Chile


Michele Bachelet é, desde hoje, a presidente de todos os chilenos. É a vitória da democracia e da modernidade num país que sofreu uma das mais violentas ditaduras militares.

Socialista, mãe solteira e ateia, a nova presidente é filha de um general assassinado pela ditadura e, ela própria, perseguida pela junta militar que ensanguentou o País.

Comentários

Casada duas vezes, agnóstica, 54 anos, 3 filhos, presa e torturada, médica com as especialidades de pediatria e saúde pública, fala fluentemente 5 línguas incluindo português.

Não há machado que corte a raiz ao pensamento livre.
"No seu discurso, a presidente também rendeu uma homenagem a seu pai, o general da Força Aérea, Alberto Bachelet, que morreu aos 50 anos, em 1974 na prisão, sob torturas durante o regime militar e cuja morte completa 32 anos hoje.

A presidente mencionou várias vezes durante seu discurso o ex-presidente Salvador Allende, e lembrou a histórica frase do governante socialista, que em 11 de setembro de 1973, pouco antes de morrer, declarou por rádio que "chegará o momento em que se abram as grandes alamedas pelas quais caminhe o homem livre".

Bachelet retomou a frase e declarou: "A celebrar, para que homens e mulheres tenhamos abertas as grandes alamedas. Viva o Chile!".
cãorafeiro disse…
uma pequena provocação:
carlos, presumo que para ti, o facto de michelle bachelet ser ateia é irrelevante, no sentido em que se as convicções religiosas de um político não devem afectar a sua conduta política, o mesmo se passará com a ausência de convições religiosas.
André Pereira disse…
Parabéns à Senhora Presidente do Chile e ao Povo Chileno.
Com respeito pelas opiniões contrárias, para mim, o que é verdadeiramente importante no seu CV, é o facto de ser verdadeira socialista, mulher culta e determinada!
Compreendo as referências lisongeiras a aspectos da sua vida pessoal (incluindo o ateísmo). E subscrevo-as humanamente.
Mas acho que não são assim tão relevantes politicamente.
Anónimo disse…
O que intriga, no Chile,não é o desenvolvimento normal de uma sociedade e restituição do poder ao povo.
O que intriga é o facto do ditador e o assassino da democracia, continuar sem castigo. Vivo, o que
não aconteceria em 74.
Chico disse…
O Sr. "Cardeal" já disse o essencial.
Eu acrescento: a mulher é LINDA!
Anónimo disse…
Republicana, laica e socialista.
Anónimo disse…
CE:

Michele Bachelet define-se, na questão religiosa, como AGNÓSTICA.
Nestas questões, sensíveis, o rigor não fica mal!

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