A festa da democracia

Ontem o PS Coimbra viveu mais um dia de festa democrática.
Os militantes foram chamados a julgar os dirigentes actuais e a pronunciar-se sobre os projectos apresentados pelos candidatos.
Isso, em si, é já algo de muito positivo!
No PS cada um pensa pela sua cabeça. Não há um Comité que dita em votações de braço no ar os caminhos e os descaminhos a seguir.
Cada um, em segredo e em consciência, toma as opções que entende mais adequadas para o Partido e para a Cidade.

Considero especialmente positivo que não haja ‘unanimismos’ e que se apresentem duas ou mais listas a disputar os órgãos democráticos do Partido.
Foi, pois, especialmente importante para o PS Coimbra que se conseguisse organizar duas listas nas eleições à Concelhia.

Felicito desde já a lista vencedora, a Lista A, liderada pelo Camarada Luís Vilar, e desejo-lhe boa sorte no exercício das suas funções!

Mas felicito também o Camarada David Coimbra pelo serviço que prestou ao Partido ao permitir que na Comissão Política Concelhia tenham assento algumas vozes que farão “oposição” crítica, solidária e construtiva ao Secretariado agora (re)eleito.

O PS mostra assim que é um Partido plural e com vivacidade democrática.

Não há bela sem senão. Sabemos que a nível processual nem tudo foi impecável: quer na capacidade de dar a conhecer o projecto político das listas, quer no exercício do direito de voto. Mas esses “beliscões” serão discutidos em sede própria e não mancham o que é uma evidência:

O PS Coimbra ontem viveu a festa da democracia!

Comentários

Anónimo disse…
Como é que e possivel que o Vilar continue .... cada vez tenho menos contade votar no PS ... É a lei do caciquismo
Anónimo disse…
Mais uma vitória inequívoca para Luís Vilar.
Goste-se ou não do estilo a verdade é que poucos fizeram tanto pelo PS Coimbra como este senhor. Ontem, uma vez mais, os militantes souberam reconhecê-lo atribuindo-lhe mais de 70% da votação.
PARABÉNS LUíS VILAR.
Anónimo disse…
PS: Concordo com o André Pereira quando diz que a nível processual nem tudo foi impecável.
Não me parece muito "impecável" ter visto o camarada André Pereira numa reunião de estratégia do candidato Luís Vilar para de seguida ter constatado (com grande surpresa) a sua presença na lista adversária e inequivocamente derrotada.
Mas este jovem lé terá as suas razões.
Anónimo disse…
já começaram a preparar eleições primárias para os órgãos políticos do Estado (AR, Autarquias, PR...)?
Vá lá, dêem uma lição de democracia ao País e à Europa!
Anónimo disse…
Vilar à frente do PS/Coimbra só tem um comentário possível: ahahahahahahah!
Obrigado, camaradas.

Um social-democrata
André Pereira disse…
Eu não estive numa "reunião de estratégia" do camarada Luís Vilar. Eu fui a uma reunião na sede do meu Partido para a qual fui convidado.
Faço o meu balanço dos últimos anos do PS no Concelho de Coimbra, ouvi as propostas de futuro do cndidato e ajo em conformidade, com respeito por todos os que têm entenimentos diversos e pela pessoa do Sr. Luís Vilar. Acho que é alguém que dedica muito tempo e energia ao PS, mas perdeu muitas eleições e isso em política tem (devia ter) um preço.
Se apoiei a Lista B foi porque acho que um Partido como o PS merece ter debates internos e oposições e simpatizo politicamente com muitos dos seus elementos.
E é bom que os camaradas se habituem a ouvir as diferentes propostas e só depois decidir quem apoiam.
Com alguns laivos de autoritarismo e com ameaças a alguns militantes em plena assembleia eleitoral, Vilar ganhou as eleições. Ganhar em democracia é ganhar. Pronto !

André Pereira, democraticamente, está reverente, respeitoso e obrigado a Luís Vilar e só apoiou outra lista.

Apoiou, patrocinou, publicitou ou fazia parte ?

É que para mudar o PS também é preciso mudar a massa com que se coze aquele pão. Quando não a padaria é a mesma.
e-pá! disse…
Bem.
Eleições para os orgãos dirigentes das organizações partidárias só podem ser entendidas como um acto de rotina, periódico, para a renovação ou alteração de estratégias e, eventualmente, dos protagonistas (para servirem as estratégias).
Não são uma festa da democracia na medida em que os partidos não são a democracia. Os partidos são intrumentos para servirem a democracia. São meios indispensáveis para a finalidade democrática. Devem ser escolas democráticas que congregam cidadãos para discutirem caminhos (democráticos), proporem acções e consolidarem o poder popular.
E não instrumentos de poder ou lobby's para o exercício do poder.
A democracia é uma coisa mais global, mais vasta e, no caso vertente do PS, foram as últimas autárquicas e as últimas presidenciais. Aí não houve festa e era o momento certo para haver (ou não). Portanto, a recondução de responsáveis políticos cuja estratégia foi derrotada nas urnas é resultante um exercício democrático mas pode (e deve) ser interpretado. E significa, no mínimo, a incapacidade de renovação e, no pior, a vitória do caciquismo.
Logo, nada para festejar...
PCaldas disse…
A reunião supra mencionada, em que André Pereira bem como outros militantes nos quais me incluo estiveram presentes, foi uma reunião discussão de listas, sessões de esclarecimento, calendalização de eventos de campanha, etc.
Se isto não é estratégia não sei o que será.

Ontem ouvi comemtários entre dois secretários coordenadores sobre a eventual presença deste jovem na outra lista mas achei que estariam equivocados. Afinal estava eu.

São atitudes como esta que desprestigiam a política. Todos temos direito a apoiar quem queremos, mas com frontalidade, dignidade e coluna vertebral.
Não foi o seu caso caro André.
Mano 69 disse…
«Não há bela sem senão. Sabemos que a nível processual nem tudo foi impecável: quer na capacidade de dar a conhecer o projecto político das listas, quer no exercício do direito de voto.»

Belisca mas não petisca!
André Pereira disse…
Cardeal patriarca,
Fazia parte da Lista B e fui eleito para a CPC.
Quanto ao camarada pcaldas repito o que já escrevi. Recebi por sms um convite para ir à sede do PS. Fui, ouvi e saí.
Acho é interessante que as pessoas achem que eu deva apoiar as pessoas sem as ouvir. Se calhar é porque muitos correma atrás do poder ou de lugares. Eu apenas sigo a minha consciência. Acho-me mais útil ao PS como humilde membro da CPC eleito pela oposição do que noutra posição.
Anónimo disse…
Caro André Pereira:

Desculpe-me este desabafo!
Tenho por si grande estima e consideração.
Todavia, tenho informações, provenientes de fonte credível, de que o camarada presenciou no decurso do acto eleitoral a existência de irregularidades gravíssimas em diversas Assembleias Eleitorais que, por si só, colocam em causa a legalidade do acto eleitoral para a Comissão Política Concelhia de Coimbra do Partido Socialista.
Por esse facto, não creio que no dia 25 o PS Coimbra tenha vivido a festa da Democracia!
E não a viveu, porque o processo eleitoral não decorreu de forma democrática, não foi transparente, e foi eivado de inúmeras ilegalidades.
Talvez o camarada não tenha ainda conhecimento do que aconteceu em algumas Assembleias Eleitorais, mas estou certo que a seu tempo saberá. E também creio que quando o souber, deixará cair por terra essa sua ideia,muito respeitável é certo, de que o PS viveu em 25 a festa da Democracia, e que chegará à conclusão de que a ter havido festa, foi a festa da farsa, da mentira, da negação dos valores da democracia, e a festa das ilegalidades cometidas por gente desprovida dos mais elementares valores de cidadania democrática e partidária.
Camarada André, quero dizer-lhe para terminar, que o que aconteceu no dia 25, já aconteceu em actos eleitorais anteriores realizados no PS Coimbra.
Aceitar o que sucedeu é pactuar com o aparelho instalado há vários anos no poder partidário, é estar conivente com as suas práticas e com os seus métodos, o que deve terminar urgente, sob pena de o PS Coimbra deixar de existir.
Para tal basta verificar os números da abstenção verificada, na casa ( ou acima) dos 70%, o que de facto é demonstrativo do descrédito a que este PS chegou.
É verdade que o projecto apresentado pela Lista que integrou não chegou ao conhecimento da maioria dos militantes, que por essa razão não tiveram conhecimento de que havia uma alternativa. E tenho a certeza que desse facto não foi responsável o camarada que figurou como primeiro subscritor da sua lista,que fiquei a respeitar pela coragem que demonstrou, pela verticalidade com que se comportou,
e pela honestidade que teve ao longo de todo o processo eleitoral,
mas aqueles que não se assumindo, simultaneamente "estão,
não estando", aqueles que não têm coragem de fazer de forma desassombrada a ruptura, ou porque não querem perder situações actuais ou que aspiram a retirar benefícios no futuro e por essa razão não se compromentem totalmente em projectos de ruptura e de mudança. Naõ sei de que têm medo! Cuidado, que há ídolos com "pés de barro" que se podem partir a qualquer momento.
Por essa razão parabenizo, até pelas razões atrás apontadas,o camarada David Coimbra, pela coragem e determinação demonstradas!
Pena que outros não lhe tivessem seguido o exemplo!
E porque já me alonguei muito, apenas espero que alguém de coragem tome uma posição firme contra a farsa do processo eleitoral que terminou em 25 de Março!
Viva a Democracia!
Viva o Partido Soialista!
Anónimo disse…
Viva o Partido Saiolista!
O dia de tristeza repetiu-se disse…
Estava tenso, mas convicto de que estava do lado da razão na ingenuidade normal nos 20 e poucos anos que tinha então, sentia-me como um defensor da verdade naquele acto eleitoral, a Camarada Rosa enviou-me como delegado á mesa para uma terrinha bonita perto de Coimbra.
Era inocente tinham-me pintado um quadro terrível sobre Victor Batista um inimigo da democracia era o nosso Salazar, fazendo a coisa por baixo pois houve ataques pessoais que nem eu tenho coragem de contar.
Cheguei a um anexo escuro apesar do dia bonito, lá estava o coordenador da secção, ar pouco simpático um boa tarde azedo, apresentei a minha credencial, a urna de voto era um reles envelope aberto e arqueado, fiquei impressionado com pouca solenidade atribuída ao acto, e foram chegando os militantes, homens de trabalho as mãos falavam por si, nas conversas percebia-se o orgulho que tinham em Victor Batista, pois era filho de pais pobres pouco letrados, que tinha chegado longe na politica, trabalhador, estudou á noite, chegou então o senhor Vitorino cabelos brancos percebi nos seus olhos a decadência com que via tudo aquilo, “eles pensam que ele têm alguma consideração por eles mas paga-lhes um copo quando chega ás eleições e depois nunca mais lhe passa cartão”, um camarada amigo dizia-me é um homem de trabalho começou de baixo no meio da conversa já a noite se punha, e uma pequena distracção e dois votos a voar para dentro de envelope, uma enorme decepção, para um jovem militante que á poucos dias tinha ouvido falar pela 1ª vez o Camarada Fernando Vale com o seu vigoroso “Viva Republica” nunca me esquece aquela mão rija empunhando causas sempre justas na luta pela moralidade intransigente.
Lá se fez a contagem dos votos grande malha levou o camarada Luís Parreirão naquela secção, mas ganhou as eleições, achei que os bons tinham ganham, lá vim feliz, cheguei á sede de campanha chegava ao mesmo tempo Luís Vilar no seu Fiat Uno, feliz embora ainda descarregando a sua alegria no adversário, o 25 de Abril tinha pouco mais que a minha idade e nem tudo estava amadurecido.
Hoje com as ideias mais no lugar penso que a ideia de quem veio de classes sociais mais baixas e chegou longe na política e nada quer dizer, não é obrigatoriamente sinónimo de trabalhador.
E a ideia de que já todos estiveram com todos pode ser verdade (embora não o seja) e que interessa não é contra quem se está mas sim da forma como se está.
Luís Vilar também ofereceu um jantar aos mesmo a quem Victor Batista pagava uns copos, e o senhor Vitorino sempre do mesmo lado lá apareceu na sede na reunião da Lista de David Coimbra a idade não lhe tirou a força de lutar, á coisas que nunca se perdoam ou então não se têm princípios suficientemente fortes para empunhar as bandeiras da Justiça, Igualdade da Fraternidade.


O nome do Senhor Vitorino não é o correcto.
Anónimo disse…
Afinal ainda há luta política no PS Coimbra!

Se os Partidos não forem correctos, a Democracia definha, já que está na mão deles.
De todo o modo, se há irregularidades, os Partidos estão sujeitos à Lei e aos Tribunais.
Anónimo disse…
não carissimo esperança:

ontem não foi a festa da democracia mas sim o seu enterro.
com a vergonha da Figueira da Foz e a de Coimbra o PS dveria encerrar.
continuem assim que cada vez terão direito a menos nas decisões do futuro de Portugal.
Anónimo disse…
Meu caro postador das 4:48 PM correcção: poucos fizeram tanto no PS para subir tanto, tendo em conta a profissão, as capacidades e o curriculum. Isso sim. S~
ao uns tontos. Vilar serve-se de todos os que nele votam, faz as suas promessas vãs, sabendo que não pode cumprir, e vai andando, servindo-se do poder. O resto dos tontos que sistematicamente vão nele votando não entendem que são usados e deitados fora!
politicaehouse disse…
PARABÉNS DAVID COIMBRA.
David Coimbra, candidato a Presidente da Concelhia de Coimbra do PS, obteve um resultado histórico: 27% dos votos contra Luis Vilar.
David Coimbra avançou com a candidatura na última semana antes do acto eleitoral. Foram-lhe negadas listagens, etiquetagens ou qualquer outro meio de acesso ao contacto com os militantes.
Luis Vilar teve a oportunidade de preparar a reeleição com meses de antecedência, tendo tido acesso à informação que o seu adversário nunca teve. Enviou duas cartas para os militantes de Coimbra e visitou todas as secções.
David Coimbra não só não visitou qualquer secção, por falta de informação e tempo, como teve de lutar, no dia da votação, com informações trocadas que inviabilizaram a correcta fiscalização do acto eleitoral por parte de alguns dos fiscais que tinha preparados para cada uma das secções.

CONCLUSÃO: Luis Vilar tem "à cabeça" cerca de 30% de descontentes que, facilmente, com trabalho, com mais fiscalização e com mais vontade sobem.
Anónimo disse…
Respeito a opinião de todos, mesmo os que aqui deixam comentários menos correctos e bastantes inverdades. Não respeitar a vontade de uma grande maioria de militantes não é democrático. Pode-se discordar, pode-se não gostar de pessoas nem dos seus métodos, mas tem de se saber vencer em democracia. Após me inteirar dos resultados, esclareço que Vilar obteve 149 votos, Coimbra 146 havendo ainda 21 brancos ou nulos. Isto dá para Coimbra 23,7% e não 27% como aqui se diz. Sejamos verdadeiros.
Não terá sido bonita, a ser verdade, a atitude de André Pereira, mas bem pior foi a forma exaltada e insultuosa com que David Coimbra presenteou alguns dos militantes que estavam na Sede, suponho seus opositores. Insultos, gritos, gestos e ameaças não deveriam fazer parte do comportamento de qualquer candidato. E isso foi o que aconteceu. Eu assisti, pasmado. E que não venha dizer que alguém o provocou primeiro. Não é verdade. É triste, e não merece os parabens aqui deixados, e que com outra elevação seriam devidos.
Anónimo disse…
Rectifico - Vilar 449 votos. As minhas desculpas
Anónimo disse…
Ó Senhor Professor, ainda falta explicares porque ias a todas as reuniões da candidatura de Luís Vilar e à última da hora mudaste de lado?
A gente compreende que para se ser coordenador da Sé Nova é preciso dar algo em troca. Espero, muito sinceramente, que não te arrependas quando constatares que esse preço foi demasiado elevado.
Anónimo disse…
Esse David é um miudo crescido muito mimado que anda rancoroso pelo seu amo, Luis Parreirão, já não o poder proteger e de lhe entregar os tachos que já teve no passado recente.

Lamentável a forma como insultou os camaradas na tarde das eleições.

Mas sobre isso o Professer André nada diz. Porque será?

Acho isso muito estranho...
Anónimo disse…
Estando, como estou, no exterior da "capela" PS em Coimbra, nunca percebi, como cidadão, a re-candidatura do vereador Vilar.
Disse "a re-candidatura".
Agora, ao ler os comentários, entendo a sua "re-eleição".
Eferreah!
Anónimo disse…
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
Anónimo das 3:01 PM_

O seu comentário foi apagado.

O mesmo, pusilânime e cobarde, está repetido num texto posterior.

Trazer para o combate político a eventual falta de saúde de um familiar de um político, não é apenas um acto abjecto, é o reflexo da mente doente, o estado de demência a que pode chegar um crápula, a necessitar de tratamento urgente.

Qualquer reincidente boçalidade será apagada. Não por espírito de censura mas pela mesma razão que obriga a remover as fezes do espaço público.
Anónimo disse…
Keep up the good work » »

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