30 de setembro de 2017 – Dia de reflexão

Na política, como na religião, a liturgia impõe-se. Num caso por tradição ou decisão de quem fora ungido para a tomar, no outro, por uma lei que, embora inócua, é obrigação respeitar enquanto se mantiver.

Hoje, em termos de propaganda política, é dia de jejum e abstinência. Basta a ausência do ruído dos carros dos partidos, da poluição sonora das arruadas e do frenesim dos comícios, para aplaudir a medida ecológica.

Há neste silêncio de 24 horas um módico de serenidade que nos devolve à reflexão, não de uma decisão já tomada, mas do passado que vivemos e do futuro que queremos.

É altura para recordarmos que, neste dia, em 1974, o general Costa Gomes assumiu a presidência da República, em Portugal, substituindo António de Spínola, um erro de casting que, mais uma vez, coube aos militares de Abril remediar.

E, para elevar o amor-próprio dos portugueses, que foram pioneiros na abolição da pena de morte, é justo recordar que a França só a extinguiu em 1981. Há 36 anos, apenas.

Façam favor de ser felizes, caros leitores. Hoje, e nos dias que ainda houver.

Voltarei amanhã, às 20 horas.

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