CORREIO DO LEITOR

A pedido do autor e com a minha concordância publica-se o seguinte texto.

Elvas, O Elvas demagogia á vista.

Os comentários da oposição e afins sobre a extinção da Maternidade de Elvas são um exemplo de demagogia exacerbada e falsos nacionalismos. Pois a reestruturação dos estabelecimentos maternais em Portugal tem o objectivo de melhorar a qualidade do nascimento no nosso pais, e baseada num estudo da O.C.D.E.. Elvas (caso demagogicamente mais apetecível) saltou logo para a boca dos demagogos, dando-lhe uma pitadinha paternalista e patriótica.

A possibilidade de crianças Portuguesas nascerem em Badajós, foi a maior heresia desta tão nobre medida, esqueceram-se porem que as crianças que nascem em Elvas, muitas vezes, cedo ficam sem o Português de que mais gostam, o seu pai que ainda hoje tem que ir trabalhar para o estrangeiro longínquo.

Os digníssimos deputados que se preocupam tremendamente com o nascimento lusitano, nunca conseguiram pensar e executar politicas de desenvolvimento regional e local eficazes e instituições estatais eficientes, para quem quer ser feliz, no seu pais com a sua família não necessite emigrar. Era este o amor á pátria os portugueses queriam.

Quanto á possibilidade de as crianças nascerem no caminho entre Elvas e Portalegre ou Évora (para deixar o Movimento Pró – Nascimento - Lusitano mais descansado) é bastante mais improvável do que na tumultuosa deslocação entre alguns Concelhos das Serras dos Gerês ou do Marão e a maternidade mais próxima que deixa qualquer dos mortais com sensação de gravidez. Curiosamente sem que nenhum dos deputados tenha feito tanto barulho para a instalação de maternidades nalgum desses concelhos.

Perguntem aos Elvenses se eles se importavam de nascer em Badajós com melhor qualidade nos cuidados prestados, e que o dinheiro aplicado numa maternidade a meio gás servisse para promover o turismo e o emprego no seu concelho, com a certeza que os portugueses nascidos em Badajós sentiram-se muito mais portugueses que no mínimo mais de 50% dos espanhóis nascidos em Espanha.

Senhores deputados por favor não abusem das crenças patrióticas do povo português e do truque fácil de falar na criancinha coitadinha, para encobrir a vossa incapacidade de fazer oposição. Dignifiquem a Assembleia da República

Hugo Duarte

Hugo_duarte@ portugalmail.pt

Comentários

Anónimo disse…
O problema de nascer em Elvas ou Badajoz é de somenos importância nos dias que correm. Parece que os tempos da globalização assentaram arraiais no Min. da Saúde. Falta decretar que não existirão mais cidadãos portugueses ou espanhóis. Seremos todos cidadãos do Mundo. A mundialização ainda maior do que a globalização. Não é?
O Hospital Infanta Cristina em Badajoz prepara-se para "oferecer" (quanto custará cada parto?) as melhores condições aos previstos novos 300 partos/ano. O Hospital Infanta Cristina pela boca de Carlos Gómez (gerente del Area de Salud de Badajoz) quer tornar-se um Hospital de referência (ou de excelência como se gosta de dizer em Coimbra)não só para Elvas mas também para os 500.000 alentejanos e alentejanas.
Assim, quanto tempo "resistirão" os Hospitais de Portalegre e Évora?

Para acariciar o patriotismo, um excerto do poema "Noivado do Sepulcro" de Soares de Passos:

"Mas não tardava o derradeiro instante...
O raio ardente, que fulmina a rocha,
Também a flor que nela desabrocha,
Cresta, passando, coas etéreas lavas!
Que cena! enquanto ao longe a pátria exangue
Aos alfanges mouriscos dava o peito,
De mísero hospital num pobre leito,
Camões, tu expiravas!"

De um mísero hospital um pobre leito. Assim mesmo!
Anónimo disse…
Excelente texto nuno, vê-se logo que jamais seria teu...
Nuno Moita disse…
Caro anónimo das 11.57 PM, obrigado pelo cumprimento, pessoas como voçe são, infelizmente,o elemento maioritário da sociedade actual ou seja, cobardes e com a mania que são intelectuais e que sabem tudo.Por isso, peço-lhe que deixe de lado os coomentários infantis e comente o texto, muito obrigado.
Mano 69 disse…
«(...)esqueceram-se porem que as crianças que nascem em Elvas, muitas vezes, cedo ficam sem o Português de que mais gostam, o seu pai que ainda hoje tem que ir trabalhar para o estrangeiro longínquo.»

Claro que assim a taxa de natalidade nunca vai crescer por que sempre que nasce uma criança foge um pai…


Quanto ao resto do texto é patente que o mesmo foi escrito sob a capa da ideologia reinante e não numa perspectiva de melhoria do serviço nacional de saúde.
É que Elvas não vai só “perder” a maternidade, também vai desaparecer o regimento do exercito e o estabelecimento educativo do Ministério da Justiça.
Anónimo disse…
Nuno:
"Você", escreve-se sem cedilha...
Não é "VOÇÊ", MAS SIM "VOCÊ"

Porra, será que não consegues escrever um texto, por mais pequeno que seja, que não tenha pelo menos 1 erro!???
Nuno Moita disse…
Sim sr.Professor muito obrigado, mas já agora evite os palavrões, este blog é de gente respeitosa e educada e não de COBARDES como sua excelência e já agora esqueceu-se o do maior ERRO de todos ou seja VOCÊ.
Anónimo disse…
Ó Moita, tu também participas nesse blogue de apoio oficial ao gajo que teve durante 20 anos a mamar de Bruxelas?
Nuno Moita disse…
CARO ANÓNIMO DAS 12.34

O PONTE EUROPA, ao contrário de outros, não é um blog de apoio oficial a nenhum dos candidatos à liderança do PS no distrito (é disso com toda a certeza que está a referir-se), este é um blog constituído um conjunto de pessoas, devidamente identificadas, algumas das quais são militantes do PS outras não e nesse sentido irão apoiar um ou outro candidato.

No meu caso concreto não é segredo nenhum eu sou apoiante do Vitor Baptista na sua candidatura à liderança do PS. Espero que o leitor tenha ficado esclarecido quanto à natureza do Blog.

Ps - o meu professor particular, o anónimo das 11.30 pm, certamente fará o seu trabalho na detecção e correcção dos erros e gralhas
Mano 69 disse…
Hummmmmmmmmm

Não é "Ps" que se escreve mas sim "P.S." que quer dizer "post scriptum" e não partido socialista que pelos vistos até é o seu partido. Confuso? Não? Então utilize o corrector ortográfico do WORD quando escreve os textos aqui ou ali.

É fácil, é barato e pode dar milhões... de desculpas.
Saúde e Bichas
Nuno Moita disse…
Caro (a) “mano” 69, não me diga que tenho outro professor. Pensava que o senhor ou senhora por detrás do pseudónimo sabia discutir e participar activamente no Blog , pelos vistos enganei-me, é só mais um (uma) dos que tem tempo para dizer disparates.
Mano 69 disse…
Caro Nuno Moita

Como não pertenço ao grupo de trabalho GTHLT do bloco de esquerda, na área dos transgéneros leia-se, sempre lhe posso dizer que é masculino e não feminino.

Também não sou professor de qualquer coisa, apesar de poder ser, ou tentar ser, professor daqueles que não querem ser alertados para os seus erros… Isto engloba-se naquela teoria de “Só é cego quem não quer ver”.

Quanto aos “disparates” pergunte ao Carlos Esperança o significado latino das iniciais “P:S.”, não lhe pergunte é se ele é do PS já que ele não sabe o que se situa na Rua Oliveira Matos.

“Tempo”? Pelos vistos é o mesmo que o seu, ou seja, relativa disponibilidade, um PC (não, não é um gajo do partido comunista) e o mais importante é o poder de encaixe, ou seja, SENTIDO DE HUMOR!

N.B. (que quer dizer “nota breve” como sabe ou devia saber) O saber não ocupa lugar, assim como a utilização do WORD, e do seu corrector ortográfico, para escrever neste blog é imprescindível e benéfico.
Anónimo disse…
Mano 69:
Com todo o respeito, mas foi V. que pediu!
NB. não quer dizer "Nota breve", mas antes NOTA BENE, que é como quem diz "nota bem".
Saber latim é um luxo dos antigos, de que nenhum de nós (?) disfruta, sem imaginarmos quanto perdemos. Mas o Dicionário Breve de Expressões Latinas, (Fernanda Carrilho, Ed. Presença) é um bordão útil neste tipo de assados.
E não vá chamar-me professor! Já fui, gostei muito, cusou-me os olhos da cara, mas bastou-me. Vá lá, mande entrar o seu sentido de humor!
Anónimo disse…
Mano 69:
Está visto que o tal corrector ortográfico do WORD não "ortografica" nada! Porque se acaso "ortograficasse", via logo o que toda a gente está mesmo a ver: onde saiu 'cusou-me', devia ter saído 'custou-me'. Ele há gralhas dum escamartilhão!

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