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Marques Mendes ensandeceu?

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Marques Mendes acusa Governo de querer controlar a PJ . Já várias vezes me referi em termos lisonjeiros a Marques Mendes. Tenho consideração pessoal e respeito político por ele mas isso não me impede de censurar a desorientação que o acometeu, vítima das pressões de radicais do PSD e dos conhecidos adversários – Marcelo, Manuela Ferreira Leite, Medina Carreira e Luís Filipe Meneses. A acusação ao PS e a José Sócrates é injusta, caluniosa e com insinuações insolentes. A afirmação de que o Governo estaria «incomodado com a investigação ao crime, ou a certos crimes» é de uma baixeza moral indigna do líder do maior partido da oposição. Quem esteve no Governo com Celeste Cardona, que impôs como director da PJ Adelino Salvado, devia ter algum pudor ao lembrar-se do comportamento do PSD para com a PJ e da forma como foram afastados dois distintos investigadores do Porto do processo «Apito Dourado».

Viva a Constituição de 1976

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Comemoram-se hoje três décadas do Estado de Direito. Não sei se há comemorações condignas mas a Constituição da República Portuguesa faz hoje 30 anos. Nasceu da síntese do patriotismo dos militares de Abril e da sabedoria dos constituintes. Ao longo do tempo sofreu alterações que os deputados, livremente eleitos, entenderam introduzir-lhe ou que as circunstâncias e os compromissos internacionais impuseram. No essencial, a CRP de 1976 permanece como marco indelével da nossa cidadania. Para trás ficou meio século de ditadura e o período turbulento e exaltante que precedeu a lei fundamental que hoje nos rege. O texto que 250 deputados aprovaram no dia 2 de Abril de 1976 é o segundo texto fundamental baseado em princípios republicanos e no respeito pelos direitos dos cidadãos, produzido no século XX. O outro foi de 1911. Com a Constituição de 1976 enterrou-se a memória do 28 de Maio de 1926 e caducou a Constituição de 1933, instrumento legal que eternizou uma das mais longevas e sinistras ...

Eles merecem?

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(Clique na imagem para aumentar as injúrias)

Política Energética Nacional

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O Clube Agir , com a participação anunciada de: - Sá Furtado (FCTUC) - Suzana Tavares da Silva ( FDUC) - Diogo Freitas (Física Nuclear) Realizou esta noite, na Casa da Cultura de Coimbra, um debate sobre política energética. Perante a progressiva escassez e custo exorbitante de combustíveis fósseis e a pouca eficácia das energias alternativas, ficou a ideia do futuro negro que se avizinha. A energia nuclear, cuja segurança se prevê que possa aumentar consideravelmente, pode ser a alternativa inevitável mas, apenas, no que diz respeito à produção de electricidade. Enquanto gastamos os recursos das gerações vindouras, aproveitamos para lhes deixar problemas que não sabemos resolver. A bomba demográfica, que vários preconceitos têm agravado, é um motivo acrescido para uma situação que é um risco em vias de se transformar numa tragédia mundial.

Notas soltas: Março/2006

Co-incineração – Apesar dos medos semeados, vai avançar e ajudar a solucionar o problema dos lixos e resíduos industriais perigosos que, irresponsável e levianamente, os últimos Governos deixaram agravar. Guantánamo – O clamor de militantes dos direitos humanos tornou insustentável a prisão onde Bush aboliu as normas do direito internacional e os princípios elementares da civilização. Alcorão – Face aos desvarios do islão, urge lembrar os direitos humanos e a condição da mulher, que os islamitas desprezam, bem como os direitos de que gozam na Europa e cuja reciprocidade negam nos países de origem. Cavaco Silva – O sucessor de Jorge Sampaio, ao jurar a Constituição, tornou-se o garante dos direitos, liberdades e garantias nela consagrados. Espera-se um presidente à altura dos seus antecessores recentes. Mário Soares – Censurado por ter assistido à posse do novo PR e ao discurso, desistindo da sessão de cumprimentos, por falha do protocolo, não ocorreu aos críticos que Cavaco Silva,...

Assembleia da República – Parabéns PS e BE

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PS impõe paridade na política só com o apoio do Bloco A aprovação do projecto de lei da paridade que impõe 1/3 de deputados como mínimo para cada um dos sexos, é uma novidade que vai beneficiar a Assembleia da República. O diploma não discrimina qualquer dos sexos. Impede até que as mulheres confisquem o Parlamento em seu proveito, obrigando a que, pelo menos 33,333% sejam homens. É um sinal de modernidade e um ar de frescura que – estou certo –, vai contribuir para que a política atraia mais e melhores pessoas e se acentue a dedicação à República. Não é crime ter votado contra, mas é uma nódoa que alguns partidos deixaram cair. Às vezes só a força da lei consegue romper hábitos ancestrais e pôr fim à discriminação que persistiu ao longo dos séculos. Era o caso. Uma sociedade que discrimina um dos sexos é uma sociedade injusta. O apoio de figuras como Helena Roseta, Inês Pedrosa, Isabel do Carmo, Júlio Machado Vaz, Leonor Xavier, Maria Antónia Fiadeiro, Maria Teresa Horta, Miguel Vale ...

Dois exemplos de verdadeira cidadania

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Sob o título em epígrafe, Mário Nunes, vereador da Cultura, informa os leitores, através do « Diário as Beiras », de duas acções de cidadania que presenciou («presenciámos» - plural majestático usado) da janela do andar onde mora. «Estávamos na janela do andar em que moramos» - descreve. «Um médico, nosso conhecido, passeava como é habitual, com o seu cão (Dálmata) pela trela. O animal entrou na relva lateral à rua e fez as suas necessidades fisiológicas. O dono, que vinha prevenido com um saco de plástico (costume que deve ser rotineiro), retirou-o do bolso e recolheu os dejectos. Continuou o seu caminho. No rés-do-chão do prédio reside um arquitecto. Com dois sacos de lixo para o contentor, ao sair de casa deparou com diversos sacos de plástico e jornais a conspurcar o ambiente. Sem hesitações, recolheu aquele material avulso que alguém, anti-cidadania, atirara para a rua, carreando-o para o contentor. Era domingo e o sol convidava a passear, a frequentar um jardim, a olhar o Mondego...

A ONU e o Irão

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Teerão tem trinta dias para suspender enriquecimento de urânio Irão desafia Conselho de Segurança da ONU «Não vamos, de certeza absoluta, voltar a suspender o enriquecimento de urânio.» O desafio do embaixador iraniano na Agência Internacional de Energia Atómica, é a resposta oficial de Teerão ao prazo de 30 dias dado na última quarta-feira, à noite, pelo Conselho de Segurança da ONU, para o Irão suspender as actividades nucleares. Por ora não será fácil obter o consenso da Rússia e da China às represálias que os outros membros do Conselho de Segurança preparam. Mas não tenhamos dúvidas de que a lei da força vai ser usada. Os países com armas nucleares não têm moral para impedir o acesso ao clube nuclear de novos países mas sobra-lhes força. Ao Irão mingua-lhe força mas sobra-lhe vontade e vê, nessa ousadia, a forma de conservar um poder anacrónico e uma ditadura teocrática. Os dados estão lançados. A guerra pode começar em breve. Avizinha-se uma nova tragédia.

Ponte Europa – 50 mil visitantes

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Ao ultrapassar, hoje, o número 50.000, agradecemos o interesse e solidariedade de amigos e adversários que nos têm acompanhado neste desafio estimulante na blogosfera.

Espaço dos leitores

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( Toulouse-Lautrec, Henri de)

Paris – Manifestação grandiosa e violenta

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(Foto Diário de Notícias) A manifestação começou de peito aberto e terminou com violência cerrada. Entre a vontade dos sindicalistas e dos estudantes e o instinto destruidor dos vândalos, venceram os últimos.

Ribeiro e Castro veio a Portugal

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O líder do CDS apelou ao veto do Presidente da República à nova Lei da Nacionalidade – lei aprovada pelo PS, PSD e PCP –, sem votos contra, nem do CDS. Faltando ao líder quem o apoie no seu próprio partido, e sobrando quem o critique, vira-se para Belém à espera de um milagre. Quis alinhar a posição por Paulo Portas ou pretendeu, simplesmente, mostrar que veio a Portugal? É desolador presidir à comissão liquidatária de um partido que se dissolve.

Vasco Graça Moura

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(VGM fotografado por Zédalmeida ) Sob o título « As bolas de sabão » Vasco Graça Moura (VGM) faz hoje, no DN, uma viagem pela pintura, num exercício de erudição que lhe assenta bem. Termina a borrar a pintura, como é hábito de um inveterado devoto do PSD, em crise de orfandade por um líder a que faça o panegírico. O homem é assim, tão louvaminhas do seu partido e caceteiro com o partido que estiver no poder, se não for o seu. Termina com fino recorte literário, ausência de rigor e superior indigência crítica, assim: «Estão a ser alegremente lançadas para o ar, não às dúzias e dúzias, mas às grosas e grosas, essas bolhinhas governamentais, transparentes e vazias, "claras, inúteis e passageiras", como dizia o Caeiro, que "são translucidamente uma filosofia toda".O Governo aprendeu a fazer bolas de sabão». VGM aprendeu a fazer bolas, a partir do nariz, com o indicador e o polegar. É o destino do almocreve de serviço em períodos maus. VGM aprendeu a fazer dessas bolas ...

Portugal – uma manta de retalhos

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Sob o título « Marcelo e Ferreira Leite pelo referendo », o Diário de Notícias, de hoje, pág. 6, (sítio indisponível) informa o seguinte: Marcelo (MRS) defendeu em Braga que «o Governo deve avançar com novo referendo sobre a regionalização porque “não tem lógica que se espere por 2010 para perguntar aos portugueses por um modelo de regionalização que começa agora ”». E que «Também Manuela Ferreira Leite (MFL) se manifestou já favorável à possibilidade de realização de um novo referendo. Na segunda-feira, no programa Falar Claro, da Rádio Renascença, a ex-ministra das Finanças de Durão Barroso considerou também que “ lançar uma divisão regional que não foi referendada é pôr o carro à frente dos bois” ». Não se trata apenas da opinião coincidente de dois adversários de Marques Mendes e da Regionalização. É a voz de dois conselheiros de Estado que, se não fosse a consideração que o PR merece, havíamos de julgar emitida a rogo. A tentativa de pôr em causa o esforço actual de descentraliza...

Política Energética Nacional - Debate (Clube Agir)

Participe no debate sobre Política energética nacional. Entrada livre. 31 de Março de 2006 - 21h00 Casa da Cultura (Rua Pedro Monteiro) - Coimbra (Sala Ferrer Correia) "Política energética nacional" Prof. Doutor Sá Furtado (FCTUC) Dr.ª Suzana Tavares da Silva (Assistente da FDUC e Doutoranda em Direito Administrativo) Dr. Diogo Freitas (Doutorando em Física Nuclear) Eng. Lobo Gonçalves (Administrador Executivo da Enernova - Grupo EDP) Organização: Clube Agir

A libertação de Abdul Rahman

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( Mulheres com Chador - Kabul 99, de Farouq Faried ) Regresso ao caso de, Abdul Rahman convertido ao cristianismo. O Supremo Tribunal afegão decidiu suspender o processo que inevitavelmente o condenaria à morte, por alegada «incapacidade mental» e libertou-o . A decisão é jubilosa, os pressupostos execráveis. As pressões internacionais desempenharam um papel relevante, mas os depoimentos dos familiares, «ele não tem todas as capacidades mentais», «é louco» e «diz ouvir vozes estranhas na cabeça», foram o alibi para libertar um cidadão que optou por uma religião diferente daquela em que foi criado. Provavelmente se tivesse optado pela indiferença religiosa ou pelo ateísmo, decisões igualmente legítimas, não teria sido considerado louco, condição sine qua non para manter ligada a cabeça ao tronco, porque a solidariedade internacional seria mais frouxa e as pressões menos intensas. Não podemos esquecer o silêncio e cobardia de vários Governos de países democráticos em relação à fatwa co...

Nem tudo são rosas

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Apesar do ímpeto reformador do actual Governo, da luta contra a burocracia que, pela primeira vez, dá passos de gigante e da agenda que não tropeçou no calendário eleitoral, nem tudo é favorável a Sócrates. Manuela Ferreira Leite elogiou a actuação do Governo no programa semanal «Falar Claro», na Rádio Renascença. Aliás, a quase unanimidade dos louvores que tem merecido, da parte da Direita, é razão para reflectir no que possa ter feito menos bem. Quando os adversários nos elogiam devemos perguntar-nos onde errámos.

Teatro da Cerca de São Bernardo: o ponto da situação

Teatro da Cerca de São Bernardo: O PONTO DA SITUAÇÃO A concepção e a construção do Teatro da Cerca de São Bernardo foram financiadas a partir de um protocolo assinado em 1999 entre a Câmara Municipal de Coimbra, o Ministério da Cultura e o ex-Ministério do Equipamento, do Planeamento e da Administração do Território. Cada uma das partes assegurou o pagamento de um terço dos custos da obra, cujos objectivos eram claros: “assegurar a criação de instalações adequadas para A Escola da Noite”. O processo de construção arrastou-se incompreensivelmente ao longo destes últimos sete anos, com atrasos e adiamentos sucessivos na data prevista para a sua abertura ao público: - Janeiro de 2002 (prevista no Protocolo de 1999); - meados de 2003 (anunciada por Carlos Encarnação em Outubro de 2002, por ocasião da inauguração da Oficina Municipal do Teatro); - Março de 2004 (anunciada em Junho de 2003, quando se iniciam, finalmente, as obras de construçã...

Silêncios que comprometem

Sob o título em epígrafe escreveu Vital Moreira, no «Causa Nossa», com a sagacidade e sentido de oportunidade que se lhe conhece: «Que conste, ainda não se conhece a opinião do presidente do PSD sobre a decisão do PSD regional da Madeira de não celebrar este ano o 25 de Abril, substituindo as comemorações por uma "tolerância de ponto" no dia... 24! Há silêncios que comprometem».

Coimbra e o Mondego

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O Mondego, o rio Mondego, que devia ser o elo de ligação entre as duas margens, foi sempre um obstáculo a separá-las, um acidente a dividir a cidade. Agora, o rio leva as esplanadas da margem , num gesto de azedume por uma cidade que o maltrata. Não sei se são as esplanadas que o rio arrasta ou se é Coimbra que se dissolve nas águas para não morrer de vergonha em terra. Depois das cicatrizes do fogo faltavam as mazelas da água. «O vento cala a desgraça». Nota: Imagem publicada posteriormente.