XXXII CONGRESSO DO CDS-PP

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No último fim de semana, apesar da forte concorrência do futebol e da ansiedade sobre o destino profissional de José Mourinho, os média deram larga audiência ao clube que substituiu o defunto partido de Freitas do Amaral e Adelino Amaro da Costa.

Não tiveram igual destaque os partidos que elegeram deputados sozinhos, mas nenhum deles teve no Governo o Comandante Supremo das Forças Armadas de terra, mar e ar, com 5,7 mil milhões de €€ que o PM pediu emprestados por ordem da Nato, para gastar.

Aquilo foi a assembleia geral de um clube de bairro, muleta do PSD, com Nuno Melo a provar que as espécies degeneram e que o seu Amaro da Costa é hoje o falhado pegador de bezerrinhos, Paulo Núncio, defensor da moral e dos bons costumes.

Queixaram-se alguns sócios da falta de autonomia da agremiação, como se sobrevivesse fora do ventre da AD, e ouviu-se Nuno Melo a dizer que não teme ir a eleições sozinho, sabendo que o clube regressa à defunção se se atrever. Outro sócio propôs a fusão com o PSD e outro ainda se queixou de dois partidos [IL e Chega] que lhe ocuparam o espaço.

O programa do clube é, de facto, tão reacionário que consegue dar novo significado ao «C», desistindo do «D» de Democrático e do «S» de Social. O «C» de Centro, é agora a equidistância entre Javier Milei e Donald Trump.

A sanha contra o aborto pareceu uma atitude de pânico dos diretores do clube perante o improvável efeito retroativo. Em termos ideológicos, o CDS foi o herdeiro do Papa Pio IX, profundamente reacionário, apenas sem alvará para excomungar adversários.

Como prova da degenerescência das espécies, Nuno Melo é hoje o líder e Paulo Núncio, pegador de bezerrinhos, o ideólogo. Para evitar as gafes, para não tartamudear no nome de organizações a que Portugal pertence, Melo nomeou porta-voz do clube o piedoso João de Almeida. Faltou lá a D. Cristas que, em ano de seca, pediu aos portugueses para rezarem a pedir chuva, talvez porque esse ano continuou seco.

Com a Pátria indiferente, o repetente presidente do CDS, empolgado, disse que «a marca do CDS está na Defesa Nacional e na revolução que estamos a fazer» [sic], a sonhar com a fábrica de drones com que invadirá Olivença, drones autografados por ele próprio, Nuno Melo, com a bandeira das 7 quinas.


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