Luís Montenegro e a sua esquizofrenia futebolística
Luís Montenegro e a sua esquizofrenia futebolística
O País já esqueceu os três Secretários de Estado coagidos a
deixar o 1.º Governo de António Costa por aceitarem o convite da Galp para
assistirem a um jogo de futebol da Seleção Nacional, constituídos arguidos por receberem
benefícios indevidos.
Não é ético que políticos aceitem favores de uma Empresa ou
instituição, ainda que sem especial gravidade ou dolo. Nesse jogo foi o fervor futebolístico
que os levou a aceitar o convite da Galp, entre eles Luís Montenegro, ora PM, e
Hugo Soares, líder parlamentar do PDSD, então deputados.
Passou despercebido o facto de Luís Montenegro, já com a
acusação em julgamento, ter passado um cheque martelado à Galp, com data anterior,
antes de absolvido da aceitação da viagem de avião, bilhete de futebol, jantar
e dormida, para poder aplaudir a Seleção Nacional de Futebol, empolgado com o
jogo em Sevilha. Que Portugal perdeu!
O caso de Montenegro é patológico, não falha um jogo lá fora,
não o demove a aceitação sistemática de favores da FIFA cuja ética é ainda mais
suspeita do que a sua.
Com o País a arder, metódica e eficientemente, o Luís
reincide em ausentar-se do País, indiferente às Jornadas Parlamentares do PSD, fuga
que se compreende para não aturar os deputados do seu partido.
Tal como em Sevilha, os supersticiosos da oposição, supersticiosos
e fanáticos da bola há-os em todos os partidos, hão de atribuir ao Luís o
efeito pernicioso da sua presença.
De qualquer modo, a Pátria está hoje em Dallas a prestar
homenagem ao Ronaldo, numa devoção beata e esquizofrenia futebolística enquanto
o País arde, as contas do Estado se deterioram, os exames se encontram num caos
e a vida dos portugueses se complica.
O luís troca o retiro espiritual da bancada do seu partido
pela peregrinação a Dallas.
O regresso a Fátima e ao Futebol é o Fado de um país que se esquece de si próprio nos jogos de futebol onde entra sempre em euforia e sai frequentemente em depressão.

Comentários