A Segurança Social e o Luís
A Segurança Social e o Luís
Não se percebe o que levou o Governo a encomendar, e pagar,
um relatório ao consultor das Seguradoras privadas e dos fundos de pensões,
cujas conclusões eram previamente conhecidas?
Jorge Bravo é o economista que desde Durão Barroso o PSD
contrata para fazer estudos sobre a Segurança Social, que invariavelmente profetizou
a futura falência e prescreveu a inscrição dos trabalhadores em planos de poupança-reforma
complementares.
É irrelevante que as profecias tenham falhado, que o
prestígio do economista perante as Seguradoras e fundos de pensões jamais perdesse
o brilho, e que Passos Coelho tenha igualmente recorrido aos seus conselhos.
O que surpreende é a desfaçatez do Luís a anunciar que as
pensões são sagradas e que a Segurança Social se manterá sem alterações e que não
era intenção sua alterar o que quer que fosse.
Foi talvez uma imprudência da sua ministra do Trabalho, a que
avançou com dezenas de alterações ao Código de Trabalho, que o PM não queria aprovadas.
Era só a desvairada IL que desejava essa tropelia que o Chega renegou depois de
ter prometido votá-la.
O que não se percebe é o gasto com o relatório Bravo, cujo
montante com a elaboração de 607 páginas não foi pro bono, se a intenção
do PM, como asseverou, não era para o levar a sério e, muito menos, para pôr em
prática as conclusões.
Talvez tivesse sido uma infeliz coincidência ter-se
apressado a nomear para comissária europeia dos Serviços Financeiros e da União
da Poupança e dos Investimentos a pouco brilhante ministra das Finanças de
Passos Coelho, comissária que está em sintonia co
m o mago dos Seguros Jorge Bravo.
É por isso que cada vez mais portugueses temem deixar o Luís
governar.
A ministra do Trabalho continua no Governo e Maria Luís
Albuquerque é uma leoa cada vez mais feroz e com insaciável apetite pelas nossas
reformas.
Não deixemos o Luís trabalhar…

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