Paris – Manifestação grandiosa e violenta

A manifestação começou de peito aberto e terminou com violência cerrada.

Entre a vontade dos sindicalistas e dos estudantes e o instinto destruidor dos vândalos, venceram os últimos.

Comentários

e-pá! disse…
Em manifestações grandiosas como as que ocorrem neste momento em França é totalmente impossível controlar a infiltração de provocadores (normalmente grupos de extrema-direita que adoram a violência pela violência). Foi sempre assim.
Mas, apesar disso, a mensagem está a passar.
E, para mim, a grande mensagem é que os jovens sentem não haver espaço, para eles, na actual sociedade. O problema é enorme, isto é, o presente comprometido e o futuro sem esperança.
Os estudantes, como fizeram questão de afirmar: - "não estão cansados"!
Anónimo disse…
Parece-me que espremidos aqueles milhares de pessoas que participam nas manifestações, apenas cairiam algumas gotas de convicção e coerência. Hoje os sentimentos são de uma forma geral induzidos pela comunicação social. As razões dos protestos não me parecem assim tão ameaçadoras aos jovens, já que a precaridade dos vinculos laborais pode ser facilmente ultrapassada pelo incremento no número de empregos, que esta medida vai certamente originar.
Aristides disse…
Fico comovido pela profissão de fé que alguns fazem nas medidas neo-liberais do tipo : vamos dar cabo do emprego para haver mais emprego. É extraordinário!
Quanto à violência nestas manifestações, eu tenho uma posição politicamente incorrecta, porqwue acho que os responsáveis sãos os mass media. E digo isto porque, se uma manifestação decorre ordeiramente é como se não se tivesse passado nada, mas se surge uma pontinha de violência é isso, e apenas isso, que transparace para as primeitras páginas.
Quanto à coerência, muito haveria a dizer por exemplo, dos agora mitificados lideres do Maio de 68.
Por aqui me fico, porque esta questão levaria páginas e páginas que não cabem num comentário deste tipo.
e-pá! disse…
A grande questão para os jovens franceses é o trabalho. Para os jovens franceses e para toda a Europa.
Quando acabam a formação não encontram lugar na sociedade. Os postos de trabalho estão ocupados.
Vão continuar ocupados. A economia está estagnada. Vai continuar em perda (consequencias da globalização). O desemprego é endémico. A rotatividade está comprometida pois os actuais titulares vão continuar nos seus postos por mais anos (alongamento da idade da reforma). Esta é, sim, uma situação neo-liberal. Um verdadeiro ciclo vicioso.
Bastante diferente de Maio de 68.
Perante isto - como os jovens franceses - ninguém fica em casa sentado!
cãorafeiro disse…
não concordo.

polícia e organizações sindicais e estudantis coordenaram-se entre si para isolar os vândalos.

numa manif com entre 1 milhão e 3 milhões de pessoas DE TODAS AS IDADES, porque os jovens têm pais e avós que estão solidários, a expressão dos disturbios é reveladora de que há que ter muita cautela na organização de grandes manifestações, mas SOBRETUDO que nas veias dos franceses ainda corre o sangue da REVOLUÇÃO FRANCESA.
Anónimo disse…
CPE: "Contrato de Primeiro Emprego"

ou,
como os franceses glosam...

"Contrato de Precaridade e Exclusão".

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