Pedrogão Grande e as contas à moda do Porto…

Mais uma vez a Direita agita o espantalho que o Governo está a falhar. Agora são as contas relativas aos donativos recolhidos para fazer face à tragédia do dramático incêndio de Pedrogão Grande.
 
Perante as naturais inquietações do autarca que vive o dia-a-dia junto às populações devastadas surgiu de imediato a Oposição a exigir a de prestação de contas dos dinheiros doados para refazer as vidas dos cidadãos atingidos e reconstruir os concelhos (Pedrogão Grande , Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra) link.
 
Uma nova chicana paira no horizonte a começar pela embrulhada do líder da oposição que parece não saber exatamente quais os dinheiros que ficaram à guarda do Estado e encarregue de proceder à sua distribuição.
Hoje, ‘aquela senhora’ - que esteve indigitada para ser a responsável pela fiscalização dos Serviços de Segurança - veio a terreiro, em nome do PSD, fazer mais uma exigência ao Governo. A prestação de contas de 13 ou 14 milhões de euros que terão sido recolhidos na campanha de solidariedade à volta da tragédia de Pedrogão Grande  link.
Não se ficou por meias palavras. Achou os números constantes do 'Fundo Revita' de que o Governo é corresponsável como ‘ridiculamente baixos’. Se isto não é uma insinuação de que existirão quantitativos desviados, vou ali e já venho.
 
Bem, finalmente após acalmar a berraria foi possível o Governo esclarecer só responde pelos fundos colectados e entregues ao Fundo Revita e cujo valor – apurado até ao momento – não atinge os 2 milhões de euros link.
 
Restam cerca de 12 milhões por apurar. Por onde andam?
Maioritariamente pela União das Misericórdias e Caritas Diocesana de Coimbra que, ficamos a saber, só terá distribuído uma ínfima percentagem pelos cidadãos sinistrados.
 
Mas o (re)conhecimento que estas organizações - intimamente ligadas à ICAR - são as depositárias das oferendas humanitárias vai, com certeza, serenar os ânimos.
De facto o temor será que acabem as ajudas sociais para entrarmos no reino da caridadezinha. Mas isso é outra conversa (tabu?).
 

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