O PR e a política partidária

Não lhe bastam a cultura e a inteligência, a urbanidade e os sorrisos, a popularidade e a simpatia, para fazerem do cidadão cínico e intriguista um bom Presidente da República.

Há muito que o atual PR, com a cumplicidade dos media e das redes sociais, decidiu fazer do segundo mandato um instrumento de propaganda da direita, da pior direita, sem respeito pela função e pelos partidos.

Belém tornou-se o centro de propaganda, sem disfarce ou comedimento, numa voragem que levou o inquilino a anunciar previamente a decisão que lhe cabia ponderar depois da votação do Orçamento de Estado, a convocação de eleições antecipadas.

Se não se alterar a geografia eleitoral é sua a responsabilidade de sujeitar o País a umas eleições inúteis de que é o único responsável. Terá de justificar a leviandade.

Mas onde levou mais longe a falta de sentido de Estado, e a vocação de chefe tribal, foi na audiência concedida a um eurodeputado que é candidato à presidência do PSD, sem disfarçar a preferência, num ato inamistoso para com o líder do partido e afrontoso para a democracia interna.

Rui Rio pode queixar-se da intromissão abusiva no partido que lidera e na tentativa de o PR influenciar a favor de Paulo Rangel umas eleições que cabem aos militantes.

Marcelo é a versão urbana de Cavaco, sem melhor carácter ou maior noção de ética.

Apostila – Em relação à vergonha que senti com o chumbo do OE, na generalidade, vou dormir sobre a ignomínia. Espero escrever amanhã.

Comentários

Jaime Santos disse…
Sem dúvida. Marcelo foi ontem e hoje o melhor amigo de Costa, que pôde proclamar bem alto que a Direita fechou para obras, sabendo ele que Rio (e nós todos) sabia que o PM não se referia apenas às futuras disputas de liderança nos congressos do PSD e CDS.

Como pôde o PR enfraquecer de tal forma o Líder da Oposição num Debate tão importante e relevante como o do OE 2022?

Razão tinha António Vitorino que dizia que MRS conspirava tanto que mal dava por ela estava a conspirar contra si próprio...

Mensagens populares deste blogue

Insurreição judicial

Cavaco Silva – O bilioso de Boliqueime