O PSD no seu labirinto

A prática política do PSD, agravada pela pulsão antidemocrática de Cavaco e Passos Coelho, fez do partido um adversário das minhas convicções social-democratas e da justiça social.

Perante a geometria partidária, funcionando os partidos mais como clubes de emprego do que como comunidades de reflexão política e preparação de quadros, com sentido de serviço público, a liderança partidária não é um mero assunto interno, muito menos a do PSD, que decerto voltará a ser Governo.

Os candidatos anunciados revelam bem a pobreza de alternativas que o partido é capaz de gerar, após o esvaziamento ideológico e ético por um PR inculto e um PM inapto.

Rui Rio é seguramente íntegro, mas não se vê nele mais do que um dirigente autárquico, quando muito, regional, sem a dimensão que o cargo de PM exige. Seria trágico repetir governos disfuncionais do passado, do PS ou do PSD, nomeadamente o do candidato a líder reincidente do PSD.

Não sendo convincentes as candidaturas anunciadas, só com humor é possível avaliar as eleições internas do PSD onde Durão Barroso, invasor do Iraque e exonerado de ética, já colocou o seu compadre e homem de mão, Martins da Cruz, a apoiar Santana Lopes.

Assim, na qualidade de almeidense, apoio Santana Lopes. Almeida é o único concelho cuja sede foi privada da agência da CGD, pelo antigo ministro da Saúde do PSD, o que não impediu que a decisão permitisse ao partido uma das maiores vitórias eleitorais, se não a maior, nas eleições autárquicas. O PSD passou para 4 mandatos, contra 1 do PS.

Santana Lopes não volta à vida autárquica, onde as dívidas deixadas na Figueira da Foz e Lisboa merecem reflexão, nem à Misericórdia de Lisboa, onde os empregos criados na sua gestão mereciam ser auditados, mas pode voltar ao Governo.
É por isso, num ato de humor negro, como almeidense, que apoio PSL, convicto de que, na distribuição de ministérios e secretarias de Estado pelo país, uma secretaria de Estado vá abrir em Almeida para compensar o encerramento da CGD.

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