Pedro Dias regressa à Universidade de Coimbra

Em 26 de Fevereiro de 2004, num texto publicado no «Diário as Beiras» escrevi, entre outras coisas, o seguinte:

Lamento que o futuro director-geral da Torre do Tombo, Dr. Pedro Dias, tenha declarado em conferência de imprensa de 20 de Janeiro que «...os intelectuais quando não são de esquerda ou não têm outras características têm grande dificuldade. Sendo de Direita e heterossexual, tive grande dificuldade». Perante tal dislate ficámos a saber que em anteriores governos (Guterres, Cavaco e outros) para ocupar certos lugares não era necessário ser «de Direita e heterossexual». Agora é suficiente – como se vê.

Na revista «Actual», Expresso, 26 de Fevereiro, Pedro Dias anuncia que vai pedir a demissão de «Director do Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo», por ser militante do PSD e o lugar ser político, e que volta à Universidade de Coimbra. Lamenta, entretanto, que «o essencial» tenha ficado por fazer, reconhecendo que «devido à falta de verbas» deixou a instituição numa situação «catastrófica».

Não é apenas o IAN/TT que se encontra numa situação catastrófica. É o País.

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