E, Passos, insiste: nas bacoradas e no subavaliar da inteligência dos portugueses…


Depois das descabidas e injuriosas perorações de ontem sobre o binómio ‘desemprego/oportunidade de vida’, hoje, Passos Coelho voltou à carga.

Pior a emenda do que o soneto.

Tomemos em atenção esta pérola: “O desemprego é hoje a maior chaga social que nós temos, não há dúvida quanto a isso, e nós temos de a vencer. Mas não vamos vencer a situação do desemprego estigmatizando os desempregados…” link

Saberá este novel e verborreico teorizador de doutrina social o que significa ‘chaga’ e ‘estigma’?

Ou preferirá continuar – impunemente - a escarafunchar em ‘feridas’ (sociais, políticas e económicas) até que as mesmas gangrenem?

Começa a ser deprimente ouvir tiradas deste tipo e a constante necessidade de posteriores esclarecimentos. Começa a ser cansativo este tipo de argumentação e a atribuição de culpas aos outros. Ninguém pode ser acusado de querer “aproveitar qualquer coisa” para criar “uma tensão enorme no país”. Na verdade, o que sucede é que a falta de preparação política e social do improvisado prelector (que frequentemente vem à tona) choca com a incapacidade de explicar de modo transparente o seu pensamento (a ideologia se a tiver) . Isto é que está a criar tensão ou, pior, preocupação.

É o segundo deslize grave sobre o drama do desemprego no nosso País. O primeiro foi a tirada sobre a emigração dos professores desempregados link , facto que, também, motivou um chorrilho de interpretações e justificações.

Somos levados a crer que à terceira será de vez. Não andaremos longe de ver mais um político português na diáspora, por essa Europa fora, para fazer a necessária (indispensável) formação em Retórica. De certo modo, tem sido assim desde a I República (ou até terá começado antes: na Monarquia).

É que a pachorra esgota-se. Muitas vezes subitamente!

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