Mensagens
As eleições nos EUA
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Carlos Esperança
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A maior conclusão que podemos tirar dos resultados é que a democracia é mal-amada, não apenas nos EUA, mas em todo o mundo. Parece que os eleitores estão dispostos a aplaudir quem os liberte do incómodo das escolhas, dessa chatice das eleições. Trump e Elon Musk asseguraram a vitória da extrema-direita contra a democracia, da xenofobia contra o multiculturalismo, da misoginia contra a igualdade de género, da homofobia contra a autodeterminação sexual, da boçalidade contra a urbanidade. Trump não deixou de ser mitómano, psicopata e boçal, mas ganhou legitimidade com a democracia, o único sistema que permite hoje ao fascismo atingir o poder sem golpes de Estado. Não deixou de ser um marginal condenado, mas agora sufragado pelo voto. Ele não ganhou só a Casa Branca, ganhou a carta branca no Senado, no Congresso e no Supremo Tribunal. Já pode voltar a contratar o sinistro Steve Banon, que indultou, para o devolver à Europa a promover o fascismo e para ser seu conselheiro na governaçã...
A tragédia valenciana
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Carlos Esperança
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A dimensão da tragédia devia exigir solidariedade com as vítimas e apoio ao regresso à normalidade com a contenção dos comentadores, e aqui, no país vizinho, usaram a calamidade para a propaganda partidária autóctone. Foram indignos os ataques a que o partidarismo levou Marques Mendes, Paulo Portas e outros mediáticos comentadores que abriram hostilidades ainda antes dos deputados do PSD e IL se atirarem a Pedro Sanchéz como gatos a bofes. Depois vieram os deputados em Lisboa e Bruxelas a repetir o discurso de Rangel em Madrid na campanha eleitoral do PP. Sebastião Bugalho, o comentador que o PSD disputou ao Chega para liderar os seus deputados europeus, foi a vedeta. Na sede de vingança contra o PS foram os mais implacáveis nos ataques a Sanchéz e os mais levianos a ignorar as responsabilidades do governo autónomo de Valência. Nem o facto de ser um governo igual ao dos Açores e Madeira, PP/VOX, (equivalente a PSD / Chega) os tornou cautos. Na militância esqueceram que o Governo ...
USA
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Carlos Esperança
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Lei de Murphy: “Tudo o que podia correr mal, correu mal, no pior momento possível” – consummatum est. Grandes vitoriosos – extrema-direita; China; Israel – Trump; Benjamin Netanyahu; Viktor Orbán Grandes derrotados – União Europeia; ecologia; democracia - Ursula von der Leyen; Mark Rutte ; Zelensky.
El País
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Carlos Esperança
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Perante o miserável aproveitamento da direita portuguesa para atacar o Governo do PSOE, em Espanha, é importante ler o artigo do El País. Marques Mendes, Paulo Potas e Sebastião Bugalho fizeram jus ao comportamento da direita nos fogos de Pedrógão e cedo se esqueceram dos fogos da Madeira em que o presidente do Governo Regional não pediu o apoio da República. Não se pode comparar a dimensão da tragédia da comunidade valenciana com as referidas, mas a desfaçatez da direita é tradicional. Nunca deixa de usar os cadáveres para o combate político.
As eleições nos Estados Unidos da América
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Carlos Esperança
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Admiro a Constituição dos Estados Unidos, mas quase tudo me desagrada na sociedade americana. Discordo do seu sistema eleitoral, da legislação penal, do sistema prisional, da organização judicial e da impiedade com que trata os mais pobres. Dito isto, pelas implicações que os resultados eleitorais terão na Europa, é evidente que desejo a vitória de Kamala Harris, ainda que nenhum candidato me entusiasme. Está em causa a escolha entre democracia e ditadura, entre um módico de previsibilidade e o aventureirismo, entre uma americana normal e um caso patológico no comportamento, na ética e no civismo.
O PS visto de fora
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Carlos Esperança
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A atual liderança merecia melhor… 1 – Não merecia o autarca do município de Loures a querer substituir-se aos Tribunais e a defender posições da extrema-direita. Juntar-se ao PSD/CDS no apoio à proposta do Chega, para expulsar das habitações sociais as famílias dos criminosos é uma vergonha. A companhia do PSD e Chega devia envergonhá-lo tanto como o populismo. 2 – Não merecia um deputado capaz de se unir ao Chega e IL na condenação de António Guterres, pela visita à Rússia. O sec.-geral da ONU é líder da instituição à escala global e uma referência ética mundial na defesa da paz e do direito internacional. Sérgio Sousa Pinto é apenas um político videirinho capaz de se aliar à extrema-direita para o denegrir. 3 – Não merecia dirigentes que debilitam a sua ação política e obrigam a cedências ao PSD que comprometem a oposição necessária à defesa da alternância democrática. E, finalmente, não merecia, ninguém merece, um PR aventureiro e pusilânime, agora refém do PSD e incapaz de ...
Associação 25 de Abril
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Carlos Esperança
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Notícias da A25A Abraço de Abril ao Camilo Mortágua Caros associados É com profundo pesar que vos comunicamos o falecimento do nosso sócio Camilo Tavares Mortágua. Enorme lutador contra o regime fascista de Salazar e Caetano, Camilo Mortágua integrou a Luar e participou nas principais acções que esta organização desenvolveu contra esse regime que, durante 48 anos, reprimiu o povo português. Ficaram célebres e causaram mossa na ditadura o desvio do paquete Santa Maria, o desvio de um avião da TAP e o assalto ao Banco de Portugal, na Figueira da Foz. Foram também essas acções que ajudaram a criar as condições que permitiram ao MFA a acção libertadora do 25 de Abril. Depois dessa madrugada libertadora, Camilo Mortágua manter-se-ia, coerentemente, um irredutível lutador pela Liberdade, nunca regateando esforços para que o 25 de Abril se consolidasse na sociedade portuguesa. Aos seus familiares, nomeadamente à Inês, sua esposa, e às filhas Mariana e Joana...
Camilo Mortágua faleceu
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Carlos Esperança
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Faleceu o último herói romântico dos tempos da ditadura. Camilo Mortágua foi uma notável figura da resistência antifascista. Na sua morte curvo-me respeitoso perante a sua memória, agradeço-lhe a coragem na luta pela liberdade e apresento pêsames às suas filhas e numerosos amigos. A foto, amável oferta de Helena Pato, permitiu-me recordar o dia 25 de Abril em Mira, onde me desloquei em representação da A25A, na companhia de destacadas figuras da resistência. Camilo Mortágua é o da direita.
O terramoto de 1755 – 1 de novembro
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Carlos Esperança
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O terramoto de 1755 – 1 de novembro No Dia de Todos os Santos, Lisboa perdeu quase um terço da população. Com as casas, ruíram as igrejas e o fogo consumiu grande parte do seu património. Foi difícil aos padres explicar a ira do seu Deus e sustentar que os suspeitos do costume eram os responsáveis do mau feitio divino contra a capital de um país devoto. Até aí a ira de Deus era a única explicação para catástrofes, tão natural como as causas da raiva serem os pecados, os judeus e o défice de orações. A comoção espalhou-se pela Europa, Voltaire ridicularizou a teodiceia de Leibniz e a fé deu lugar à ciência, enquanto o Marquês de Pombal mandou enterrar os mortos e cuidar dos vivos. A tragédia influenciou numerosos pensadores e impulsionou o Iluminismo. Um ano depois tinham-se apagado os vestígios da catástrofe e os primeiros edifícios, a nível mundial, construídos com proteção antissísmica, nasceram na Baixa Pombalina. Fez hoje 269 anos.
Divagando 13 – OE/2025 – #montenegronaomarcelonunca
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Carlos Esperança
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O primeiro Orçamento do Estado do cavaquismo com sotaque do Norte é o da direita liberal, ansiosa de confiscar o aparelho de Estado para desmantelar o estado social. O OE/2025 está antecipadamente aprovado pela abstenção do PS e a discussão é apenas um ritual para a aprovação final ou o pretexto para o PSD provocar as eleições para que se preparou com a folga orçamental herdada e gasta na pacificação da função pública. A resolução dos problemas da saúde e ensino, em noventa dias, fracassou e não pararam de agravar-se, apenas a perceção melhorou e a contestação esmoreceu. Com a segurança a perigar nas ruas, nas plataformas digitais, nas cadeias e nos edifícios do MAI, onde os computadores estão à mercê de um qualquer larápio, a perceção é que está tudo muito melhor com a chegada deste governo, enquanto a realidade se agrava. A geometria eleitoral garante a longevidade do PSD no poder, com ou sem o Chega, em novas eleições. O risco do PSD/Madeira, aliado do Chega, tal como o dos Açores, ...
Efeméride – 30 de outubro de 1975 (Assinalo a efeméride com um texto atualizado)
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Carlos Esperança
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Há 49 anos, o maior genocida da península Ibérica determinou que Juan Carlos passasse a ser o chefe de Estado interino de Espanha, sob o pseudónimo de príncipe. O ditador não se limitou, durante décadas, a eliminar centenas de milhares de espanhóis em campos de concentração, execuções extrajudiciais ou na prisão, escolheu a natureza do regime e a pessoa a quem endossaria a chefia do Estado. Num país onde a coragem de enfrentar o ditador nunca morreu, a violência da repressão garantiu ao ditador a morte confortada com os sacramentos e a bênção do clero que foi seu cúmplice. A ditadura clerical-fascista terminou com Franco, mas o novo regime nasceu do poder conquistado e mantido pela violência. Juan Carlos foi educado no fascismo e destinado a perpetuá-lo. O que o grotesco general não previu foi a obsolescência das ditaduras e os ventos da democracia que varreram regimes militares, e democratizaram a Europa. A monarquia espanhola é herança do franquismo, a anomalia que se manteve pelo me...