terça-feira, maio 26, 2015

UGT

«Governo fala, governo cala: Maria Luís admitiu reduzir pensões, Mota Soares diz que não há nada».

A UGT confia no desmentido e os trabalhadores desconfiam da correia de transmissão do Governo. Entre o ridículo, a cumplicidade e a irrelevância, a UGT podia fechar as portas se ainda tivesse quem o fizesse.


segunda-feira, maio 25, 2015

Ventos de Espanha...

Os resultados das eleições deste fim-de-semana em Espanha link constituiem um facto político difícil de contornar.

Há algo no horizonte democrático que começa a desmoronar-se. No Reino Unido (cada vez menos 'Unido') a maioria nasce de uma minoria de votos, se for contabilizada a globalidade dos votos expressos nas urnas.  Em Espanha (uma mescla de povos feito Reino) a crise económica e social alterou todo o stablishement situacionista que vigora desde a morte (política e física) de Franco.
 
O PP não perdeu liminarmente a maioria (continua a ser o partido mais votado o que é diferente) mas dificilmente logrará obter hegemonias políticas a que estava habituado quer nos municípios, quer nas comunidades autonómicas.
Entretanto, o outro braço da bipolarização – o PSOE – não capitalizou automaticamente, como era esperado, as perdas dos ‘populares’.
Pelo meio surgiram novos partidos, entre eles um de protesto (Podemos), e outro de índole mais centrista, moderado, mas assumidamente anti-austeridade (Ciudadanos). Esta interposição no velho esquema bipolarizador alterou profundamente o mapa político-eleitoral. Entramos, portanto, num período em que as eleições mais do que soluções geram impasses.
A diluição do poder político do PP, a debilidade do PSOE e a emergência do Podemos e do Ciudadanos são mudanças que só serão totalmente avaliadas no período pós-eleitoral. O exemplo da Andaluzia paira sobre estas eleições.

As eleições, nestas situações de fragmentação, ultrapassam o mero escrutínio democrático do exercício findo (embora as avaliem) mas perspectivam-se decididamente em relação ao futuro.
A perda de influência dos partidos tradicionais que delimitavam um espectro à Esquerda e outro à Direita (ainda que com ténues nuances), é essencialmente devida aos atropelos na execução das promessas eleitorais com que se apresentaram ao eleitorado (tendo evitado falar em políticas de austeridade e de empobrecimento) e aos crescentes e recorrentes fenómenos de corrupção com envolvimentos partidários abundantes. Estes dois parâmetros levam a que os sufrágios, como vêm sendo realizados, mostrem que maiorias (nomeadamente as absolutas) possam ser instrumentos facilitadores da continuação deste tipo de enviesamento democrático.

O que os eleitores por todo o lado (por essa Europa fora) estão a indiciar é um ambiente de pré-ruptura. O que não é pouco em termos de mudança.
Na verdade, os compromissos não se perfilam no horizonte e manobras do ‘tipo Cavaco Silva’ que visam perpetuar reformas apelidadas de ‘estruturais’ quando não passam de medidas conjunturais ditadas por obscuros (e ocultos) princípios ideológicos. Não têm cabimento qualquer tipo de entendimento dada a proximidade do próximo acto eleitoral em Novembro/Dezembro deste ano.

O consenso está longe de ser uma saída viável para a situação política espanhola que foi criada no pós-eleições. Por exemplo, será muito difícil, se não impossível, gizar uma política fiscal estável e duradoura enquanto não forem previamente definidas ideias concretas e acordados princípios sobre um pilar básico da democracia: a redistribuição da riqueza. Será, também, muito complicado definir conjuntamente estratégias de crescimento económico que façam cair as elevadas taxas de desemprego, embora sobre este dois factos haja um vasto leque de aparente concordância programática, mas onde continua a subsistir uma grande divergência sobre os meios e métodos. Não é previsível que, quer o Podemos, quer os Ciudadanos, estejam disponíveis para projectos ditos de consenso sem com esse gesto fazerem um 'harakiri'. Idem, para o PSOE que terá de digerir os resultados de ontem para tentar de novo arrancar para as legislativas.

Por outro lado, a ruptura institucional que estas eleições prefiguram e anunciam poderá, a breve trecho originar, graves perturbações à governabilidade até ao acto eleitoral que se segue. O reino entrou em modo de suspensão e os problemas agudizaram-se, p. exº., na Catalunha, onde o ‘soberanismo’ reinante e imposto por Madrid sofreu uma pesada derrota.

Nada será como dantes no Palácio da Moncloa por mais acrobáticas e engenhosas declarações que os partidos da bipolarização produzam no seguimento deste acto eleitoral.
O que parece inevitável é um período de transição até às eleições gerais cujos contornos e consequências são imprevisíveis. A transcrição destes resultados para um nível nacional não é directa mas não deixa de ser inevitável. As eleições de ontem foram um ensaio e não clarificaram nada. Quando muito vão exacerbar a luta partidária sem introduzir quaisquer novidades do plano político.
Quando as eleições se transformam num intermezzo algo de grave se passa no reino.

A ministra das Finanças e os pensionistas


Penso de Maria Luís o que Paulo Portas pensava quando se demitiu irrevogavelmente, talvez o único ponto de acordo com o vice-PM cuja sobrevivência o obriga a suportar as humilhações do PSD.

Este Governo, que prometera uma reforma administrativa e ludibriou a que a troika que ansiou nos impôs, limitando-se à cosmética nos nomes de freguesias, manteve os órgãos políticos faraónicos da administração central, autonómica e autárquica e acrescentou as prebendas dessa extensa rede de caciques que vive dos partidos e os alimenta.

Não surpreende que, com a terceira dívida pública mais elevada da U. E., e que não para de crescer, a sanha, no estertor do pior Governo, da pior maioria e do pior PR, se vire contra os pensionistas.

Aos novos desejam a emigração, aos velhos a defunção.

A FRASE

«O bispo Óscar Romero, morto a tiro em 1980, na missa, 'foi inspirador para o povo de El Salvador e da América', guiado pelas necessidades da população oprimida e pobre».

(Barack Obama, presidente dos EUA)

Ponte Europa - No apoio ao crime, a CIA foi suspeita.

domingo, maio 24, 2015

O insustentável vazio da coligação de Direita…

Vamos ser claros e objectivos. Bombardeados diariamente por números, estatísticas e projecções perdemos o contacto com a realidade para ancorar em miríficas projecções. Habituados, desde há muito, a um enviesado balanço dos resultados somos, periodicamente, confrontados com este absurdo dislate: a estratégia (política, social, económica e financeira) estava certa e só não atingimos os objectivos propostos porque a realidade de forma insana e teimosa não colaborou.

Esta poderia ser a biografia do actual Governo. Em resumo, o cômputo da sua actuação política poderá resumir-se em 3 ‘mais’: mais pobres, mais envelhecidos e mais endividados.
Como quer este Governo combater estes ‘mais’? Com dualismos entre alguns ‘menos’ e persecução de outros ‘mais’. Assim:
Menos jovens residentes, qualquer que sejam os seus níveis de formação e de aptidões profissionais, obrigados a migraram acalentados por conceitos globalizantes de mais ‘mobilidade’, varrendo para debaixo do tapete a necessidade de criação de emprego cá dentro;
Menos juros no acesso aos mercados para justificar mais engenharias financeiras rumo a um progressivo endividamento, sem que se veja uma luz ao fundo do túnel, isto é, a abordagem de uma renegociação da dívida que nos permita ‘alavancar’ o desenvolvimento (e não só o crescimento);
E, finalmente, menores pensões com o pretexto de endossar maior sustentabilidade a segurança social no problemático amanhã, desacreditando as ‘juras’ de um imediato (e ‘sustentável’) crescimento económico que têm sido ‘vendidas’ aos portugueses em sucessivas peças retóricas.

Foi ‘isto’ que a actual ministra das Finanças foi defender perante os ‘jotinhas’ em Ovar link.
Os sacrifícios que - como este Governo insinua - são apresentados como terem ‘merecido valer a pena’, não resistem a uma sumária avaliação valorativa e prospectiva. Na verdade, na perspectiva do actual Governo, são para continuar, consolidar ou intensificar.

Esta também a razão pela qual a coligação de Direita se revela incapaz de apresentar um programa eleitoral credível (que não seja uma estafada e inútil reedição do logro impingido em 2011).
A coligação vive, no presente, agarrada ao limbo da imponderabilidade e da irresponsabilidade muito semelhante à imagem do suicida que se atira do 20º. andar e ao passar em frente à janela do 5º, perante um espectador atónito, comenta: ‘Como se pode verificar não sucedeu nada’…
Como todos sabemos esta ilusão de aceleração gravítica e a aparente liberdade de voar, para além da vertigem, tem à sua espera o duro e implacável terreiro para um estóico estatelamento.

A beatificação do bispo salvadorenho D. Óscar Romero

O Papa Francisco, ao beatificar, sem necessidade de criar um milagre, Óscar Romero, assassinado durante a missa por um esquadrão de extrema-direita, tomou uma nobre e corajosa decisão e fez justiça a um defensor dos direitos humanos, mártir da liberdade.

Corre riscos, tal como Óscar Romero, mas a sua decisão ficará na História para redimir a Igreja católica do passado cúmplice com as ditaduras e das posições do lado errado da vida e da História.

Ao honrar o grande defensor dos direitos humanos não prova a existência de Deus mas prova à saciedade a enorme coragem de que um homem de bem é capaz.

Para um ateu democrata, laico e republicano, é uma honra prestar homenagem ao gesto do papa católico, associando-me na homenagem ao clérigo que deu a vida pelos pobres na luta pelos direitos humanos.

A PERGUNTA

«Quando alguém pensa por nós, decide por nós, que espaço fica para o desejo de participar e ser solidário e responsável nas consequências?»

(Rosário Gamboa, Jornal de Notícias)

A FRASE

«A maior de todas as fragilidades de Sócrates é que qualquer outro cenário que não a sua culpa é mais grave para o regime do que a sua inocência».

(Luís Osório, Jornal I)


sábado, maio 23, 2015

O FUTURO DE PORTUGAL SEGUNDO O PCP

A jovem e simpática deputada do PC Dr.ª Rita Rato publicou hoje no jornal de Coimbra "As Beiras" a sua habitual crónica, que termina assim: "O PCP tem uma profunda confiança na força dos trabalhadores, da juventude e de todo o povo português para, mais uma vez, como em outros momentos essenciais da história de Portugal, tomar o futuro nas suas mãos."

Muito bem. Mas como quer o PCP que o povo português tome o futuro nas suas mãos? Fazendo uma espécie de Revolução de Outubro? Parece-me muito pouco provável!!

Em democracia, teria que ser por via eleitoral. Mas como, se o PCP, que se julga dono da esquerda por direito divino, não consegue mais do que os seus cativos 10 ou 12% dos votos? Mesmo uma aliança do PC com o BE - que hoje, pela voz da não menos jovem e simpática deputada Catarina Martins, em entrevista ao "Expresso", se declarou disposto a formar governo com o PC - não teria mais de 16 ou 17%!

É que "os trabalhadores, a juventude e o povo português" preferem votar no PS! Mas o PC toma o PS como seu inimigo principal, consumindo a maior parte das suas energias a diabolizá-lo, o que torna impensável uma coligação entre os dois. Assim sendo, se o PS não tiver maioria absoluta "os trabalhadores, a juventude e o povo português" terão de continuar a "gramar" a aliança PPD/CDS.

No fundo, parece que é isso mesmo que o PC prefere!

O untuoso invasor do Iraque anda por aí

Como não vejo TV, julguei que Saramago falava de Durão Barroso, com saia:

“8 de janeiro”

“Chegaram-me ecos do desastre que terá sido a participação de Zita Seabra no programa de Manuela Moura Guedes. Entristece-me verificar como afinal valia tão pouco, intelectual e eticamente falando, alguém a quem os acasos e as necessidades políticas colocaram em funções e confiaram missões de responsabilidade dentro e fora do Partido.

Que Zita Seabra se tenha desempenhado delas, nesse tempo com coragem e dignidade, não pode servir para disfarçar nem desculpar o seu comportamento actual. Zita Seabra é hoje o exemplo perfeito e acabado do videirinho, palavra suja que significa, segundo os dicionários e opinião de gente honrada, “aquele que para chegar aos fins não olha aos meios nem hesita em humilhar-se e cometer baixezas”. Oiço, leio e chego a uma conclusão: esta mulher vai acabar mal.”

In Cadernos de Lanzarote: Diário - II pg. 14 e 15 de José Saramago.

sexta-feira, maio 22, 2015

Os feriados, a laicidade e a propaganda católica

Em Portugal não há feriados religiosos, há apenas feriados católicos que tiveram origem na ditadura fascista de Salazar, o que a pia propaganda silencia.

Na monarquia, alcova comum de reis e clérigos, até 1910, não havia feriados. O próprio descanso semanal, coincidente com a tradição do domingo [dia do Senhor], teve lugar, em Portugal, em 1907, num governo de João Franco, confirmado por António José de Almeida, quando ministro do Interior do Governo Provisório (1910/1911), e que, como deputado republicano, defendera o descanso semanal no parlamento monárquico.

Só na I República, logo em 13 de outubro, aparecem os feriados, todos eles cívicos, em homenagem à República, à Pátria e à Humanidade:

1 de Janeiro – consagrado à «fraternidade universal»;
31 de Janeiro – consagrado aos «precursores e aos mártires da República» data da nossa primeira revolução republicana, no Porto, em 1891;
5 de Outubro – dia da revolução vitoriosa de 1910;
1 de Dezembro – consagrado à «autonomia da pátria portuguesa», dia da independência da Coroa de Espanha, em 1640;
25 de Dezembro – consagrado «à família» (laicização do Natal).
3 de Maio – Em 1 de maio de 1912, juntou-se a «data gloriosa do descobrimento do Brasil» [aliás, errada].
10 de Junho – Em 25 de maio de 1925, «é considerada nacional a Festa de Portugal que se celebrará em 10 de junho», data improvável da morte de Camões, já festejada em Lisboa.

E foram estes os 7 feriados da República, o regime que criou os feriados nacionais.

Durante o fascismo, quando os crucifixos já ornamentavam as paredes das escolas desde 1936 (Lei de Bases da Educação Nacional) e a Concordata alterara leis civis (1940), não havia ainda feriados católicos, apesar da cumplicidade entre a Igreja e a ditadura e da propaganda católica nas escolas. Só em 1948, aparece o primeiro feriado religioso, por lei da Assembleia Nacional, o 8 de Dezembro, dia da Imaculada Conceição, padroeira do reino de Portugal desde 1646, antes de ser imaculada por dogma de Pio IX, em 1854.

Verdadeiramente, como diz o historiador Luís Reis Torgal, os feriados religiosos só são introduzidos em 1952, com o sacrifício do 31 de janeiro e do 3 de Maio em favor de três datas católicas: o Corpo de Deus (móvel), a Assunção de Nossa Senhora (15 de agosto) e Todos os Santos (1 de novembro). É então que o 25 de Dezembro se torna Natal e o 1 de Janeiro na Circuncisão de Cristo.

Depois do 25 de Abril surgem mais 2 feriados, o 1 de Maio (legislação de 27 de abril) e o 25 de Abril (fixado em 18 de abril de 1975) e, em manifesta capitulação da laicidade, na confusão iniciada na ditadura fascista entre o sagrado católico e o profano, em 12 de abril de 1976, transforma-se o feriado facultativo, Sexta-Feira Santa, data que  celebra a morte de Cristo, em feriado obrigatório e, em 27 de agosto 2003, é considerado feriado o dia de Páscoa, naturalmente coincidente com um domingo.

Data de 21 de agosto de 1974 a tentativa de generalizar os feriados municipais, prática que tinha sido legalmente iniciada na I República.

Em 2012, o Governo, a maioria e o PR, eliminaram, a partir de 2013, dois feriados identitários, 5 de Outubro e 1 de Dezembro e, «apenas suspensos», durante 5 anos, para serem reconsiderados em 2018, dois católicos, escolhidos pelo Vaticano, os do Corpo de Deus e Todos os Santos, indiferentes à constitucionalidade da alteração ao Código de Trabalho. Só em 30 de agosto de 2013, os referidos feriados cívicos passaram também de eliminados a «apenas suspensos», esperando-se que a extinção do prazo de validade deste Governo, desta maioria e deste PR, os reponha.

Fonte: História, Que História? – Capítulo História e Intervenção Cívica, pág. 171/175, de Luís Reis Torgal, Ed. Círculo de Leitores, março de 2015.

quinta-feira, maio 21, 2015

#Religião, não. Islão nunca



A meio caminho entre o rio Eufrates e o Mar Mediterrâneo, a cerca de 200 quilómetros de Damasco, a cidade de Palmira recorda as lutas de velhos impérios e o testemunho das suas ruínas é (era?) Património da Humanidade.

A história é rica no oásis onde jazem relíquias de pedras que falam do Império Romano, monumentos que documentam civilizações que a barbárie pretende apagar. Quando, na juventude, li o romance “As Ruínas de Palmira”, seduziu-me a soberba descrição de um império perdido nas areias do deserto por um filósofo iluminista francês do séc. XVIII – o conde de Volnay –, autor do livro, também filósofo e político. Discípulo de Voltaire, o santo laico da cidade de Ferney, que em sua homenagem passou a chamar-se Ferney-Voltaire, tomou para pseudónimo os seus nomes [Voltaire e Ferney = Volnay].

Volnay foi o primeiro a falar-me das ruínas de Palmira num livro delicioso que a pide ainda não apreendera na biblioteca do Dr. Garcia, médico e democrata da cidade da Guarda, que via com simpatia o empréstimo que o meu colega António Júlio, seu filho, me fazia dos seus livros.

Já não me recordava que Palmira ficasse no deserto Sírio quando o Exército Islâmico (EI) começou a ser o cancro cujas metástases ameaçavam a cidade.

Hoje, após a notícia de que os facínoras de Alá, no auge do fascismo islâmico, tomaram a cidade, senti que, à semelhança das gigantescas estátuas dos  Budas de Bamiyan ou da biblioteca de Mossul, a demência da fé vai reduzindo a pó a memória da civilização.

Na sementeira do ódio é também o iluminismo de Voltaire  e do Conde de Volnay, cuja herança é património da civilização, que está refém da esquizofrenia mística herdada de um beduíno analfabeto e amoral, como Atatürk designou Maomé, pelo bando do EI.

TGV e PSD


Já poucos se lembram da promessa de Durão Barroso, esse mesmo, o que viu as armas químicas de Saddam Hussein, a prometer que enquanto houvesse uma criança sem médico, não haveria TGV.

Depois, esquecido da promessa eleitoral, quando pensava na invasão do Iraque, assinou 5 (cinco)  contratos de linhas de TGV a que não faltou o do Porto para Tuy.

Dos TGV de Durão Barroso resta a versão da foto, lenta e melancólica, a ligar a Lousã a Coimbra.

O padre Sousa Lara e os exorcismos


O ex-subsecretário de Estado de Cavaco Silva, censor de um livro de Saramago, não foi apenas o devoto da missa e da hóstia, inimigo da cultura e da liberdade, foi o crente que mandou erigir uma Cruz do Amor, com 7 metros, destinada a "combater o comunismo e evitar o mal com a chegada do ano 2000", no seu monte alentejano.

Entre as suas obras consta um filho, feito certamente de forma casta, a quem ofereceu a administração de uma empresa pública, o Estado é para os amigos e família, mas que preferiu ser padre e especializar-se em exorcismos, atividade que faz parte do alvará de padre mas que, com a escassez de Demónios, passou a ser uma especialidade canónica de autorização episcopal.

O padre Sousa Lara, homónimo do bem-aventurado papá, é um reputado exorcista que, munido de uma cruz e de umas tantas rezas, se atira aos demónios como Santiago aos mouros, na diocese de Lamego, uma zona onde grassam ainda o analfabetismo a fome e os diabos, enfim, Terras do Demo.

Não há um único caso de possessão demoníaca em livres pensadores, ateus, agnósticos, céticos ou racionalistas. São os mais tementes a Deus, desgraçados e moles do miolo, os que deixam entrar, no corpo, o maligno. É para esses que os exorcistas arremetem com a cruz e as orações, numa peleja digna da Idade Média, com o Mafarrico a fugir, da cruz e do padre, como os carteiristas à polícia.

Benditos exorcistas, tão eficazes a tirar o Diabo do corpo dos crédulos como S. Roque as verrugas ou Santa Bárbara a amainar trovoadas.

Não lembrava ao Diabo que ainda houvesse quem vivesse à sua custa. Coisas do demo!

Ponte Europa / Sorumbático

quarta-feira, maio 20, 2015

CONTRIBUTO PARA A HISTÓRIA DA PULHICE HUMANA

É sabido que o governo que detém o poder em Portugal, presidido por Pedro Passos Coelho, lançou centenas de milhares de portugueses na pobreza ou mesmo na mais negra miséria, conduziu a que inúmeras crianças passem fome, reduziu dezenas de milhares de pessoas ao desemprego, condenou outras tantas a uma emigração forçada, e provocou a morte de milhares de portugueses, uns de fome, outros por doenças não devidamente tratadas devido a cortes no serviço nacional de saúde, outros porque, desesperados pela situação que pelo governo lhes foi criada, se suicidaram.

Pois agora o mesmo Passos Coelho, conhecedor de todos esses males de que é o principal culpado, teve o supremo cinismo de dizer, perante as câmaras das televisões e com um ar risonho, que tudo isso não passou da cura de uma doença, não sendo sua preocupação “perguntar se as pessoas durante esse processo têm febre ou têm dor, se gostam do sabor do xarope ou se o medicamento que tomam lhes faz um bocado mal ao estômago”.

Quer dizer: as crianças que passam fome simplesmente não “gostam do sabor do xarope”, o desemprego, a emigração ou a miséria em que muitos portugueses foram lançados não passam de um acesso de febre, e a morte de muitos outros não é mais do que uma azia!

A que abismos pode descer a pulhice humana!

terça-feira, maio 19, 2015

Ocaso das monarquias

Querem ver que em Portugal, que já se suspeitava não haver Braganças, também não há Borbóns?!

María Luisa, mujer del Rey Carlos IV había comunicado a su confesor, Fray Juan de Almaráz “Ninguno de mis hijos lo es de Carlos IV, la dinastía Borbón se ha extinguido en España”.
NUEVATRIBUNA.ES|POR NUEVATRIBUNA

Portugal e os eucaliptos


O Governo e o PR, que o integra, conduzem Portugal para um desastre cívico, ético e ambiental. A fauna que nos governa destrói a flora, enquanto privatiza a água e torna o ar irrespirável. O País vai-se transformando metodicamente em deserto.

O impoluto e intocável Marco António


Se este jovem tivesse saído da zona de conforto...


... sairiam hoje menos.