FUTEBOL: idoneidade, precisa-se…

O acordão da ADoP [Autoridade Antidopagem de Portugal] sobre os incidentes ocorridos – na Covilhã – durante a preparação da selecção portuguesa para o Mundial de 2010 foi publicado hoje no site do IPD. link

O documento divulgado debruça-se sobre os factos e as circunstâncias que rodearam um controlo anti-dopping realizado a alguns jogadores convocados para a selecção nacional, no dia 16 de Maio de 2010, no Hotel onde se encontravam em estágio.

Trata-se de um documento que entrou no domínio público e, portanto, sujeito aos mais variados juízos de valor dos cidadãos. Morreu o período de reserva [sigilo] em relação à instrução dos processos, onde as argumentações jurídicas foram esgrimidas e prevaleceram sobre a opinião pública. A partir de agora, o seleccionador nacional, caíu naquilo que o povo designa como "a praça pública".

Dispenso-me de reproduzir as afirmações do seleccionador nacional [nomeadamente as referidas na pág. 16 , linha 20, do referido acórdão], ao grupo profissional que integrava a equipa da ADoP, em missão oficial de serviço.
Mas aconselho que sejam lidas por todos. Depois de as ler será mais fácil perceber muitos dos passos do infindável folhetim que, diariamente, entra em nossas casas.

Haja decência!
Não é tolerável – ninguém aceita – que lhe tentem impingir [fazer passar] atitudes injuriosas sob a capa de um calão, nem a má educação [grosseria] como uma mera brejeirice.
Se acaso o que é classificado como um [inofensivo] calão existisse no "mundo do futebol" seria um jargão, i. e., uma linguagem incompreensível para quem não pertence a esse grupo profissional… Ora, qualquer português, do Minho ao Algarve, confrontado com uma situação idêntica, sentia-se injuriado. Não precisava de intérprete.

Pior do que não ter nível educativo e cultural [não estamos a fazer qualquer avaliação técnica] para liderar um grupo [neste caso a selecção nacional] é querer tomar “os outros” por parvos.

O seleccionar nacional evoca raízes culturais africanas para justificar a sua desabrida [e ofensiva] linguagem. Seria bom que não esquecesse os largos anos passados na Bristh Albion. É que além de ter sido insultuoso e desrespeitador para com os elementos de uma equipa técnica em missão oficial [e legal], mostrou que não aprende. Esses largos anos passados em Inglaterra deveriam ter-lhe conferido o necessário [mínimo] fair play para lidar com situações, eventualmente, imprevistas…

Declaração de interesses: nada me move contra o futebol [enquanto fenómeno desportivo], não sou adepto de qualquer clube, vejo habitualmente na TV jogos de futebol..., etc.

Comentários

Anónimo disse…
Acha que a célebre frase justifica o erro médico na recolha de uma análise? Ou acha que o senhor doutor ficou sem condições profissionais para executar o seu trabalho?

O cerne do castigo é a tentativa de inibição, por palavras dirigidas a uma pessoa que nem estava presente.

Coitados dos árbitros de futebol e do actual PM que sempre que sai à rua ouve, vai-te embora &&&
e-pá! disse…
Caro TRMS86:

Não é a omissão na deteminação da densidade da urina [facto que não impediu a prossecução do exame laboratorial anti-dopping] o facto relevante neste imbróglio.

Relevante é todo o contexto.
É, também, o facto da selecção nacional ser a equipa de todos nós e não o grupo Queiroz, onde, ninguém toca e tudo é permitido.

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