À margem da Cimeira da Nato
O Parlamento Europeu aprovou ontem, durante a cimeira, uma emenda em que critica a decisão de Zelenskyy de rebatizar uma unidade militar ucraniana de elite com o nome de Exército Insurgente Ucraniano (UPA), unidade nazi da Segunda Guerra que chacinou patriotas polacos, desencadeando uma disputa diplomática com a Polónia, que o apoia contra a Rússia e reincidindo na criação de anticorpos ao seu nacionalismo.
Com alegados êxitos militares, na iminência da vitória e da
capitulação da Rússia, este irritante foi um revés para Zelensky na cimeira
onde, sem pertencer à Nato nem à UE, foi uma estrela brilhante, enquanto Trump pensava
mais no Irão, na guerra que iniciou ao arrepio da Europa e dos membros da Nato,
guerra de que não consegue sair vitorioso.
A decisão do Parlamento Europeu belisca a aura de referência democrática e herói do Ocidente laboriosamente construída pelos seus aliados e patrocinadores, nomeadamente pelas senhoras Von der Leyen e Kaja Kallas que sentem particular sedução pelo herói.

Comentários
"Quando o regime da NATO intensificou os ataques terroristas contra a Rússia no início deste ano, assassinando civis com ataques de longo alcance, Moscovo vingou-se com um avanço determinado no campo de batalha. Os sinais são de que a Rússia vai agora não só tomar o Donbass completamente, mas também garantir que o regime em Kiev seja erradicado. Trata-se de um golpe no núcleo do eixo EUA-NATO.
A queda de Konstantinovka para as forças russas é um bom momento. Os instigadores da NATO estão a provar frutos amargos no momento em que se reúnem em Ancara."