11 de setembro – os dias em que o fascismo saiu à rua – Trágicas efemérides.

Passam hoje 16 anos sobre o brutal atentado contra as Torres Gémeas de Nova Iorque. O desvario do fascismo islâmico deixou a marca perversa da sua natureza na morte de pessoas que ali trabalhavam e na destruição de um símbolo da cidade mais tolerante e cosmopolita dos EUA.

Dessa monstruosidade, resta um arrepio de horror, a lembrança amarga que nos convoca para a defesa da liberdade e do pluralismo, contra o sectarismo de uma ideologia que a perversidade dos fanáticos torna repulsiva.

A civilização é uma conquista que exige a luta quotidiana na sua defesa e a convivência com a diferença é uma exigência desta civilização que nos moldou. Evocar as vítimas desse dia, 11 de setembro de 2001, é apelar à vigilância cívica e à defesa da herança que o Iluminismo nos legou.

***

Há 44 anos, no Chile, um golpe de Estado derrubou o presidente democraticamente eleito, Salvador Allende, e deu início à sangrenta ditadura de Augusto Pinochet. Não mais pararam as execuções sumárias, o desaparecimento de adversários, a tortura e o medo. O ditador, cujos sinais psicóticos eram evidentes, havia de morrer com atestado psiquiátrico, para fugir ao julgamento dos crimes contra a Humanidade.

Aos 91 anos faleceu o inimputável e sinistro ditador, símbolo internacional da tirania e expressão grotesca do fascismo. Finou-se no dia 10 de dezembro de 2006, por ironia, no Dia Internacional dos Direitos Humanos.

Foi um alívio para os chilenos e uma vergonha para a Humanidade que o deixou morrer em liberdade.

Comentários

e-pá! disse…
11 Setembro é também o dia nacional da Catalunha (Diada) - outra tragédia em incubação!

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