Notas Soltas
Notas Soltas
Gronelândia – Foi aprofundada a tutela dos EUA
no protetorado. A defesa da Rússia é a desculpa da Dinamarca na transferência
de soberania para os EUA, negociada à margem da UE como é habitual com Trump. A
extorsão foi o método em que é reincidente.
UE – A parceria económica do Canadá é útil,
mas o insólito convite de Von der Leyen para membro associado é uma deriva
autoritária e ilegal da presidente da CE, como se a UE fosse um clube de países
de qualquer Continente. Seria uma boa sec.-geral da Nato!
Pavlo Sadokha – A AR propôs um voto de pesar
pela morte do líder da Associação dos Ucranianos. O PCP votou contra, pois
Pavlo pediu a sua ilegalização em Portugal. E o xenófobo Chega, pasme-se, associou-se
pesaroso ao voto pela morte de um estrangeiro.
Impostos – A AD é contra a redução do IVA
porque beneficia igualmente ricos e pobres, mas defende a baixa do IRS que exclui
os últimos. É, aliás, a lógica da redução do IRC e da prossecução da política
neoliberal dos partidos da AD com denominações erradas.
Governo – Com o PR em hibernação, o PS receoso
de eleições e o Chega a corroer-lhe o eleitorado, o PM insiste na agenda
neoliberal. Só é impotente para impedir o regresso de Passos Coelho, capaz de
fazer pior e mais depressa com a ajuda do Chega e IL.
China – Enquanto o mundo se arruína em guerras
e as democracias se desacreditam, é o único país que beneficia, se torna
confiável e disputa a liderança aos EUA. É irónico ver o país comunista a
defender o comércio livre, as regras e as instituições internacionais!
EUA – A liderança de Trump pode terminar a
meio do mandato, mas, depois de trair os aliados, apoiar a extrema-direita e debilitar
a UE, perdeu o domínio do Médio Oriente, dividiu o RU, fragilizou Israel e
acelerou o ocaso da hegemonia mundial do seu país.
Droga – O Governo está a preparar uma
alteração legislativa para penalizar a venda de droga falsa, a pedido do edil de
Lisboa. Moedas não admite a venda de drogas que não sejam puríssimas e não tolera
que lhe enganem os eleitores. Quer o monopólio para si!
OE/2027 – Depois de dissipadas a folga
orçamental e cativações do Governo de Costa e do incremento eleitoralista da
despesa pública, em conjuntura favorável, será difícil, em conjuntura adversa,
fazer aprovar o próximo Orçamento com o governo desacreditado.
Alemanha – As eleições de ontem foram um desastre
para a CDU, com as vitórias do partido nazi e de outro de extrema-esquerda, em
que foi decisiva a oposição ao fim do gás russo, ao rearmamento e gastos na guerra
na Ucrânia, objetivos comuns a ambos.
U E – A derrota brutal da CDU alemã humilhou o
chanceler Merz, e condenou a política em relação à Ucrânia, sendo uma péssima
notícia para Zelesky e um prémio para Putin. Não foi só o fracasso de Merz, foi
um revés para Ursula Von der Leyen e Zelensky.
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