A Covid-19, os virologistas de ocasião e as vacinas

O mais eclético comentador, com mais aparições diárias nos ecrãs televisivos do que as que alucinaram a freira Lúcia, ao longo de toda a vida, virou virologista.

Para justificar as vacinas aos adolescentes, dos 12 aos 17 anos, decididas pelo governo autóctone da Madeira, ao arrepio da DGS nacional, Marcelo Rebelo de Sousa disse que “os pais de adolescentes podem escolher dar a vacina aos filhos e que a não recomendação da DGS não passa disso mesmo – de uma recomendação” [sic], tal como a de Marcelo, embora com muito menos credibilidade do que a da DGS –, digo eu.

Por sua vez, o governo do ‘povo da Madeira’ admite vacinar crianças dos 5 aos 11 anos, e só espera pelos estudos que a Pfizer e a Moderna estão a fazer. Dispensa a posição das autoridades sanitárias, bastando-lhe a dos laboratórios interessados.

A única dúvida que persiste é se vacinará crianças dos 5 aos 11 anos independentemente de eventuais conclusões negativas dos referidos laboratórios farmacêuticos.

Quanto às de 12 aos 17, há consenso entre os virologistas da Madeira, o de Belém e o virologista estagiário, Paulo Baldaia. Este último, chamado ontem à RTP para comentar o assunto, face à recomendação da DGS, a exigir que um médico aconselhe a vacinação, encontrou a solução justa e perfeita, no caso de ser negativa a anuência do médico: “os pais só têm de mudar de pediatra”.

É a estação louca na sua apoteose!

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