Bento XVI deixou Espanha


B16 deixou Espanha convencido de que Jesus Cristo é o único redentor da humanidade e a mãezinha dele a rainha dos Céus dos católicos romanos.

A humanidade existia há muitos milénios quando JC foi promovido a «redentor», sem que  a vinda desse judeu, que produziria mais uma religião, estivesse na origem de uma vida para além da morte na qual o próprio papa teria dificuldade em acreditar se não fossem tão fartos os proventos.

A reincidente visita de Ratzinger a Espanha insere-se na obsessão de recristianizar uma Espanha onde o medo da Igreja e do franquismo conseguiu pôr um povo de joelhos. A sua intromissão na política interna é uma evidência que a raiva contra as leis da família pôs a descoberto. Foi uma ajuda ao PP para as eleições que se avizinham.

O ditador vitalício do Vaticano não pediu perdão ao povo espanhol pela colaboração da sua Igreja com a ditadura franquista, com os seus crimes e com a onda de terror que, durante anos, percorreu Espanha.

O Vale dos Caídos, construído pelos escravos que estiveram do outro lado da barricada, na guerra civil, é um monumento à maldade e espírito vingativo do clero romano. Não é preciso absolver os crimes praticados pelos republicanos para condenar a conduta do catolicismo durante e após a guerra civil.

Os dois últimos papas, com as canonizações provocatórias, não fizeram mais do que dar o aval aos que se comprometeram com uma das mais sangrentas ditaduras europeias.

O regresso do Papa ao bairro do Vaticano deixa a Espanha com ar mais respirável.

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