Coimbra e o Mondego


O Mondego, o rio Mondego, que devia ser o elo de ligação entre as duas margens, foi sempre um obstáculo a separá-las, um acidente a dividir a cidade.

Agora, o rio leva as esplanadas da margem , num gesto de azedume por uma cidade que o maltrata. Não sei se são as esplanadas que o rio arrasta ou se é Coimbra que se dissolve nas águas para não morrer de vergonha em terra.

Depois das cicatrizes do fogo faltavam as mazelas da água. «O vento cala a desgraça».

Nota: Imagem publicada posteriormente.

Comentários

Mano 69 disse…
Desta vez não podem dizer que Mário Nunes escreveu mal. A coisa até esta poética...
Mano 69:

Fui eu que escrevi. obrigado pelo elogio.
Anónimo disse…
Enjoyed a lot!
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