O PARÁGRAFO

 Os socialistas têm uma excecional responsabilidade histórica. Pela segunda vez na sua vida, têm a possibilidade de orientar uma política nacional que resista ao despotismo tradicional da esquerda, que saiba tratar com a direita democrática, que consiga guiar a sua ação pela liberdade, que nunca perca a desigualdade social como seu primeiro inimigo. Todavia, ter a responsabilidade e a possibilidade não significa ter a vontade.

António Barreto (detentor de uma pensão vitalícia como governante e parlamentar do PS) - Público, 18.9.2021.

Comentários

Jaime Santos disse…
Ainda me lembro bem de Barreto argumentar com Jorge Lacão, nos idos da segunda maioria absoluta de Cavaco, que o PS não teria outro remédio que não coligar-se com o PCP para regressar ao poder, como então defendia o PR, Mário Soares. Claro, Guterres ignorou Soares e governou com a abstenção de Marcelo primeiro e o Orçamento Limiano a partir de 1999.

Barreto faria bem em ler a crónica do ex-companheiro de painel no 'Terça à Noite', Pacheco Pereira, ontem no Público. O PS pode bem contar com o apoio fiel do PCP, que assim dispõe de mais poder do que alguma vez teve reservando-se a uma oposição pura e dura. E a decadência do PCP é estrutural, não depende desta conjuntura particular, como bem salienta Pereira.

E depois, de que despotismo falamos? O PCP pode cair na hipocrisia de não defender para cubanos, venezuelanos e outros o que defende para portugueses porque são os seus amigos que estão no Poder em cada um desses Países, mas isso não faz dele um Partido menos democrático que Partidos que não se importam de se coligar com o Chega...

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