França: uma lição de democracia

Os abundantes comentadores nacionais e internacionais que se deliciam a anunciar a decadência da França tiveram ontem mais uma noite de tristeza.

Uma abstenção muito baixa para um país onde o voto não é obrigatório.
E uma enorme votação nos chamados candidatos institucionais, da esquerda e da direita.

Le Pen surge envelhecido. A extrema-esquerda não se assume como alternativa credível.

Parabéns aos candidatos da nova geração: Sarkozy, Bayrou e Royal!

Vêm aí 15 dias de uma extraordinária campanha: sem os milhões de dólares das campanhas americanas. Sem o espectáculo degradante de análise da vida pessoal dos candidatos como é tradição em países anglo-saxónicos.

Com debate sério, aguerrido e sólido em torno de argumentos políticos, de escolhas económicas, sociais e culturais, em que se testam as personalidades e as capacidades de liderança da Sr.ª Royal e do Sr. Sarkozy.

Este tem a seu favor um eleitorado que parece mais virado para a direita, mais ajustado a uma França sempre desejosa do seu Napoleão.

Ontem houve uma grande ganhadora: a República Francesa!

Comentários

Anónimo disse…
O exemplo francês, em poucos anos desceu do 7º lugar em termos de riqueza per capita, para 17º.
É um exmplo de como Liberdade, Igualdade e Fraternidade é uma lema desactualizado e injusto. Injusto porque quem merece consegue quem não merece o estado dá.
Contudo tenho alguma esperança em Sarkosy.
ChicoMartins
Anónimo disse…
Mas tb acho que é inegavel a normalidade e elevação desta campanha eleitoral
ChicoMartins
escaffandro disse…
Bayrouth?!
Anónimo disse…
Quem merece consegue? E a quem não merece o estado dá? Eh pá onde tens andado?
A propósito: conseguiste ou não mereces?
Anónimo disse…
Pois foi... e ambos são comprovadamente licenciados por universidades idóneas e de reconhecido valor...
Anónimo disse…
Liberdade, Igualdade e Fraternidade estão desactualizados?
Tem que se actualizar o exemplar salazarismo?
Um dicionário, seria uma grande oferta para muitos, se soubessem ler e compreender.

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