Os média referiram as divergências entre o PR e o PM nas medidas que dão ao segundo um poder excessivo, que o próprio não queria e o País desejava. O decreto que institui o estado de emergência teve, na sua moderação, a sensatez de António Costa. Quando está instalado o medo de um vírus, que ameaça as vidas, de imprevisível poder destruidor, de países, instituições, liberdade e civilização, a liberdade é o bem de que as pessoas prescindem, em primeiro lugar. As ditaduras do século passado foram filhas do medo, do desemprego, da insegurança, dos outros, dos diferentes, do desconhecido. O medo, ampliado por alguns média e, sobretudo, pelas redes sociais, onde os néscios dominam, constituem uma poderosa rede de pressão para a repressão. É arrepiante assistir a um noticiário da CMTV. O gosto do sangue e o cheiro a morte atraem os espetadores. Aliás, cada medíocre celebridade que amplia o medo e exige o que uma pessoa serena sabe ser impossível, tem audiência aumentada e uma atenção ...