CENTENÁRIO DA REPÚBLICA

Por

Amadeu Carvalho Homem *


MEMORIAL REPUBLICANO LVII

( Na imagem, a carruagem do regicídio )

LVII - O REGICÍDIO : UM ENIGMA ?

Lisboa foi uma cidade praticamente abúlica e perplexa após o regicídio. Muitos repetiam, sem mais comentários, como se estivessem a fazer estéreis esforços de compreensão, estas palavras tremendas : “mataram o rei; e também o príncipe real”.

Os dias seguintes permitiram vislumbrar as mais desencontradas opiniões. Os velhos monárquicos da tradição rotativa pareciam querer distribuir simetricamente, pelo Partido Republicano e pelos dissidentes de José de Alpoim, as responsabilidades maiores da matança. Os republicanos imputavam à ditadura de João Franco a autoria moral do atentado. As hostes franquistas não se atreviam a apontar o dedo acusatório a formações partidárias concretas e preferiam falar numa acção criminosa perpetrada por “um bando de exaltados anarquistas”, como se escrevia no “Jornal da Noite”, órgão franquista.

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* Historiador

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