Divagando 22 #montenegronaomarcelonunca
A vinda de Emmanuel Macron a Portugal é uma bênção para este Governo, sob o fogo mediático, e para a absoluta incapacidade da ministra da Saúde para resolver quaisquer problemas da pasta.
A visita de Estado do PR francês, quase ignorada em França, para além de escamotear a ofensa ao PM português, desprezado na sua reunião de segunda-feira sobre a Ucrânia, apaga o fracasso deste a entrar ontem por videoconferência, não podendo intervir.
Claro que é importante para Portugal a visita de Macron, que, embora cada vez menos apoiado em França, representa ainda a voz da mais importante potência militar da UE, mas o que quer que se assine entre a França e Portugal não passará, por ora, de um mero caderno de intenções.
Aliás, nesta incerteza sobre o futuro da Nato, enquanto os diretórios dos países da UE maquinam a transferência de recursos para a Defesa (leia-se guerra) sem ouvirem os eleitores nem definirem os inimigos e o montante, qualquer decisão será pura fantasia.
Foi neste cenário que ontem assistimos à lastimável declaração do PR Marcelo a dizer que não sabe se os EUA são “nossos aliados ou ex-aliados”, numa interferência abusiva em assuntos do Governo e com tal leviandade que, ao pé de si, Montenegro se comporta como estadista.
Gostaria de saber o que dirá o embaixador português nos EUA
se acaso for chamado à sec. de Estado dos Negócios Estrangeiros para esclarecer
a posição de Portugal sobre a aliança no seio da Nato.
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