A Polónia e Volodymyr Zelensky

A Polónia e Volodymyr Zelensky

Karol Nawrocki, PR polaco, retirou a mais alta condecoração do país, Ordem da Águia Branca, a Zelensky, depois deste ter dado a uma unidade militar o nome do Exército Insurgente Ucraniano (UPA), de tenebrosa memória.

O UPA, fundado em 1941, após conquista da Ucrânia pela Alemanha Nazi, foi o braço armado do movimento independentista nazi que combateu a resistência polaca e matou “pelo menos 100 mil polacos, simplesmente por serem polacos, judeus ou membros de outras minorias”, segundo o historiador e, agora, PR.

Karol Nawrocki, Historiador, antigo diretor do Museu da Segunda Guerra Mundial, em Gdansk, é, desde 2021, diretor do Instituto da Memória Nacional e, desde 6 de agosto de 2025, o atual PR da Polónia.

Sendo um nacionalista, com forte aversão à Rússia, especialmente contra a memória do regime soviético, cujos símbolos se esforçou por apagar na sua Polónia, ganha especial relevância o seu gesto contra Zelensky, mantendo, no entanto, o seu apoio à Ucrânia na guerra contra à invasão russa.

Foi, aliás, o que levou o ex-PR polaco, o histórico Lech Wałęsa, a retirar da lapela o pin da Ucrânia, exibido em manifestação de apoio à luta contra a Rússia, como condenação ostensiva da atitude de Zelensky, que considerou insultuosa.

As reiteradas homenagens de Zelensky a Stepan Bandera, líder do UPA, corresponsável pelo Holocausto na Ucrânia, que vitimou mais de um milhão de judeus soviéticos, já várias vezes merecera o forte repúdio das autoridades e do povo polaco.

A UE tem ignorado estes atos provocatórios por razões do apoio à guerra da Ucrânia contra a invasão russa, mas este silêncio é um péssimo serviço à causa da democracia e um incentivo aos partidos nazifascistas, incluindo o próprio partido nazi alemão a que as sondagens já atribuem o primeiro lugar.

A Polónia acabou de fazer uma ruidosa condenação de Zelensky e uma advertência ao silêncio da UE perante o ressurgir do nazismo no país que apoia incondicionalmente e cujo preço é pago com o sacrifício dos cidadãos dos seus Estados.

Notícia de ontem, na CNN.

Comentários