Política Energética Nacional


O Clube Agir, com a participação anunciada de:

- Sá Furtado (FCTUC)

- Suzana Tavares da Silva ( FDUC)

- Diogo Freitas (Física Nuclear)

Realizou esta noite, na Casa da Cultura de Coimbra, um debate sobre política energética.

Perante a progressiva escassez e custo exorbitante de combustíveis fósseis e a pouca eficácia das energias alternativas, ficou a ideia do futuro negro que se avizinha.

A energia nuclear, cuja segurança se prevê que possa aumentar consideravelmente, pode ser a alternativa inevitável mas, apenas, no que diz respeito à produção de electricidade.

Enquanto gastamos os recursos das gerações vindouras, aproveitamos para lhes deixar problemas que não sabemos resolver.

A bomba demográfica, que vários preconceitos têm agravado, é um motivo acrescido para uma situação que é um risco em vias de se transformar numa tragédia mundial.

Comentários

Anónimo disse…
A estratégia começa a ser montada.
Vejamos:
..."Perante a progressiva escassez e custo exorbitante de combustíveis fósseis" ...
Certo! Mas é não só isso. Há também a questão ambiental (poluição, efeito estufa, níveis de monóxido, etc.);

..."e a pouca eficácia das energias alternativas"...
Precipitado! Mais do que a pouca eficácia é o pouco investimento, a pouca divulgação, a falta de sensibilzação, o defice de educação ambiental, etc.

Falta equacionar a energia hidroelectrica - com peso no nosso País - e as suas consequências ambientais...

Mas surge, rapidamente, a energia nuclear!
O objectivo "oculto" do debate! Basta dissecar o curruculo do painel de participantes. Aqui, tudo são rosas: a segurança "pode" aumentar...etc. Ninguém, pondera os custos nomeadamente os derivados do tratamento dos resíduos.
Estes, espero, não irão para Souselas? Não é?

Finalmente, "a bomba demográfica" sendo assunto rodeado de muita controversia, cujas flutuações poderão vir a perturbar as previsões de há alguns anos atrás.
Hoje, as previsões demográficas estão perturbadas com o problema da longevidade..

Bem, discutir a questão energética nacional - SIM!
Com equilíbrio, longe dos lobbys e com declarados conflitos de interesses.

e NÃO, na "sombra" do Sr. Patrick Barros! que é uma clamorosa ausência dos participantes na referido debate.
Anónimo disse…
A questão da energia a nível mundial é muito séria e levanta diversos problemas, contudo não acredito que o futuo seja tão negro como se prevê.

Gostaria de começar por comentar a questão do aumento da pouplação mundial. De facto, estamos à beira da rotura, pois em alguns pontos do planeta a população não pára de crescer exponencialmente. E se, por exemplo, os cidadãos chineses tivessem o nível de consumo idêntico ao dos portugueses, então o planeta não teria recursos suficientes para todos.

O problema principal da energia em Portugal é o desperdício excessivo da mesma. Somos um dos países que mais consome p+ara aquilo que produz. Aliás, o consumo de energia em Portugal não tem parado de crescer, enquanto que a nível económico continuamos «na mesma». As nossas indústrias são pouco eficientes, bem como os velhinhos electrodomésticos que muitos temos em casa ou como a rede de distribuição de electricidade portuguesa. E quantos de nós drmimos com a televisão ligada, ou deixamos por esquecimento as luzes acesas, ou temos por ostentação iluminações excessivas diariamente a funcionar nas nossas moradias de campo?
Para não falar nas quantidades absurdas de energia desperdiçadas pelas câmaras municipais ou pelo Estado ao colocar iluminção nocturna em locais onde a mesma não faz absolutamente falta nenhuma...
Anónimo disse…
A energia é apenas uma das esquinas do problema, que põem em causa o nosso modo de vida. A "bomba" demográfica, a finitude dos recursos, as alterações climáticas, as rupturas ambientais, as falácias do progresso contínuo, são outros lados do quebra-cabeças.
Desde há 500 anos que o homem branco e a sua civilização predadora dispõem do planeta como se fosse coisa sua. À custa da miséria geral, claro.
Mas hoje a china já ultrapassa a américa no consumo de muitas matérias-primas. Duas vezes mais carne e cereais, duas vezes mais aço e carvão.
Mantendo os valores chineses actuais, em 2030 os rendimentos per capita atingirão o nível americano. Se o consumo da china for então o que é hoje na américa o consumo chinês de papel será o dobro da produção mundial actual. A população chinesa consumirá 2/3 DA PRODUÇÃO MUNDIAL DE CEREAIS. A china consumirá 99 milhões de barris de petróleo por dia, quando hoje a produção é de 84 milhões. Nessa altura a índia terá ainda mais população que a china.
Isto significa que os velhos modos de vida planetária têm os dias contados. A economia actual não resistirá ao tsunami do oriente, e tudo terá que mudar.
Anónimo disse…
A gripe das aves vai adiar a crise demográfica e, entretanto, encher os bolsos ao Sr.Donald Rumsfeld.

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