Deixem o Luís trabalhar… Depois não se queixem!
Deixem o Luís trabalhar… Depois não se queixem!
O Luís podia ter ido de férias. Para desgraça, já prevíamos
que as ministras da Saúde e a do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social não
iriam de férias. E são seguramente as mais competentes a desempenhar as tarefas
para que foram destinadas.
A da Saúde está metódica e eficazmente a transferir para os
privados e Misericórdias o SNS cuja criação a direita não queria e que tem agora
a oportunidade de desmantelar. Quem acoimava de incompetente a Dr.ª Ana Paula
Martins julgava que era partidarite e inépcia a substituição de dirigentes
competentes por gente do PSD. Afinal, embora com erros de casting, era o
cumprimento ordenado de um programa para a privatização.
Quanto à ministra Rosário Palma Ramalho cujo exoneração se
esperava, pela oposição popular às suas políticas, ninguém esperava que
sobrevivesse para executar as tarefas que a IL exige ao PSD e este efetua com
entusiasmo. A encomenda do relatório a uma equipa cujo líder a direita mobiliza
desde Durão Barroso, Jorge Bravo, para dizer que a S.S. está falida, mostra o
que pretendia, abertura do caminho para a entrega das pensões a privados,
justificada por quem parece ter elaborado o relatório sem conhecer a diferença entre
CGA e a SS para onde passam, desde há anos, os funcionários públicos.
Em Bruxelas, a comissária Maria Luís, que passou pelas
Finanças no tempo em que o seu tardio aluno, Passos Coelho, era PM, espera pelas
alterações que Palma Ramalho almeja, mas a contestação a que está condenada vai
obriga-la a esperar. Ironicamente continuará a sobraçar as pastas do “Trabalho,
Solidariedade (!) e Segurança Social (?).
Entretanto, enquanto os média assediam o MAI com a piscina,
continuam a esconder o ministro das Infraestruturas, sobre cuja conduta pesam enormes
suspeitas e, sobre o que pretende privatizar, os maiores receios.
Um dia há de perguntar-se como chegámos aqui desde o dia em
que o parágrafo urdido no Palácio de Belém numa «joint venture» entre a
PR e a PGR cujos titulares eram Marcelo e Lucília Gago respetivamente. Sem isso
estaríamos agora à espera de eleições com dez deputados do 4.º Pastorinho, ele
incluído, e na véspera de o PSD voltar a ser governo, na habitual e saudável
alternância, com mais impoluto e menos perigoso líder.
Agora resta-nos a mobilização popular contra a fúria
privatizadora do governo do Luís.
Não deixemos o Luís trabalhar. Que regresse à Spinumviva!

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