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A FRASE
Por
Carlos Esperança
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A descolonização trágica e a colonização virtuosa
Por
Carlos Esperança
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Ramalho Eanes referiu como trágica a descolonização em que «milhares de pessoas foram obrigadas a partir para um país que não era o seu». Tem razão o ex-PR cujo papel importante na democracia e o silêncio o agigantou depois da infeliz aventura por interposta esposa na criação do PRD e da adesão à Opus Dei, sempre por intermédio da devota e reacionaríssima consorte, que devolveu o agnóstico ao redil da Igreja. Eanes distinguiu-se no 25 de novembro, como Dinis de Almeida no 11 de março, ambos em obediência à cadeia de comando: Costa Gomes/Conselho da Revolução . Foi sob as ordens de Costa Gomes e de Vasco Lourenço, então governador militar de Lisboa, que, nesse dia, comandou no terreno as tropas da RML. Mereceu, por isso, ser candidato a PR indigitado pelo grupo dos 9 e apoiado pelo PS que, bem ou mal, foi o partido que promoveu a manifestação da Fonte Luminosa, atrás da qual se esconderam o PSD e o CDS. Foi nele que votei contra o patibular candidato do PSD/CDS, o general Soares...
Comentários
A agência de notação financeira Mooddy’s baixou o ‘rating’ da Madeira em dois níveis, justificando a decisão com problemas de gestão e uma fraca execução orçamental. Em entrevista à RTP Madeira na noite passada, o presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, admitiu que a dívida madeirense deve rondar os cinco mil milhões de euros…” link
É um “buraco” sem fundo.
Só não se percebe como o ministro das Finanças continua a afirmar que este descalabro terá efeitos “muito limitados” no défice orçamental da República. link
Porque das duas, uma: ou o “imposto extraordinário” não se justificava (a colecta prevista é muito inferior a este “buraco”) ou estão na calha outras medidas adicionais de austeridade (o que será politicamente insustentável face à complacência com o Governo e o PR adoptaram perante os desmandos de Alberto João Jardim).
Na verdade, tornou-se pública e notória uma grave quebra de solidariedade do Governo Regional da Madeira para com a República. E as atabalhoadas justificações de Alberto João Jardim são um insulto à inteligência dos portugueses (madeirenses incluídos).
Um gestor público não pode ser um malabarista e/ou um vendedor de ilusões. Na Madeira, chama-se classifica-se este tipo de aldrabices "cumprimentar com o chapéu alheio"...
Enfim, já que o pão vai escasseando assistimos à boa maneira de Roma Imperial a este caricato circo (até ao completo desmontar da tenda!).