Os docentes no topo da carreira não reúnem condições para ser avaliados. Com as actuais "mexidas" rede escolar (fechos, agrupamentos, extinção do estudo acompanhado, etc.) muitos ficarão com horário "zero". Embora, como sabemos, o desempenho dos educadores tenha diversas vertentes para além da componente lectiva… Como a avaliação diz respeito ao desempenho, dificilmente são "avaliáveis"...
O problema educativo em Portugal continuará sem rumo e à mercê de condicionalismos orçamentais. A solução desta questão exige uma concertação entre o corpo docente, outros funcionários das Escolas, alunos, encarregados da educação, capacidade física e técnica instalada e, ainda, uma clara posição política sobre a universalidade e a acessibilidade da Escola Pública. Como o actual Governo não mostra qualquer interesse em desenvolver a rede pública escolar, vamos assistir ao seu rápido definhar. Quando a Direita reivindica a inscrição na Constituição de patamares de endividamento (público), penso que seria oportuno levantar a questão de prever (na Lei Fundamental) a afectação de uma percentagem orçamental (mínima) destinada à Educação. O futuro joga-se, também, neste terreno… e não deverá andar ao sabor de interesses imediatos ou instalados.
Antes das 11 horas da manhã, uma numerosa comitiva de polícias, militares da GNR, e alguns outros do Exército, tomaram posições em frente à Igreja de Santa Cruz. Bem ataviados esperavam a hora de deixarem a posição de pé e mergulharem de joelhos no interior do templo do mosteiro beneditino cuja reconstrução e redecoração por D. Manuel lhe deu uma incomparável beleza. Não era a beleza arquitetónica que os movia, era a organização preparada de um golpe de fé definido pelo calendário litúrgico da Igreja católica e decidido pelas hierarquias policiais e castrenses. Não foi uma homenagem a Marte que já foi o deus da guerra, foi um ato pio ao deus católico que também aprecia a exibição de uniformes e a devoção policial. No salazarismo, durante a guerra colonial, quando as pátrias dos outros eram também nossas, não havia batalhão que não levasse padre. Podia lá morrer-se sem um último sacramento!? Éramos o país onde os alimentos podiam chegar estragados, mas a alma teria de seguir lim...
Li no excelente blogue De Rerum Natura , num post de Carlos Fiolhais , o seguinte: «De facto, o candidato a rei é autor de um opúsculo laudatório do Beato Nuno, onde se pode ler esta pérola: “Q uando passava de Tomar a caminho de Aljubarrota, a 13 de Agosto de 1385, D. Nuno foi atraído a Cova da Iria, onde, na companhia dos seus cavaleiros, viu os cavalos do exército ajoelhar, no mesmo local onde, 532 anos mais tarde, durante as conhecidas Aparições Marianas, Deus operou o Milagre do Sol» (“D. Nuno de Santa Maria - O Santo” , ACD Editores, 2005).»
Fiquei maravilhado com o que li e, sobretudo, por saber que o Sr. Duarte Pio escreve.
O Sr. Duarte Pio, suíço alemão, da família Bourbon, imigrante nacionalizado português pela conivência de Salazar e pelo cumprimento do Serviço Militar Obrigatório, podia emprestar a imagem às revistas do coração mas precaver-se contra a ideia de publicar opúsculos.
Claro que não é necessário saber falar para escrever e, muito menos, ...
Comentários
Os docentes no topo da carreira não reúnem condições para ser avaliados. Com as actuais "mexidas" rede escolar (fechos, agrupamentos, extinção do estudo acompanhado, etc.) muitos ficarão com horário "zero". Embora, como sabemos, o desempenho dos educadores tenha diversas vertentes para além da componente lectiva…
Como a avaliação diz respeito ao desempenho, dificilmente são "avaliáveis"...
O problema educativo em Portugal continuará sem rumo e à mercê de condicionalismos orçamentais. A solução desta questão exige uma concertação entre o corpo docente, outros funcionários das Escolas, alunos, encarregados da educação, capacidade física e técnica instalada e, ainda, uma clara posição política sobre a universalidade e a acessibilidade da Escola Pública.
Como o actual Governo não mostra qualquer interesse em desenvolver a rede pública escolar, vamos assistir ao seu rápido definhar.
Quando a Direita reivindica a inscrição na Constituição de patamares de endividamento (público), penso que seria oportuno levantar a questão de prever (na Lei Fundamental) a afectação de uma percentagem orçamental (mínima) destinada à Educação.
O futuro joga-se, também, neste terreno… e não deverá andar ao sabor de interesses imediatos ou instalados.
Até parece que a revisão da Constituição não precisa de 2/3 dos deputados !!!