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COVID-19

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Respeite o afastamento social.  

O apoio a António Costa

Houve um filósofo que dizia que os motivos eram posteriores aos atos, que os homens tinha medo porque fugiam e não o contrário, e eu tinha razão na defesa de quem conseguiu uma legislatura destruindo a chantagem da direita com o alegado 'arco da governação' e integrando todos os partidos. Agora a razão sai reforçada .

Notas Soltas – março/2020

Guiné – A negociação dos acordos sobre as jazidas de petróleo e o tráfico da droga são motivos de turbulência no país onde o tribalismo continua, a tropa é quem mais ordena e a criação de um Estado de direito não passa de utopia. Turquia – A chantagem do PR Erdogan sobre a Europa, enviando os refugiados que lhe rendem pingues milhões de euros, foi um ato de desespero de quem perdeu aliados na política expansionista, na crueldade contra os curdos e na re-islamização do seu país. PR – A queda para os beijos, quando a D. G. S. advertia para os perigos de contágio, foi um péssimo exemplo. Imitou um ex-ministro da Agricultura a comer mioleira quando o eurodeputado António Campos combatia o perigo da doença das vacas loucas. Síria – A tragédia agrava-se, com o Irão e a Arábia Saudita a competirem na hegemonia regional, o sunismo e o xiismo a digladiarem-se e a Turquia e a Rússia a interferirem no horror que produz incontáveis mortos e milhões de refugiados. BPN – Olivei...

COVID- 19 – A Diretora-Geral de Saúde

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Graça Freitas - Diretora-Geral de Saúde Se alguém revela ponderação, calma e energia à exposição mediática, é a D-G de Saúde. É a mulher que nos desvanece, a pessoa que melhor transmite serenidade, confiança e esperança, a expor os dados da situação que vivemos, numa crise sem precedentes. Nos momentos dramáticos emergem pessoas assim, cuja firmeza e resistência as tornam credoras do respeito e admiração geral. A sua voz serena é o lenitivo da ansiedade, na sua coragem, dedicação e competência. Obrigado, Dr.ª Graça Freitas.

A voz de um troglodita paramentado

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É bem pior do que os que tenho zurzido. É um bispo medieval a pensar como os patriarcas tribais da Idade do Bronze . « COVID-19 é ‘um clamor de Deus’ causado pelo aborto, eutanásia e ideologia de género» - disse. Quem o ungiu como bispo, João Paulo II, já chegou a santo vitalício.

O Pavor em Tempos de Cólera

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Na guerra a morte gostava dos jovens, na pandemia gosta dos mesmos jovens, agora velhos. Ainda que não a houvesse depois da pandemia, há mais vida além do COVID- 19. A leitura de um poema ou um bom naco de prosa são bálsamo para as feridas de uma época de pavor, tão parecidas com as que acumulam os que fizeram a guerra colonial. Deturpei o título do belo romance de Gabriel García Márquez, onde conta a história do amor de Florentino por Fermina, não para falar do livro do grande escritor colombiano, mas para evocar os tempos que ora vivemos e divulgar um excelente poema de António Lobo Antunes.

COVID- 19 – Oportunistas, canibais e promotores do pânico

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Já cansa ouvir os dirigentes das Ordens dos Médicos, Enfermeiros, Farmacêuticos e do SIM (Sindicato Independente dos Médicos) na batalha política contra as autoridades de saúde e no ataque ao Governo, sem se oferecerem para trabalhar num hospital. Sempre foram assim, mas há parte da frase, «estamos em estado de emergência nacional», que não percebem, e portam-se como antes da crise, agora com mais vigor e mediatismo. E se fossem os 4 alvo de requisição civil, obrigados a trabalhar ao lado dos colegas? Os profissionais exercem com coragem e abnegação as funções, dentro das Unidades de Saúde, enquanto os bastonários e o presidente do SIM, geram dúvidas, incitam o medo e exigem impossíveis, a partir do conforto dos gabinetes.   A constante aparição nas TVs é aterradora. Exigem mais profissionais, quando são eles quem melhor sabe os que há (a inscrição é obrigatória); mais proteção, como se alguém a conhecesse melhor do que os próprios; mais meios, como se numa guerra imprevis...

Jornalismo ou alarmismo?

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Quem tivesse passado ontem por um escaparate de jornais, certamente juntaria às suas legítimas preocupações o medo que tolhe a razão e a angústia que dilacera a esperança. A informação converte-se num veículo de intimidação de uma sociedade já assustada.

Os média, as Igrejas e a COVID- 19

É deprimente e medíocre a informação da maioria dos órgãos de comunicação. Quando as autoridades de saúde se têm pautado por impecáveis princípios éticos e assumido a função pedagógica com exemplar serenidade, há jornais, canais de televisão e de rádio que exploram o medo para aumentarem audiências. Há, em alguns média, o gosto mórbido de convidarem alarmistas profissionais e líderes de corporações que não dão tréguas a um Governo que tem sido a âncora da esperança, na rapidez das decisões, na qualidade da informação e na esperança que transmite. É lastimável o alarmismo das falhas do SNS, apontadas por quem não o queria, como se algum país estivesse preparado para uma situação tão tremenda, como se as mesmas, ou piores, carências não fossem comuns aos países mais ricos. Salvou-se, nesta conjuntura, a grandeza cívica do apoio declarado de Rui Rio ao Governo, sem esperar dividendos da tragédia. Mas, se os necrófagos pululam, dos média às redes sociais, esperava-se das Igre...

COVID- 19 – Lido hoje

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Dan Patrick, vice-governador do Texas, disse que preferia morrer a ver as recentes medidas de saúde pública prejudicarem a economia dos EUA (DN) Donald Trump disse que estava ansioso para levar o país a regressar à vida normal o mais rápido possível e sugeriu que uma crise económica poderia resultar em mais mortes, através do suicídio, do que uma pandemia global. (DN) Bolsonaro, o Trump tropical e analfabeto: “No meu caso particular, com meu histórico de atleta, caso fosse contaminado, não precisaria me preocupar, nada sentiria ou seria quando muito acometido de uma gripezinha, ou resfriadinho, como bem disse aquele conhecido médico daquela conhecida televisão” (Rede Brasil Atual – RBA) Não são bestas perfeitas porque ninguém é perfeito, mas aproximam-se. Valha-nos, nestes momentos dolorosos, como antiemético, a voz dos poetas, neste caso de um grande poeta:

COVID-19

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Na lúgubre e monótona informação que nos chega não podemos deixar-nos vencer pelo desânimo ou sucumbir à depressão. Em tempos de pesadelo, os sonhos nutrem a vida e dão-nos força para resistir ao isolamento e à morbidez dos pensamentos que provoca. O humor torna-se um bálsamo e o amor uma bênção. Amor com humor se paga

Espanha

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O rei que o genocida Francisco Franco educou nas madraças da Falange, e impôs aos espanhóis, tem sido o maior vírus a molestar a monarquia. Poucos fizeram tanto pelo regresso à República como o rei emérito, Juan Carlos, a sua família e as amantes. Os negócios sujos, as contas no estrangeiro e a sofreguidão sexual estão a desintegrar a monarquia. A via uterina, a mesma que legitima o poder hereditário, denuncia as contas no estrangeiro, as comissões do petróleo, os subornos e as prodigalidades às parceiras de caçadas. Não há máscara que o salve o caçador das denúncias das suas presas.

O CORVID 19, o medo e as liberdades

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Os média referiram as divergências entre o PR e o PM nas medidas que dão ao segundo um poder excessivo, que o próprio não queria e o País desejava. O decreto que institui o estado de emergência teve, na sua moderação, a sensatez de António Costa. Quando está instalado o medo de um vírus, que ameaça as vidas, de imprevisível poder destruidor, de países, instituições, liberdade e civilização, a liberdade é o bem de que as pessoas prescindem, em primeiro lugar. As ditaduras do século passado foram filhas do medo, do desemprego, da insegurança, dos outros, dos diferentes, do desconhecido. O medo, ampliado por alguns média e, sobretudo, pelas redes sociais, onde os néscios dominam, constituem uma poderosa rede de pressão para a repressão. É arrepiante assistir a um noticiário da CMTV. O gosto do sangue e o cheiro a morte atraem os espetadores. Aliás, cada medíocre celebridade que amplia o medo e exige o que uma pessoa serena sabe ser impossível, tem audiência aumentada e uma atenção ...

No meu país do medo…

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Quando o medo nos domina, porque é incerto o futuro e imprevisíveis as mutações do vírus, porque à nossa volta a insegurança nos contagia, a primeira vítima é o carácter. Perdemos o amor-próprio e descremos do futuro, arruinamos a confiança e duvidamos da sobrevivência, deixamo-nos envolver pelo temor e acabamos em pânico. Vão maus os tempos, em Portugal e no Mundo. Parece que a vocação suicida vai tomando conta de nós. Os novos anseiam um futuro e os velhos temem o abandono. A cultura é um luxo que a vida atual dispensa, a leitura um capricho que alguns teimosos ainda ousam e a arte uma atividade supérflua à espera de outros dias. As pragas que outrora pressagiavam desgraças de um Deus vingativo, sinal do Céu de que bruxas, judeus ou hereges tinham ofendido o deus de Abraão, são agora a realidade que exige máscaras de proteção e o isolamento das pessoas. O medo é a arma contra a dignidade. E o medo, um medo que não é irracional, tolhe-nos primeiro a coragem, corrompe-nos depoi...

Equinócio da Primavera

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Lá fora a chuva cai sem pressa de chegar ao chão e o frio pauta um dia pardacento onde o equinócio da Primavera, no Hemisfério Norte, teve lugar às 3H50. H 17 anos, na sequência da infeliz reunião nos Açores, começaram a cair bombas sobre Bagdade. Foi o início da guerra que não finda e de uma catástrofe. A mentira serviu de pretexto – armas de destruição maciça –, e os objetivos alegados – a democratização do Iraque –, estiveram à altura da insensatez demente dos autores da tragédia. Hoje, 17 anos depois, não são as bombas que ameaçam um país, é a guerra global que chega, com igual terror e incerteza, então levados ao Iraque, agora sob a forma de um ataque biológico indiscriminado e sem fronteiras. Gostava de saudar este equinócio com o famoso quadro, «Alegoria da Primavera», de Sandro Botticelli, e a meteorologia aconselha-me a esperar por dias melhores, mas a cada Inverno há de suceder sempre uma Primavera. Por isso, no dia de hoje, valha-nos um cartunista com humor para re...

COVID- 19 – A Ana e o Fernando

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Quando o medo e a incerteza se agravam, as notícias não tranquilizam e as redes sociais disseminam o pânico, a insegurança apodera-se das pessoas e surge o que há de pior em cada um. O egoísmo dos açambarcadores, os instigadores do ódio e os pregadores do apocalipse encontram terreno fértil para a demência a insensatez e a maldade. É nestas alturas que, a par da pusilanimidade, do egoísmo e da desumanidade, aparecem exemplos que nos redimem, atos que, na sua singeleza, revelam o altruísmo que habita as pessoas de bem. Seria enorme ingratidão silenciar o exemplo que preenche esta crónica, de onde exonero a literatura para referir a comovedora disponibilidade da Ana e do Fernando. Quero viver para os abraçar, quando, depois da tempestade, vier a bonança. No prédio onde habito há 17 apartamentos de tipologia diversa e os moradores são maioritariamente idosos, os mais vulneráveis ao coronavírus, alguns com dificuldade de locomoção. No 2.º andar vive um casal jovem cujos nomes des...

Covid- 19

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                                                              A IURD e os milagres Quando os pagadores de dízimo ao sr. Edir Macedo, promotor da eleição de Bolsonaro, mais precisavam dos milagres da sua Igreja, o agiota da fé suspende a produção e a distribuição. Nas suas igrejas estavam armados os altares, com a mala em cima e os seus discípulos prontos a fazer milagres, quando o Sr. Edir lhes ordena: fujam, que esses gajos têm vírus. As vítimas da sua gula são desprezadas e privadas de espetáculos milagreiros que fazem a riqueza e o fausto do pregador que se estabeleceu no ramo com assinalável êxito. Não é justo. Crise na indústria dos milagres

PORTUGAL ACAGAÇADO

O portuga parece que já está a entender o que se passa. Olha à sua volta e vê cada vez menos semelhantes. Olha para a tv e até a cmtv dá mais desgraças, como se fosse possível. E, desgraça das desgraças, não há futebol!!! O que vai ser da gente? Quando nem a Católica tem resposta ... E mesmo Fátima vai fechar ... Que não falte vinho ... meu Deus, pelo menos. ORAÇÃO SENHOR PROTEGEI-NOS SENHOR SOMOS PORTUGAL SENHOR SOMOS FÁTIMA SENHOR, TERRA DE VOSSA MÃE ....................................................... PAI NOSSO AVÉ MARIA ....................................................... Senhor livrai-nos deste terrível vírus ........................................................ Senhor perdoai-nos os nossos pecados ...................................................................... PAI NOSSO AVÉ MARIA ATO DE CONTRIÇÃO .................................................................... Senhor protegei o futebol Senhor protegei as telenovelas Senhor protegei a Fát...

Cimeira das Lajes – 16 de março de 2003

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Se na tarde de hoje, há 17 anos, tivessem estado na Ilha Terceira, na base das Lajes, os da fotografia anexa, em vez dos quatro que todos conhecemos, não teria havido a cimeira da guerra onde, em macabra encenação, foi anunciada a invasão do Iraque. O mundo não se teria livrado dos vírus, mas ter-se-ia evitado a tragédia cujas ondas de choque nunca mais deixaram de fazer sentir-se, no terrorismo, nas tensões entre o sunismo e o xiismo, na instabilidade das fronteiras do Médio Oriente e da paz mundial.

Coronavírus – A diferença entre o humanismo e os negócios

Há, neste exemplo obsceno, o abismo entre quem defende a vida e quem faz negócios, entre a solidariedade e o lucro à custa do sofrimento humano, entre quem se sacrifica para salvar vidas e quem sacrifica a vida dos outros para promover um investimento. É o carácter abjeto que torna execrável o neoliberalismo e faz a diferença entre Merkel e Trump, entre a Europa e os EUA, entre a civilização e a barbárie. Governo alemão confirma: Trump tentou ter direito exclusivo a vacina contra coronavírus .