A União Europeia (UE) está a repetir os anos trinta do século XX?

Quando Jörg Haider, governador da Caríntia, foi indicado para chanceler, em 2000, a UE impôs o cancelamento da nomeação do líder do Partido da Liberdade da Áustria (FPÖ), de extrema-direita. Era então António Guterres presidente do Conselho da União Europeia.

O político que elogiou a política de emprego do Terceiro Reich, nacionalista, xenófobo e homofóbico, morreria com uma taxa de alcoolemia de 1,8 gramas por litro de sangue (a conduzir a 142 km/h o carro oficial, onde o limite máximo era de 70 km), no regresso de um bar gay, deixando inconsolável o sucessor, como líder da Aliança para o Futuro da Áustria (BZÖ), com quem mantinha uma oculta e tórrida relação amorosa.

Vinte e dois anos depois, a Hungria e a Polónia têm líderes de extrema-direita e apenas têm de conformar-se com as eleições nos prazos previstos. Na Hungria, há um mês, o partido nacionalista de Viktor Orbán renovou a maioria, pela quarta vez consecutiva, de forma esmagadora, para mais um mandato autoritário e antieuropeu. A UE perde força, para se indignar e impedi-los de governar.

Em 2002, quando Jean-Marie le Pen chegou à segunda volta das eleições presidenciais, a revolta desceu às ruas, em protestos, na França e em toda a Europa, contra o perigo do “fascismo”, que menos de 20% dos eleitores sufragaram. Quinze anos depois, a filha duplica o eleitorado e aproximou-se de 40% para agora, há uma semana ter obtido mais de 41% dos votos, igualmente contra o mesmo adversário, em eleições onde a extrema-direita enfrentou o resto do espetro partidário, com votos da extrema-esquerda a caírem diretamente na extrema-direita.

Em vinte e dois anos o intolerável tornou-se banal e o escândalo respeitável. Os países com regimes autoritários superaram o número das democracias mundiais. Sete décadas depois da derrota do nazismo, esquecido o horror, o neoliberalismo conduziu os países para um beco onde a direita e a extrema-direita ameaçam ser as escolhas únicas.

Pior do que a pobreza das opções dos franceses são as advertências que chegam. O nazi / fascismo parece ser uma questão apenas adiada na sua dramática ressurreição.

Os países que viveram sob o regime soviético são hoje um alfobre da extrema-direita, Rússia incluída, onde os nacionalismos medram, as liberdades regridem e os direitos humanos são postos em causa.

Os países mais populosos do mudo, a China e a Índia, têm respetivamente uma ditadura violenta e um nacionalismo musculado e agressivo.

Do Reino Unido aos EUA, da Turquia à Arábia Saudita, da Síria à Líbia, das teocracias islâmicas e dos nacionalismos étnicos e religiosos, que recrudescem em todo o mundo, já eram enormes as ameaças que perturbavam a UE. Faltava a invasão da Ucrânia para a arrastar para um conflito cujas consequências ameaçam dividi-la e envolver na guerra o resto do Mundo numa orgia de horror e sofrimento sem paralelo nas nossas vidas.

É a própria sobrevivência da vida na Terra que está em perigo enquanto os pregadores da guerra e os vendedores de armamento não deixam ouvir apelos à paz.

O grito mais subversivo e incómodo passou a ser Viva a Paz!

Malditas guerras!

Ponte Europa / Sorumbático

Comentários

mensagensnanett disse…
Biden, Leyen, Zelensky, etc: conversas de 1914...
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[sim: o europeu-do-sistema não está interessado em ALTERNATIVAS DE PAZ]
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-> O europeu-do-sistema fala em Putin (etc) para desviar as atenções...
pois é, sim, já há muito tempo que deveria ter sido reconhecido:
---> O OCIDENTE DEVE RECONHECER QUE DEVEM SER POVOS AUTÓCTONES A EXPLORAR AS SUAS RIQUEZAS NATURAIS!
Isto é:
- intodução da Taxa Tobin!
[nota: a Taxa Tobin seria utilizada para que fossem empresas autóctones, e não multinacionais Ocidentais, a explorar as suas riquezas;
OBS: mandar esta mensagem de paz para o povo russo, para o planeta,... é uma coisa que não interessa ao hipócrita Ocidental]
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Nota: ao bloquear a Taxa Tobin... o Ocidente originou muitas muitas guerras... ao interesse das multinacionais.
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O Ocidente possui um muito muito largo historial de revoluções/guerras engendradas no sentido de, no caos, no final, as mais variadas riquezas ficarem na posse da alta finança (nomeadamente, na posse de multinacionais Ocidentais).
Nota: a guerra da Ucrânia é mais do mesmo...
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Europeus-do-sistema: boys e girls num festival de hipocrisia.
Sim:
Zelensky (e seus boys) são boys das negociatas das multinacionais Ocidentais.
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Zelensky (e seus boys) estiveram em conluio com 'gurus' da NATO... quando estes andaram a fazer um festival de ameaças/provocações à Russia:
-> secretário geral da NATO: «a Russia vai ter cada vez mais NATO nas suas fronteiras».
(todos unidos no saque aum território imenso)
-> outros 'gurus': «a globalização vai entrar pela Russia a dentro»
(multinacionais a comprar...).
etc.
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O hipócrita Ocidental andou a ameaçar, e a provocar, a Russia no sentido se intervir.... anda a mandar armas para a Ucrânia...
pois é:
- armas da NATO para expulsar russos da Ucrânia...
- e, tal como sucedeu em muitos outros territórios... as principais riquezas da Ucrânia vão passar para as mãos de multinacionais Ocidentais.
Mais:
- para melhor rentabilizar os seus investimentos, as multinacionais vão exigir substituição populacional...
e... os europeus-do-sistema vão acusar os patriotas ucrânianos de «racistas/xenófobos».
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Outros casos:
- o hipócrita Ocidental bloqueia a investigação à forma como o Ocidente faz chegar armas a 'grupos rebeldes', que não possuem fábricas de armamento... e cujas guerras/revoluções são usadas para destituir «governos não-amigos» (não interessados em vender as riquezas autóctones).
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DIZ NÃO AO DISCURSO DE ÓDIO, DE HIPOCRISIA, COM MAIS DE 2000 ANOS
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Ódio cidadanismo de Roma (discurso dos europeus-do-sistema):
- é o velho discurso de ódio tiques-dos-impérios, isto é, ódio à existência de outros, isto é, o ódio à existência de povos autóctones dotados da Liberdade de ter o seu espaço e prosperar ao seu ritmo.
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Cidadanismo de Roma XX-XXI:
- está, hipocritamente, travestido de 'combate ao racismo e xenofobia'.
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Os europeus-do-sistema evocam os hitlerianos procurando atingir os Identitários... ora, o que se passa, É EXACTAMENTE O CONTRÁRIO:
- o problema dos hitlerianios não era Identitário, o problema deles era exactamente o mesmo problema dos europeus-do-sistema (e vice-versa):
- um discurso de ódio à existência de outros, nomeadamente, ódio à existência de povos autóctones dotados da Liberdade de ter o seu espaço e prosperar ao seu ritmo.
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Adiante:
- Os Identitários reivindicam Liberdade/Distância/Separatismo dos boys e girls da laia dos europeus-do-sistema; por motivos óbvios:
-> NA ORIGEM DA NACIONALIDADE ESTEVE O IDEAL DE LIBERDADE IDENTITÁRIO:
- «ter o seu espaço, prosperar ao seu ritmo».
Não foi:
- o ódio tiques-dos-impérios!...
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SEPARATISMO 50-50:
- os globalization-lovers, UE-lovers, etc, que fiquem na sua (possuem imensos territórios ao seu jeito)... respeitem os Direitos dos outros... e vice-versa.
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-» blog http://separatismo--50--50.blogspot.com

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