EUA/IRAQUE: pausa na guerra, arranque do negócio de armamento…

Em simultâneo com o anúncio de Barack Obama – proferido na Sala Oval – para dar a conhecer aos norte-americanos [e ao Mundo] a retirada das forças de combate americanas do Iraque, os EUA desenvolvem, em paralelo, faraónicos contratos com vista à venda de armamento ao regime de Bagdad.

O jornal USA Today afirma que o volume de negócios atinge os 13 biliões de dólares [metade destes contratos já estarão concluídos]. link

Estes contratos prevêem a compra pelo Iraque aos EUA de 140 tanques M-1 [foto - os mesmos que destroçaram as forças de Hussein durante a invasão do Golfo!].
Esta será uma das medidas para “estimular” a indústria militar dos States. O USA Mititary Complex sabe como se “cozinham” as oportunidades. Primeiro, destroem-se as armas existentes, depois está aberto o caminho para vender novas.
A big deal!

O Iraque viveu largos anos sob sanções internacionais que dificultaram o reequipamento militar do regime de Hussein depois da guerra do Golfo.
Quando G W Bush decidiu invadir o Iraque bastava [e sobrava] o armamento norte-americano. Tudo o resto era excedentário, perigoso até.
Na hora do adeus, com o Iraque politicamente à deriva e mergulhado num inqualificável clima de insegurança, o negócio das armas impõe-se, justifica-se.

Lá mais para a frente - se o lobby militar americano assim o desejar - ainda havemos de ter notícia que o Iraque está pejado de “armas de destruição massiva”. Resta acrescentar: vendidas pelos EUA!
Blair, Aznar e Durão Barroso vão jurar que as viram as provas, i.e., as notas de entrega…

Comentários

MFerrer disse…
A nossa repugnância pelos fautores de tantos crimes só pode aumentar.
Até agora penas Israel e a indústria das armas podem cantar vitória.
Por quanto tempo?

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