Violência em Maputo

Hoje, a capital moçambicana acordou sob uma forte onda de violência.

A situação em Maputo e Matola, segundo relatos da imprensa local, aproximava-se do caos: tiros, incêndios, pilhagens, feridos, mortos....
A cidade encontrava-se, da parte da manhã, totalmente paralizada. As forças de seguranças ocuparam os pontos estratégicos da capital.
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Estes graves distúrbios surgem na sequência de anunciados aumentos dos preços da água e da luz. Ontem, através de SMS's circulavam apelos à greve.
A cidade, nomeadamente na sua periferia, vive um clima de enorme tensão social. Os protestos – ao que parece – espontâneos, originaram imagens dramáticas de destruição e violência. Há a lamentar a perda de vidas humanas [ entre elas – 2 crianças] e dezenas de feridos.

O Ministro do Interior moçambicano, José Pacheco, classificou estes incidentes como: "actos de vandalismo"…
Independentemente da necessidade que o Governo de Moçambique sente em, rapidamente, rotular [ou desclassificar] estes violentos actos de protesto, a situação real que afecta muitos moçambicanos, em termos de acesso aos produtos básicos, é preocupante: recentemente, praticaram-se “reajustamentos” – leia-se aumentos – no preço dos combustíveis, materiais de construção e alguns produtos alimentares básicos. Hoje, aumenta a água e a luz. Anunciado, para breve [amanhã?], o aumento do pão.

Na realidade, um “cocktail” explosivo que dispensa grandes teorizações…
O que tem de [ou é previsível] acontecer - um dia acontece!

Comentários

e-pá! disse…
Adenda

Hoje, no rescaldo das graves perturbações da ordem pública circula, em Maputo, um outro SMS com a seguinte mensagem:

"Camaradas p'ra o nosso bem vamus continuar a greve at dia tres (3) sexta-feira, pork pelos vistos o governo n quer nos dar resposta at chamao-nos confuzus, vamus paralizar tudo ninguem vai trabalhar, si cahora bassa nosso pork aumentao o preco d energia? Si fores mocanbcano envia p'ra teus irmao." [sic]
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