Da série: Deixam o Luís trabalhar
O Luís, agora que a precoce eliminação de Portugal o privou
de outras três deslocações ao futebol, à falta de concertos musicais e
festivais, vai ter de admitir que o seu Governo não é o que pintou na AR durante
o debate do Estado da Nação.
Não se nega ao tribuno o brilho parlamentar, mas é da
governação para lamentar que se lhe exigem explicações. E talvez tenha de
admitir que estava a exagerar quando garantiu que “Portugal faz corar de inveja
qualquer economia europeia”.
Neste momento, com um governo de que os ministros só saem
por exigência própria, se admitirem que não têm competência para o cargo, como
fez a anterior titular do MAI, o Luís pode pensar que as ministras do Trabalho
e da Saúde cumprem o que espera delas, embora falhem rotundamente no que o País
exige, mas não pode manter ministros cujo desempenho desagrade a todos os
partidos.
Quando os portugueses ouviam falar de reformas estruturais
assustavam-se, depois do que se passou com os direitos laborais e os exames, passarão
a entrar em pânico.
O silêncio é de ouro, mas, neste momento, o silêncio do Luís
faz um ruido ensurdecedor e o amigo e cúmplice de longa data, Miguel Pinto Luz,
o que privatizou a TAP durante a noite, já com o governo de Passos Coelho em
gestão, é agora o seu maior embaraço.
O luís não pode alegar que ignorava os negócios da Câmara de
Cascais, eram públicos e já estavam em apreciação da PGR quando o atual titular
ainda estava a gozar a reforma.
Agora, resta ao Luís decidir se pede aos ministros que apresentem a demissão ou se vai ser ele próprio a demiti-los, com risco de ser obrigado a acompanhá-los na enxurrada.

Comentários
O Luz ainda tem muito trabalho pela frente: privatizar a TAP, modernizar os comboios que vão funcionar nas linhas que o Luís quer privatizar, ainda tem a habitação para arrasar.
Depois disto, o Luz vai à sua vidinha em direcção, quem sabe, de um lugar na administração destas empresas que receberam a carninha boa do Estado... é o comum nesta choldra, onde a maioria diz que estamos a ser mal governados, mas que o governo deve ir até ao fim... masoquismo de um pobre povo e incompetência de uma oposição frouxa...