Notas Soltas

Notas Soltas    

UE – Von der Leyen avisou que a UE precisará de mais 66 mil milhões de euros por ano ou terá de cortar 40% do orçamento. Só esclarecendo o destino de tão vultuoso aumento de despesas é possível mobilizar os cidadãos para tamanho sacrifício. 

EUA – O 250.º aniversário da Independência mereceu a saudação dos democratas e uma veemente homenagem à Constituição e aos pais fundadores do grande país, mas o PR de turno delapidou a herança e traiu-a, fazendo sentir vergonha dele e do país.

Islândia – A votação contra a adesão à UE, apesar da ameaça da anexação pelos EUA, indicia uma recusa da atual política comunitária e da sua obsessão belicista, que impede a atratividade para novas adesões fora do espaço da russofobia.

Salazar – A Universidade Federal do Rio de Janeiro retirou o título de doutor honoris causa ao ditador, atitude simbólica e de assepsia em democracia. Em Coimbra, Salazar e Franco mantêm os títulos na Universidade laica que cultua a Imaculada Conceição.

MAI – A manutenção do ministro pelo PM é a melhor forma de não se falar do desastre dos exames, da ruína do SNS, da tentativa de privatizar a Segurança Social e do desastre deste Governo cujo ativo mais tóxico, na ética e na governação, é o PM.

Chega – Que o 4.º Pastorinho se esganice a pedir a cabeça do MAI, tem argumentos e percebe-se, mas que se cale com o gravíssimo caso do assalto ao seu próprio gabinete na AR, torna demasiado suspeito o seu silêncio e despudorada a amnésia.

Trump – O mais poderoso país do mundo disputou eleições entre um ancião gravemente doente, tarde trocado por uma mulher decente, e outro gravemente demenciado. Coube a este ser o coveiro do império, desestabilizador do mundo e destrutor das democracias.

Espanha – A crise migratória que explodiu em Ceuta, a que não são alheias as posições da sua política externa, teve a cumplicidade de Israel e EUA e a falta de solidariedade a que os países da UE eram legalmente obrigados. Portugal e Itália culparam Sanchéz!

Tibete – A colossal tragédia da derrocada de um glaciar, a que alterações climáticas não foram alheias, deixou um rasto de morte e destruição. A UE enviou dois milhões de €€ de ajuda humanitária, verba tão exígua e irrisória que a torna obscena e nos envergonha.

Médio Oriente – A insânia da política dos EUA destruiu países, a confiança no Ocidente e o respeito e atratividade da democracia. A vitória da China e das teocracias islâmicas e a perda da hegemonia ocidental são o resultado cujos efeitos colaterais arrastaram a UE.

Impeachment – Neste estrangeirismo está plasmado o destino de Donald Trump após as eleições intercalares dos EUA, no próximo dia 3 de novembro, seguidas de julgamento e eventual prisão de Trump, demasiado tarde para evitar o rápido declínio do Ocidente.

OCX – A reunião da Organização de Cooperação de Xangai em Bishkek, Quirguistão, foi o palco onde se desenhou o plano de hegemonia da China com submissão da Rússia e se iniciou o processo de substituição da liderança dos EUA.

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