e escultor, notável na gravura e como ceramista. O génio criador do artista malaguenho estendeu-se à cenografia, poesia e dramaturgia. Assinalar a efeméride é uma homenagem devida a um gigante das artes plásticas.

Essa não é a minha esquerda

Um social-democrata dificilmente poderá considerar quaisquer verdades como absolutas e, como definitivas, quaisquer formas de organização do poder. Terá sempre tendência a aceitar todas as opções políticas como imprescindíveis à democracia representativa que defende, sem vacilar na defesa do seu ideário. Uma coisa é formular uma antítese para cada tese, método dialético para novas sínteses, único método capaz de procurar outros paradigmas; outra, bem diferente, é abdicar dos valores que nos estruturaram o pensamento e definem o carácter. O antiamericanismo primário, a preferência pelos PRs mais reacionários, a animosidade a presidentes eleitos pelo Partido Democrático e a benevolência relativa à conduta dos Republicanos não acolhem o meu apoio, independentemente de críticas que uns e outros mereçam como líderes da ainda mais poderosa potência mundial e de injustas agressões belicistas a outros países. Nunca esquecerei o contributo americano e o sangue derramado pelos seus soldado

Jorge Coelho

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Vítima de ataque cardíaco, faleceu hoje, aos 66 anos, o antigo governante e uma das mais destacadas figuras do PS. A devoção à causa pública e aos ideais que abraçou fizeram dele uma referência cívica que merece a homenagem dos republicanos, laicos e democratas de diversas tendências. Pela minha parte deixo esta breve referência a quem serviu a causa pública com rara dignidade, dedicação e inteligência. É com mágoa que vejo partir o excelso cidadão e exemplar político, apresentando ao PS as minhas condolências.

Eanes e o Opus Dei – janeiro de 2002

Só o facto de o General Ramalho Eanes não pertencer, nem ter pertencido, nunca, ao Opus Dei – como alega – o podem ter conduzido ao panegírico que fez de Josemaria Escrivá de Balaguer em artigo do Expresso de 5 de janeiro. Carece o general da leitura urgente, entre outros, de dois livros – “O Mundo Secreto do Opus Dei”, de Robert Hutchison e “Uma Vida na Opus Dei”, vivida “do lado de dentro” pela autora, Maria del Carmen Tapia, que trabalhou diretamente com Escrivá. O artigo referido não tranquiliza quem quer que seja relativamente à “associação secreta” que atua “ocultamente, com um máximo de opacidade nos seus assuntos”, como reconheceu o Tribunal Federal Suíço, com sede em Lausanne. Escrivá foi elevado a beato graças à cura miraculosa de cancro da freira Concepcion Boullón Rubio, prima de um ministro de Franco ligado ao Opus Dei, e cuja doença era desconhecida (!) da madre superiora do convento. O processo de canonização foi aprovado em 20 de dezembro de 2001 graças à interces

Turquia - Do meu arquivo

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 Para reflexão atual da mentalidade turca vista pela mulher do Irmão Muçulmano e ambicioso califa Erdogan.

Uma excelente reflexão: inteligente, culta e didática.

Pode duvidar-se da possibilidade de António Costa poder fazer diferente, mas era difícil ser mais certeira a análise de J-m Nobre Correia. Boa leitura. Os três erros de António Costa O primeiro-ministro paga a decisão de querer governar em minoria, tolerar excessos do Presidente e evitar enfrentar a questão mediática… J.-M. Nobre-Correia - 4 de abril de 2021, 0:10 Para quem reside em Portugal apenas há nove anos — após uma vida profissional inteira passada no estrangeiro, em velha democracia consolidada —, António Costa é uma grande surpresa como político e homem de Estado. Sobretudo quando o “retornado” viveu ainda na fase final do precedente governo, cuja ação foi antes do mais ideológica, decidida e executada por gente particularmente incompetente em boa parte dos casos. Porém, Costa cometeu três erros de que poderá muito bem pagar agora as consequências. O primeiro destes erros foi o de considerar que poderia, na primeira como na segunda legislaturas, governar em minoria parlamenta

1 – Do Opus Dei às obras do demo – Carlos Esperança, 03-01-2008

1.FEV. 1983 — Escândalo financeiro em Espanha da «RUMASA», empresa de Ruiz Mateos, supranumerário da Opus Dei, tinha sempre em cima sua secretária o livro «Camiño». Ficaram provados financiamentos à «Opus Dei».  Ruiz Mateus, fugiu para Inglaterra e Alemanha. Extraditado para Espanha, em nov. de 1985, nas investigações confirmou e documentou o destino do dinheiro. Internado em 1989 com trombose mesentérica, causa provável de envenenamento. Confirmou-se que a Opus Dei controlou uma rede internacional de bancos em Portugal, Espanha, Suíça, França e E.U.A., como: Banco Popular Español, Banque des Intérêts Français, Banco Bilbao-Vyscaia, Nordfinanz Bank, Banco Ocidental e o Continental Illinois Bank. Em 1963 o numerário Gregório Ortega Pardo (administrador regional para Portugal) adquiriu para a Opus Dei em Portugal o Banco da Agricultura (onde se encontraram Jardim Gonçalves e Filipe Pinhal), importante participação no Banco de Angola e fundou a Lusofin. Ortega foi preso em Caracas

A extrema-direita mostra as garras – Opus Dei

Lobo Xavier, amigo do peito e da hóstia do padre José Rafael Espírito Santo, o vigário regional em Portugal, é o provocador laico ao serviço da seita. Tornou-se a vuvuzela de serviço, a voz da intriga contra a maçonaria, o explorador do ódio fascista que os livres-pensadores despertam, o elemento de que a prelatura dispõe no Conselho de Estado. Há hoje uma central de intoxicação de extrema-direita contra a esquerda, em geral, e em particular contra o Governo, onde a Prelatura da Santa Cruz e Opus Dei assume papel de relevo. Em Espanha é o alfobre de quadros do VOX, em Portugal passou a ser uma das cabeças da hidra que contamina a democracia e ambiciona o poder. Aliás, depois de dois papas e de falhar a eleição do atual, continua a ser a única organização autónoma dos bispos das dioceses, obedecendo diretamente ao Papa, ou ‘rezando’ para que ele se reúna a João Paulo I que o Deus da OD logo foi servido de o chamar, após 33 dias de pontificado. Na prelatura há membros numerários e

A FRASE:

“Não há dúvida de que ali vem narrado de que forma agiu o arguido Rui Moreira em benefício próprio e da sua família, e em prejuízo dos interesses da CMP, que lhe cabia defender” Ministério Público (caso Selminho)

Candidaturas independentes, partidos e democracia

Já várias vezes manifestei suspeitas sobre as candidaturas independentes, diferente de candidatos independentes que integram listas partidárias e assumem o seu programa. Nas últimas eleições autárquicas de Coimbra perguntei à comitiva “Somos Coimbra”, da candidatura à junta de freguesia dos Olivais, se eram de esquerda ou de direita. Fui informado que não eram de direita nem de esquerda, o que a líder (?) corroborou. Agradeci e disse-lhe que, sendo assim, tinha percebido que era de direita. Curiosamente, a lista integrava ilustres académicos, distintos profissionais nos seus ramos de atividade e democratas de direita, muitos deles oriundos do PSD. O cabeça de lista à Câmara Municipal fora o antigo e prestigiado bastonário da OM, que honrou o cargo, militante do PSD preterido nas ambições autárquicas. Acompanharam-no, entre outros, cidadãos tão respeitáveis como o cientista e catedrático Carlos Fiolhais. Os independentes autárquicos são quase sempre figuras com relações e influê