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A opinião de Vital Moreira

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 Subscrevo: sábado, 10 de outubro de 2026 Náo dá para entender (44): O triunfo da irracionalidade política Publicado por Vital Moreira 1. Na região de Coimbra, continuam em exibição faixas de propaganda política do Chega, qualificando como "roubo" os impostos sobre combustíveis. Ora, ressalvados os impostos sobre os prémios de jogo, os impostos "sobre o vício" (tabaco e bebidas alcoólicas) e o imposto sobre a riqueza recebida a título de herança (que, aliás, não existe entre nós, tendo sido extinto por um lamentável acordo entre o PS e o PSD), os impostos sobre combustíveis (gasolina e gasóleo) estão entre os mais justos de todos, por duas razões: (i) incidem sobre bens importados, que pesam na balança comercial negativa do país, e (ii) geram enormes quantidades de CO2, contribuindo para a poluição atmosférica e retardando a descarbonização da economia.  Ao aumentar substancialmente o seu preço, os impostos sobre produtos petrolíferos reduzem o seu consumo e geram...

EUA - Um país doente

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  O regresso da barbárie. Espetáculo público da crueldade.

Divagando 40

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Divagando 40 Enquanto Portugal se encontra destroçado com o psicodrama que percorre a sua Seleção de Futebol, os países europeus entram em convulsão com os problemas sociais que lhes bateram à porta. Na aparência e na retórica do Governo, no país, tudo corre pelo melhor no melhor dos mundos. O sec. de Estado dos EUA, Marco Rubio, ao fazer escala em Lisboa, logo designada por visita de Estado, visitou o PM, lembrou que o seu País tem aviões de guerra magníficos, a bom entendedor, e respondeu a perguntas previamente acordadas com os jornalistas na companhia do seu homólogo em êxtase, Paulo Rangel. A UE, a mais bela criação do pós-guerra, está em risco, com a sua Comissão a afastar-se dos objetivos de paz que presidiram à criação, esquecida da cooperação económica e da estabilidade política e social que lhe cabe promover entre os países que a integram, mas determinada a cumprir as exigências de rearmamento que cabe a cada País, não à UE. O dia de hoje trouxe-nos uma agradável surp...

Prémio Nobel da Paz 2026

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Desta vez o Prémio acertou. Parabéns! A laureada prestigiou o prémio.  

Che Guevara – 59.º aniversário da sua morte

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Che Guevara – 59.º aniversário da sua morte O guerrilheiro argentino-cubano Che Guevara, político, jornalista, escritor e médico, que estava decidido a levar a revolução a todo o mundo quando o assassinaram, foi o herói romântico da minha juventude. Há grandezas e misérias no revolucionário, na generosidade e na violência do homem a quem cortaram as mãos após o assassinato, e bondade ou perversão na utopia por que lutou. Na data do seu assassínio, apraz-me evocar o símbolo que arrastou multidões e inspirou gerações de jovens, por mérito próprio e do ódio que suscitavam os que combateu e os que o mataram. As ditaduras fascistas contribuíram para a imagem romântica do guerrilheiro, cultuado por jovens de todo o mundo como os crentes veneram os santos. A foto do fotógrafo Alberto Korda ajudou à sedução que o revolucionário exerceu. Esta figura da História é o mito que continua a alimentar paixões e, tal como então, no sofrimento e desespero dos povos oprimidos germinará a cora...

Pacheco Pereira e Seixas da Costa

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Um pretexto para a Censura ou a desculpa para saneamentos?

José Saramago – 28.º aniversário do Nobel da Literatura

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José Saramago – 28.º aniversário do Nobel da Literatura Há 28 anos, José Saramago, o maior ficcionista português do século XX, foi laureado com o prémio Nobel da Literatura e tornou-se o Nobel do nosso contentamento. A Igreja rangeu os dentes. O Papa que se indignou, João Paulo II, já é santo. O censor Sousa Lara voltou à Universidade, de onde convidaria Passos Coelho para catedrático. O PM de turno, Cavaco Silva, aguardou vários anos uma reunião na vivenda de Ricardo Salgado para Marcelo, Durão Barroso e ele próprio prepararem a sua caminhada para o Palácio de Belém. Hoje, Saramago não precisa de panegiristas, aguarda apenas ser lido com a sedução que inspira, o prazer que transmite em cada página e a descoberta da riqueza da língua que o notável criador lavrou. Ao indizível prazer da leitura do gigante literário em que Saramago se tornou, junta-se o deleite pelo azedume que o seu êxito provocou e a animosidade de que ainda é alvo. L'Osservatore Romano, diário do Vatican...

EUA - Um país de gente doente

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Apoteose da demência. Não é verdade, mas a frase é exata e foi proferida por esta mulher.  

Óbvio ululante

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Obrigado, Marcelo.  

O ataque do Hamas de 7 de novembro de 2023 – 3.º aniversário do crime hediondo

O ataque do Hamas de 7 de novembro de 2023 – 3.º aniversário do crime hediondo Há três anos, mal tomei conhecimento dos assassinatos e raptos do Hamas, em Israel, sem aguardar tomadas de posições de quem quer que fosse, escrevi o seguinte: «Náusea, revolta e desolação são os sentimentos que se fundem perante as imagens de carnificina dos terroristas do Hamas. Nunca, como hoje, me senti tão solidário com o povo de Israel e com tamanha certeza de que a causa da Palestina não podia ter maiores adversários do que os que medram nas madraças do fascismo islâmico». Mantenho o que estão escrevi, ainda nauseado com o horror islâmico, só não previa que a náusea e revolta se alargassem a Israel pelo horror quotidiano e o massacre metódico, sistemático e indiscriminado da população da Faixa de Gaza.

Obrigado Marcelo!

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Obrigado, Marcelo,  

Humor

A melhor resposta Segundo um alegado inquérito de rua, feito há dias por um jovem jornalista, sobre o aborto, aqui fica a melhor resposta: - O que pensa sobre o aborto?!… - Considero-o um péssimo Primeiro-ministro e está a governar muito mal o País.

O caso das gémeas

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O bode expiatório e o covarde.  

A mentira é uma arma

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Quando acusarem Carlos Moedas de ser um grande mentiroso lembrem-se de que ele é pequeno em tudo. Tem muito que aprender com a sua apoiante Helena Ferro Gouveia.

Friedrich Merz

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O Chanceler tem razão, mas é a ele que os alemães pedem para acabar com o financiamento.  Alguém devia explicar-lhe as derrotas eleitorais que sofreu.

Marco Rubio

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A ignorância é muito atrevida. Este Marco Rubio é burro ou ignorante. Ou acumula. Desde quando é que Portugal de de ser um satélite dos EUA?

Ronaldo e o Ensaio sobre a Cegueira

Ronaldo e o Ensaio sobre a Cegueira Releiam o magnífico romance de Saramago. Está lá tudo, a fragilidade do ser humano perante o imprevisto e o medo de ficarmos cegos. Estamos todos cegos e não surge a mulher do médico para nos guiar no desnorte, onde não vemos o que ocorre à nossa volta. Não vemos a vitória de Bolsonaro no Brasil, uma vitória mais de Trump, sem necessidade de sequestrar e raptar Lula, depois de submeter a Gronelândia enquanto espera juntar Espanha a Portugal, após as próximas eleições, na submissão absoluta aos EUA. Estamos cegos e não sabemos. Não vemos os tambores da guerra que rufam na Europa para sair do beco, com a economia de rastos e os estreitos de Suez e Bab el-Mandeb a infernizar o nosso presente, a comprometer o futuro e a derrubar as democracias. Estamos cegos e surdos, indiferentes à morte de ucranianos, russos, palestinos, israelitas ou iranianos, e não ouvimos os gritos de mães com filhos mortos nos braços, de famílias que gritam sob escombros d...
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O 5 de Outubro de 2026 dos altos dignitários do País Este não foi o 5 de Outubro dos republicanos, da exaltação da ética e da esperança num futuro onde as desigualdades se atenuem, se reforce a justiça social e o entusiasmo com as instituições ganhe ímpeto. O PR, o republicano cuja vergonha de ser comparado com o antecessor se compreende, talvez o único republicano convicto presente, quis agradar a todos com um discurso redondo, defendendo a longevidade deste governo cada vez mais impopular, até ao fim da legislatura. Acabou a enaltecer a capitulação do PS perante os desmandos neoliberais do Governo, resignado com a extrema-direita que consolida a oposição à democracia. E, quanto à Justiça, disse nada. No dia que celebrou a data, o PR esteve rodeado dos que quiseram abolir o feriado. Foi indigna a coreografia dos que devem à República os cargos que exercem sem perderem a alma de vassalos. O valor simbólico foi manchado. A cor das gravatas não foi um mero pormenor em 5 de Outubr...
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  História de Paz e de Guerra Por Onofre Varela O Homem é um “defensor da Paz” de acordo com os seus interesses políticos e económicos de cada momento. Na generalidade não somos nenhum exemplo comportamental digno… e quando, muitos de nós, defendem a “Paz” não definem o tipo de “Paz” que apregoam. Quantas vezes a tal “paz” vociferada não passa da defesa de uma “rendição incondicional”, deixando um “rastilho de guerra” latente que pode ser inflamado a todo o momento. Numa busca rápida à nossa História, encontramos o maior período de Paz na Europa (designado por “Longa Paz”) no tempo decorrido entre o fim da Segunda Guerra Mundial (1945) até à invasão da Ucrânia pela Rússia de Putin, iniciada com a anexação da Crimeia em 2014 (não considerando a guerra interna da Jugoslávia em 1990, exactamente por ser interna), encerrando o período de paz que durou cerca de sete décadas. No reconhecimento da Paz que mantivemos durante tanto tempo, em 2012 a União Europeia recebeu o Prémio Nobel da P...

116.º ANIVERSÁRIO DO 5 DE OUTUBRO – VIVA A REÚBLICA!

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116.º ANIVERSÁRIO DO 5 DE OUTUBRO – VIVA A REÚBLICA! A Revolução de 1820, o 5 de Outubro de 1910 e o 25 de Abril são os marcos históricos da liberdade, em Portugal. Foram momentos que nos redimiram da monarquia absoluta e da dinastia de Bragança; são as datas que honram e dão alento para encarar o futuro e fazer acreditar na determinação e patriotismo dos portugueses. Comemorar a República é prestar homenagem aos cidadãos que não quiseram continuar vassalos. O 5 de Outubro de 1910 não se limitou a mudar de regime, trouxe consigo um ideário libertador que as forças conservadoras tudo fizeram para boicotar. Com a monarquia caíram os privilégios da nobreza, o imenso poderio da Igreja católica e os títulos nobiliárquicos. Ao poder hereditário e vitalício sucedeu o escrutínio do voto; aos registos paroquiais do batismo, o Registo Civil obrigatório; ao direito divino, a vontade popular; à indissolubilidade do matrimónio, o direito ao divórcio; à conivência entre o trono e o altar, a se...