Sócrates – 1 ano de Governo


Os que não fizeram ou fizeram mal, não se cansam de dizer que fez pouco ou não fez bem.

É tempo de dizerem o que fariam e como fariam.

O resto é conversa.

Poucos fizeram tanto, em tão pouco tempo, em condições tão adversas.

Comentários

Anónimo disse…
1 ano de governo.

Pontos positivos:
1 - Não piorou a situação anterior (o que é mais do que se pode dizer de Durão e Santana).
2 - Conjunto de planos a longo prazo.
3 - venda livre de medicamentos não sujeitos a receita médica...

Pontos negativos:
1 - Quem se sacrificou foram os mesmos: a classe média e baixa;
2 - Ataques contínuos aos juízes e outras classes profissionais;
3 - Cedência ao lobby dos hipermercados, dando-lhes a estes a possibilidade de venda dos ditos medicamentos (de realçar que a ideia nem é orignal de Portugal, este reforma está a ser levada a cabo em quase todos os países da UE sobre a forte influência das cadeias de distribuição),
4 - Jobs for the boys sem demitir os anteriores.
Anónimo disse…
Ó esperança, você que já foi professor (ou pensa que foi), o que tem a dizer da atitude quase sempre provocatória deste Ministério da Educação, que atenta sempre contra os professores!!!
O que me tem a dizer a isto?
Anónimo disse…
"Os que não fizeram ou fizeram mal, não se cansam de dizer que fez pouco ou não fez bem."

Esta é uma visão tacanha e redutora da política.
Refere-se aos partidos que se alternam no poder, eximindo-se (ou desvalorizando) das críticas (ou dos aplausos) dos cidadãos.

CE:
O Governo (penso) é para todos os portugueses. Portanto, está sob o escrutínio de qualquer cidadão.
Esperia que ao formar (ou emitir) opinião sobre o ano de governação não seja considerado "conversa" -subtil desvalorização do exercício democrático.

O post é arrogante e condicionador (intimidatório).
Ó esperança, você que já foi professor «(ou pensa que foi)»
«(ou pensa que foi)»...

A calúnia, reles, para quem teve tanto orgulho em ser professor e donde saí, por ganhar tão mal, obriga-me a qualificar de inane o caluniador anónimo.
A necessidade aguça o engenho. O estado do país permite governar bem porque as decisões impõem-se por si próprias, são necessárias, e muitas deveriam ter sido tomadas há anos.

No entanto, no pacote governativo, e considerado necessário, existe um ataque evidente à área do SNS e à continuidade / sustentabilidade da Segurança Social, que descaracteriza a Constituição da República e lesa de forma determinante o Estado Social.

A falácia é ainda mais grave, porque só um governo de "esquerda" se atreveria a atacar estas áreas com medo das reacções dos cidadãos. O PS não pode fazer o geito ao capital que a direita não tinha capacidade para fazer.
Cardeal:

Pôs o dedo na ferida. Eu «rezo» para que o SNS não seja posto em causa por um Governo PS.

Já tive oportunidade de criticar o Governo, por isso, aqui no Ponte Europa.

Não serei um adversário fácil e, muito menos, um seguidor acéfalo.

....
Para os anónimos:

1 - Quanto à cedência ao lobby dos hipermercados, diga-se que foi um acto de coragem a enfrentar a ANF.

2 - «Ataques contínuos aos juízes e outras classes profissionais» é verdade que «em casa onde não há pão...

Curiosamente não dizem onde ir buscar recursos para manter privilégios que outras classes não podem usufruir.

3 - Um post intimidatório!!! Bem, isso significa que já não se pode apoiar um Governo.

Espero que não seja um simpatizante dos tempos em que era obrigatório. Agora é facultativo e pode, com toda a liberdade, votar-se contra.
Anónimo disse…
CE:

É intimidatório porque só se desafia -"os que não fizeram ou fizeram mal". Este é, para muitos portugueses, um quadro de exclusão. Uma intimidação para estarem calados.
Citando os tempos de antanho: "os jovens não precisam de pensar, têm quem pense por eles" .

Sócrates em recente entrevista referiu que "o pior está para vir".
Significa que "o que já veio" (neste ano) é, pelo menos, MAU. Só falta o PIOR!
Continue a apoiar - é um incontestável direito que lhe assiste.
Não vejo onde está a intimidação.

No entanto, só comparei este Governo com os de Durão Barroso e Santana Lopes.

Marques Mendes diz que Sócrates devia gastar menos. Deve despedir os funcionários públicos?
André Pereira disse…
Obrigado José Sócrates pelo elevado nível que impôs na política nacional e pela determinação com que está a colocar em prática o programa legitimado pelo voto popular!
Anónimo disse…
Não me reconheço no que está a ser feito e não se encaixa no que foi legitimado pelo voto popular.

Será melhor rever:
O que está no programa eleitoral
O que está no programa de governo
O que está a ser feito.

O eterno problema do cú e as calças...
Anónimo disse…
CE:

A intimidação está na limitação.

A metodologia comparativa com a direita (Durão Barroso e Santana Lopes) é coxa (amputada), para um verdadeiro socialista. Não é?
Marco disse…
Não seja papista!
Sem reformas a sério o país nunca sairá da pobreza. E de reformas até agora nada! Muita propaganda...
Anónimo disse…
O remate "Churchilliano" ("nunca tantos deveram tanto a tão poucos") do post, antevê um clima de guerra.

Será?
Anónimo disse…
A situação política e económica nacional, decorrente no último ano, está tão preveertida que o PSD dá-se ao luxo de ter como presidente Marques Mendes.
O PSD não tem nada para fazer - o PS faz todos os fretes com que a direita sonha.
Este é o balanço, socrático, do ano.
Luis Vicente disse…
"Poucos fizeram tanto, em tão pouco tempo, em condições tão adversas".
Não compeendi, quem?!!
Anónimo disse…
Luis vicente:

Os pilotos da RAF na II grande guerra!
Não conheço outros.
André

Ninguém está a cumprir o programa legitimado pelo voto popular.

O programa nada tem a ver com as medidas, desde os Impostos à Saúde.

Estamos a tentar governar, com grande encenação à mistura, - veja-se o número do cartão único para o primeiro ministro quando só daqui a um ano existirá ? para os restantes portugueses.

É necessário não exagerar no teatro e não chegar a um afastamento total do Estado Social.
odete pinto disse…
Tal como Carlos Esperança, também receio pelo destino do SNS.
Porque não faz o Governo, e a oposiçao, um combate sério aos incumprimentos e aos abusos?
Porque se cala e fecha, corporativamente, a Ordem dos Médicos?
Porque é que, em Espanha, os abusos são menores porque não são consentidos?
Aqui os médicos dizem à boca pequena que ao Domingo há mais gente nas urgências para pedir "o papel" para faltar à segunda-feira. A Ordem só sabe falar alto para defender os seus interesses e o direito dos seus membros à objeção de consciência perante o aborto?

E pensar que muitas urgências se devem ao "papel" (fantástico o sketch do Ricardo Araújo Pereira) ?

Uma criança está na creche/infantário. Surge uma pontinha de febre e logo telefonam à mãe ou pai, clamando para irem buscar a criança e que não pode voltar sem declaração médica. Aqui começa a saga para conseguir uma consulta de urgência/receita/"papel" para a falta ao trabalho de um dos progenitores, "papel" para dai a X dias a criança poder voltar à creche/infantário.
Resumo da urgência: PAPEL.

Pergunto: o Plano Tecnológico não tem aqui uma palavra a dizer para não perdermos até os actuais indigentes cuidados primários ?
pedro silva disse…
Carlos:

""Pôs o dedo na ferida. Eu «rezo» para que o SNS não seja posto em causa por um Governo PS.

Já tive oportunidade de criticar o Governo, por isso, aqui no Ponte Europa.""

Quando o actual governo pôr mesmo em causa o SNS ,nessa altura como será?

A questão não será se o actual governo neoliberal socialista o irá fazer, mas sim quando.
E a quem.

Quanto ao governo ps, globalmente é muito mau.

Reformas sérias que não passem simplesmente por mandar aumentar preços, é algo que não se vê.

Exemplo:a opa "belmiriana". Desde quando um governo sério irá permitir que a concorrencia seja restringida, caso permita a opa do sr belmiro como parece vir a ser o caso?

As restrições sérias que tem que ser feitas às autarquias em termos orçamentais onde estão?

A redefinição séria do mapa autárquico reduzindo o numero de concelhos e freguesias é para quando?

O governo irá dizer, claramente que não tolerará que bancos comerciais imponham uma taxa multibanco sobre operações ou não?

Só para dar alguns exemplos?

Pouco, este governo. Muito pouco.
E carlos,eu sou de esquerda,sem pertencer a nenhum partido,mas sinceramente e sem pretender alfinetar gratuitamente já enchi o saco com o socialismo d ecampanha eleitoral do ps e com o liberalismo socialista uma vez estando no governo.

O ps não aprende, e está a continuar a erodir-se a si mesmo,como partido, bem como a erodir a ideia de esquerda na sociedade.

O ps erodido como partido não me aquece nem me arrefece.
Já a ideia de esquerda na sociedade a ser permanentemente desgastada incomoda-me bastante.
Mano 69 disse…
CONCLUSÃO:

Estamos erodidos e mal pagos!
Anónimo disse…
Nem mais nem menos...

O discurso de Socrates na FIL (Novas Fronteiras) poderia ter sido produzido pelo "Paulinho das Feiras".
E o local até condizia.

Basta de tanta mistificação!
1313 disse…
"Sócrates - 1 ano de governo"

para usar uma citação erudita:

adeus ó vai tímbora
Anónimo disse…
A imagem do governo Socrates lembra-nos o pedinte de joelhos, desesperado, que corroído pela pobreza, frágil, aceita tudo.

O capital atento, espreita e aproveita. Vamos ter um "festival de OPA's". Isto é, a concentração do capital com vestes monopolistas, no regaço de um Estado fraco, de cócoras.

Esperem por Socrates que, pranzenteiramente, aparecerá a dizer: portugueses é a "reanimação da economia"!

Ah! grande socialista. Pragmático!
Anónimo disse…
http://transparencias.no.sapo.pt/
Anónimo disse…
Sócrate àbrir,
e o País a curtir!
Anónimo disse…
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