Realmente, caíu-lhe o céu em cima da cabeça. Terá sido no fim do Verão na Quarteira [naquela festa também chamada do Pontal].
Depois deste acidente traumático deixou de ter agenda política, caminha à deriva. Passa os dias a justificar o que disse, o que pensou dizer e o que não disse. Em relação ao fazer a mesma coisa: abstem-se do fez, sonha com o que quiz fazer e vangloria-se do que podia ter feito...
Deambula, sem rumo, na cerrada floresta política nacional. Perdeu o Norte, i. e., desnorteou-se. Sucede isso quando precipitadamente nos embebedamos com palpites, ou se quisermos, sondagens.
Há um ditado brasileiro que diz: "Em rio de piranha, jacaré bebe água de palhinha." PPC não acreditou e meteu-se no rio até ao pescoço!
É muito difícil fazer vingar um novo partido em Portugal. O espaço está, até certo ponto, preenchido e os votantes ou mudam de sentido de voto ou desistem. Raramente se fixam em novas formações. Por isso, pessoas que «cresceram politicamente» à sombra do PSD, agora, firmada a respeitabilidade e carteira, pretendem, com um torção violento, de guinada em guinada remetê-lo para a direita do CDS, espaço que julgam mais conforme com o seu actual «estatuto». A forma como se esgueiram para a redoma dos «barões» e das «elites» faz prenunciar um total desrespeito por aqueles que neste partido têm votado. A queda abrupta nas intenções de voto assustou-os e, vai daí, o discurso resvalou rapidamente para a incoerência, afirmando tudo e o seu contrário. Instalou-se, todavia, a desconfiança entre as bases e já se pensa em Rui Rio. A máquina trituradora de «líderes» destroçará os que ignorarem ou subverterem a matriz ideológica que o fez crescer?
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Realmente, caíu-lhe o céu em cima da cabeça.
Terá sido no fim do Verão na Quarteira [naquela festa também chamada do Pontal].
Depois deste acidente traumático deixou de ter agenda política, caminha à deriva.
Passa os dias a justificar o que disse, o que pensou dizer e o que não disse.
Em relação ao fazer a mesma coisa:
abstem-se do fez, sonha com o que quiz fazer e vangloria-se do que podia ter feito...
Deambula, sem rumo, na cerrada floresta política nacional. Perdeu o Norte, i. e., desnorteou-se. Sucede isso quando precipitadamente nos embebedamos com palpites, ou se quisermos, sondagens.
Há um ditado brasileiro que diz: "Em rio de piranha, jacaré bebe água de palhinha."
PPC não acreditou e meteu-se no rio até ao pescoço!
É muito difícil fazer vingar um novo partido em Portugal. O espaço está, até certo ponto, preenchido e os votantes ou mudam de sentido de voto ou desistem. Raramente se fixam em novas formações. Por isso,
pessoas que «cresceram politicamente» à sombra do PSD, agora, firmada a respeitabilidade e carteira, pretendem, com um torção violento, de guinada em guinada remetê-lo para a direita do CDS, espaço que julgam mais conforme com o seu actual «estatuto». A forma como se esgueiram para a redoma dos «barões» e das «elites» faz prenunciar um total desrespeito por aqueles que neste partido têm votado.
A queda abrupta nas intenções de voto assustou-os e, vai daí, o discurso resvalou rapidamente para a incoerência, afirmando tudo e o seu contrário. Instalou-se, todavia, a desconfiança entre as bases e já se pensa em Rui Rio. A máquina trituradora de «líderes» destroçará os que ignorarem ou subverterem a matriz ideológica que o fez crescer?