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Momento de poesia

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Adeus, Stephen Hawking… Foste habitar aquela estrela, que descobriste, e pela qual te apaixonaste, depois de teres encontrado Deus num buraco negro, onde ELE se escondia, para o obrigares a renegar tudo o que ELE dizia sobre a criação do Universo e da vida humana… Do teu corpo morto fizeste uma nova vida para o nosso espanto, pois não temos a tua força nem a tua inteligência nem sabemos devorar as insónias das galáxias, das estrelas, dos planetas e dos cometas e tudo aquilo que a Física Quântica provoca nas nossas cabeças com as suas insondáveis incógnitas… Nasceste no dia em que Galileu, há trezentos anos, morreu, e morreste no dia em que Einstein nasceu, na ponta final de dois séculos atrás, e eu não sei se isto não foi uma partida de Deus, para vos catalogar à entrada do céu… O que eu sei é que vais levar os seus corações na tua mão para que a Física vença a ignorância e triunfe no meio das trevas e da escuridão… Adeus, S...

Stephen Hawking – A voz da ciência

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Aos 76 anos faleceu o mais notável físico contemporâneo, que uniu a cosmologia e a termodinâmica, e se tornou um divulgador extraordinário da ciência. Sem poder falar foi a voz mais escutada, sem se mover, viajou intensamente e, fazendo ‘bom uso do seu tempo’, escreveu o famoso livro «Breve História do Tempo». Com «Aos Ombros de Gigantes, as Grandes Obras da Física e da Astronomia», «O Fim da Física», «A Natureza do Espaço e do Tempo», «O Universo numa Casca de Noz» e outros, desafiou a espada de Dâmocles que sobre ele pendia e ontem se soltou. Tudo na vida deste cientista de rara intuição e excecional capacidade intelectual foi um verdadeiro paradoxo. Condenado pela doença, libertou-o a ciência, abandonado pelos músculos, mantiveram-no os neurónios, e não deixou que a debilidade física o reduzisse à inutilidade ou que a razão cedesse às crenças: «Não é necessário invocar Deus para acender o pavio e colocar o universo em movimento»; «Vida além da morte? “Isso é um conto de fadas ...

PSD e CDS – Surpresas e curiosidades políticas

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Desde a vitória de Rui Rio contra Santana Lopes, uma clara derrota da tralha cavaquista reunida em torno de uma figura menor, ora catedrático por equivalência, não pararam os ataques a apoiantes do novo líder do PSD, umas justas, outras não, para o atingirem. Percebe-se o medo do grupo de autarcas cuja corrupção foi denunciada na revista Visão, perante um líder sem mácula nem afinidades com o referido bando, e o silêncio à volta da denúncia, na comunicação social e na PGR. Não admira que pasquins, onde se destaca o Observador, se tenham virado para a defesa de Assunção Cristas, comprometida e solidária com o péssimo governo e as decisões de Passos Coelho. O congresso do CDS foi mais um, no pequeno partido cuja ideologia desapareceu com a morte de Amaro da Costa e o afastamento de Freitas do Amaral, para se tornar a muleta do PSD, a troco de amplas entradas no aparelho de Estado e compra de veículos de alta gama, dos submarinos aos tanques de guerra, indiferente à orientação ide...

O rendimento mínimo e o vencimento máximo

Qualquer cidadão normal, a menos que esteja partidariamente embrutecido, percebe que é demasiado baixo o primeiro e chega a ser obsceno o segundo. Os vencimentos da função pública e as pensões, quer as da CGA quer as da Segurança Social, deviam obedecer a uma lógica e a um teto que todos pudéssemos compreender. Não me repugna que os vencimentos possam ser alinhados pela média da UE, para cada função, proporcionalmente ao PIB. Havia de chocar-nos menos do que as desigualdades que as profissões com maior capacidade reivindicativa conseguem face a outras. Excetuando os altos cargos do Estado, PR, presidente da AR, PM e presidentes do STJ, Tribunal Constitucional e Tribunal de Contas, com vencimentos demasiado baixos, os três primeiros, urge estabelecer uma categoria máxima a partir da qual todos os outros entrem numa escala descendente, e acabar com as habilidades que levam um motorista a ganhar mais do que o ministro, a acreditar em Paulo Portas, embora a fonte não fosse a mais fiá...

CDS e o circo de Lamego

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O 27º. Congresso do CDS foi uma sessão alienígena. Ou, se quisermos, foi um convívio onde com certeza se andou a ‘fumar’ qualquer coisinha. A líder do CDS oficiou uma sessão de alquimia capaz de transformar o mais reles pechisbeque em ouro. Os portugueses fixaram nas suas retinas e nos seus tímpanos o solene anúncio de apresentação: ‘ a futura primeira-ministra de Portugal ’! link .   Aqueles que não se escangalharam com o riso (poucos) devem ter ficado preocupados com o delírio megalomaníaco.   Na verdade, a repetida celebração dos resultados das autárquicas em Lisboa (onde Cristas obteve 21% dos votos na ausência de um verdadeiro candidato alternativo da Direita) continua a ofuscar o resultado nacional (nas mesmas eleições) de pouco mais de 2,5% de votos. É desta última percentagem eleitoral (nacional) que o CDS parte para as próximas eleições. Certo que as autárquicas são diferentes das legislativas. Mas uma outra verdade é que para a estimativa do peso eleitora...

Quando os párocos exageravam na paternidade

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Citações:

«Sei muito bem o que quero e para onde vou» (Salazar, 1928) «[O CDS] ...sabe o que quer e sabe para onde vai» (Assunção Cristas, 11-03-2018 - 27.º Congresso do CDS)  « Não sei por onde vou, Não sei para onde vou. Sei que não vou por aí!» (José Régio, Cântico Negro).

O fascismo existiu na Península Ibérica_1

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O fascismo sob a forma de genocídio, gratuito e sinistro, em Espanha, e na versão mais regrada, em Portugal, com apenas alguns assassinatos, muitas torturas, discriminações e prisões, foi a lepra que resistiu à derrota do nazi/fascismo em 8 de maio de 1945. Os regimes opressivos resistiram porque a guerra fria os alimentou na cruzada contra o comunismo, qual muro que o clero reacionário e as polícias políticas ergueram com a bênção das democracias europeias e do percurso hegemónico dos EUA. O fascismo teve em Espanha um grotesco general, inculto e soez, que deixou à solta os bandos de assassinos franquistas e se permitiu legar a Espanha a forma de regime e um sucessor educado na Falange, a que a Constituição possível retirou o poder absoluto. Em Portugal um professor inteligente e reacionário, sem mundo e sem modos, um ex-seminarista amoral, foi o protagonista da ditadura fascista. Do lado de lá da fronteira, esteve um cabo de guerra que preservou até ao fim a pena de morte legal...

27.º Congresso do CDS

Assunção Cristas quer que o CDS se afirme «como partido de todos». Para quem nasceu depois do 25 de Abril é natural que ignore que já tivemos, durante a ditadura, um «partido de todos», aliás, o único permitido. Chamava-se União Nacional, mas a experiência democrática repudia a vocação totalitária do partido único. União Nacional, não! Nunca mais!

Sobre as eleições italianas…

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A vitória do ‘ Movimento 5 Estrelas ’ (M5E) nas eleições italianas, a subida considerável da coligação da Direita (Forza Itália) com forças extremistas (Liga Norte) e o colapso do Partido Democrático (PD), colocam pela enésima vez em debate a Itália como foco de disseminação e contágio para o resto da Europa de novas ideias, conceções, filosofias e, claro está, de políticas. Essa exportação é variegada e polivalente. Podemos – devemos- esperar tudo. É em Itália - ou melhor na península itálica - que nasce, por exemplo, o movimento renascentista, que veio impiedosamente a enterrar o feudalismo, trazendo à ribalta novas ideias que influenciaram decisivamente a cultura, a organização social, a economia e alterou os contornos de dois grandes valores que habitam a modernidade: a política e a religião. Cresceu à sombra do Renascimento uma das maiores conquistas civilizacionais que percorreu, com múltiplas turbulências, vários séculos (desde o séc. XIV à atualidade): O Humanismo. Es...

Almoço de Antigos Estudantes da Guarda – Coimbra

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Praça Velha - Guarda Car@s Amig@s: A Guarda é mais do que a memória das famílias que emigraram do seu distrito para a diáspora. A cidade foi o ponto de passagem de gerações de estudantes que vieram das aldeias para trilhar um percurso que os libertasse da vida dos seus pais e avós. Numa pequena cidade de província, onde eram em maior número os estudantes do que o resto da população, era natural que os laços se aprofundassem entre colegas, que a vida girasse em torno dos estabelecimentos de ensino e as relações entre alunos fossem mais profundas e duradouras do que nas grandes cidades onde as turmas se extinguem depois das aulas. A grande concentração de estudantes no pequeno espaço urbano e os constrangimentos de um meio altamente conservador e repressivo fez nascer a robustez dos laços afetivos que resistiram ao tempo e se destacam em cada novo encontro. O dia de hoje foi o regresso ao passado e ao espaço da nossa adolescência, um encontro da memória com os afetos, numa ex...

CTT

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Pergunta um leitor da Visão, último número, referindo-se ao péssimo serviço: «Quando é que o Estado acaba com isto?» A pergunta certa era esta: «Porque permitiram os portugueses que o Estado privatizasse tão importante serviço público?»

Discurso do catedrático a haver

DE: José Gabriel , professor de Filosofia na Escola Jaime Cortesão, em Coimbra. (em quadrinhas de mal dizer, para cantar à esquina) I Com todo este saber (Isto é axiomático) Quando for grande vou ser Um professor catedrático. Não sou de grande ciência Mas sou muito carismático Vou ser, tenham paciência, Um professor catedrático Graças a vistosa finta Com um drible burocrático Vou ser, e com grande pinta, Um professor catedrático. Não tenho modos de mestre Sou mais para o autocrático Mas vou, ao jeito rupestre, Ser professor catedrático. A gestão da Tecnoforma De um modo automático Só por si, já me transforma Em professor catedrático. II E esta minha voz sonora? E este meu jeito enfático? E a minha arte canora? Sou ou não sou catedrático? E o meu pendor dogmático? E o meu pin emblemático? E o meu talento empático? E o meu dom democrático? E o meu quadro idiossincrático? E o fôlego psicossomático? E o olhar electrostático? E o sorriso simpáti...

Dia Internacional da Mulher

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Qualquer discriminação é vergonhosa, mas a da mulher, sobretudo da islâmica, atinge o supremo grau da ignomínia. A todas as mulheres que lutaram e lutam pela igualdade e a todas as vítimas do sistema que as oprime, Ponte Europa manifesta a solidariedade numa luta que deve ser diária e global.

3 X 9 = 27.º Congresso do CDS

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Nascida no dia de S. Venceslau, na cidade de São Paulo de Nossa Senhora da Assunção de Luanda, e no dia do fracassado golpe contrarrevolucionário spinolista contra o 25 de Abril, guarda no nome a santidade do topónimo onde nasceu e, no espírito, a fantasia da alegada maioria silenciosa, derrotada, em Portugal, no dia do seu nascimento. A azougada líder CDS, a hesitar entre o estilo miguelista e o de estadista, ora chamando mentiroso ao primeiro-ministro, ora mantendo a compostura civilizada, usou o vazio do poder no PSD até a chegada de Rui Rio. Este, com aura de honestidade e competência, e que não assinaria a resolução do BES, ignorando o que significava e as consequências, põe em causa a sua ambição. Enquanto o PSD andou a reboque do ressabiado Passos Coelho, convencido de que era ainda PM, e, depois, graças à luta interna e à desorientação da comunicação social afeta ao PSD, a líder do CDS sonhou voos que nem o seu antecessor, mais preparado, ousou. A Dr.ª Assunção andou po...

A coerência da direita

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Se fosse ao contrário, chamavam-lhe «ditadura da maioria»

Coimbra - Cultura e arte

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        TODO  O  MUNDO  À  CBS | ISCAC , com um espumante! Ex.mos(as) Srs.(as) A Presidência da Coimbra Business School | ISCAC e o Pintor  Jaime Ferreira  têm a honra de convidar V/ Exa. para a Inauguração da  Exposição “Desenhos Escritos” , que se realiza no próximo dia  8 de Março,  pelas  17:00h , no ISCAC. Com os melhores cumprimentos, Ana Filipa Freitas Gabinete de Comunicação ISCAC - Coimbra Business School ESCOLA DE NEGÓCIOS DE COIMBRA Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Coimbra Quinta Agrícola - Bencanta 3040-316 Coimbra - PORTUGAL Tel:  (+351) 239 802 000        Fax:  (+351) 239 445 445

Vocações sacerdotais

Vocações sacerdotais Depois de uma maratona de padre-nossos e ave-marias um cristão chega exausto ao fim do terço. Antigamente a fé aguentava uma coroa e os joelhos suportavam a novena. Quando as missas eram em latim, a ignorância aturava o ritual e suportava a liturgia no convencimento de que o Paraíso estava ao dobrar do amém, os paroquianos aturavam o frio do inverno e as delongas da bênção. Depois de o vernáculo substituir o esoterismo de uma língua morta, os crentes duvidam da salvação da alma a troco da confissão e actos de contrição. Santa Bárbara deu lugar aos pára-raios, o veterinário substituiu santa Filomena na cura das bestas, a flecha que trespassava S. Sebastião deixou de comover os créus e, para as moléstias do corpo, deixou de invocar-se a divina fauna e passou a recorrer-se ao S.N.S. A penicilina revelou-se mais eficaz do que o pai-nosso, a aspirina um analgésico mais potente do que as orações e a vacina mais eficaz do que a divina graça. Antidepressivos bate...

O bloco central no ISCSP

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Goradas as tentativas de reeditar o bloco central da política, acantonaram-se os autores numa escola que arrisca perder o prestígio, depois de apagado o passado de escola de quadros das colónias. Lá está como diretor o docente Manuel Meirinho, deputado eleito como independente nas listas do PSD nas legislativas de 2011, convidado de Passos Coelho, no ato eleitoral que o levou ao Governo. Meirinho abandonou a AR em maio de 2012 para assumir a presidência do ISCSP onde aguardou Passos Coelho para o juntar ao catedrático Sousa Lara, o censor de Saramago e ao professor-auxiliar António José Seguro, formando na Universidade o defunto arco do poder, o semicírculo antidemocrático que este governo converteu em círculo. O governo de Passos Coelho extinguiu as carreiras profissionais, mas, pelos vistos, não apagou as “Novas Oportunidades” e, assim, em vez de iniciar um mestrado decente que fizesse esquecer a vulgar licenciatura, começa por dar aulas em cursos de doutoramento. Cumpriu o Pr...

Igreja, liturgia e poder

Um bispo que abdique do Palácio Episcopal, dispa a mitra e a capa de asperges, pendure o báculo, aliene o anelão com ametista, dispense os fâmulos, reverências e beija-mãos, venda a custódia e ponha no prego a cruz de diamantes, pode tornar-se um cidadão. Se o clero desistir do processo alquímico que transforma a água normal em benta, o pão ázimo em corpo e sangue de Jesus e as orações em modo de pagamento de apartamentos no Paraíso, pode recuperar a honestidade que o charlatanismo comprometeu.  Se renunciar às novenas, missas e procissões, ao lausperene e ao te deum, pode reservar as energias para o bem público. Se a confissão, a terrível arma que viola a intimidade dos casais, a honra dos crentes e a confiança da sociedade, for abolida, deixando ao deus que dizem omnisciente a devassa dos pecados e o sigilo, o mundo fica mais tranquilo. As religiões são especialistas em idolatrar o passado e mitificá-lo. Fazem piedosas falsificações, inventam documentos e fazem relíquias ...