Num país disfuncional, onde os diretores-gerais apresentam a demissão para evitar a dos ministros, como aconteceu com o Comandante-Geral da PSP que seria substituído pelo que, na sua atuação, deu origem à demissão, cria-se um lugar político para os abnegados mártires. Na PSP, hoje com 13 oficiais equiparados a generais de 3 estrelas, arranjou-se um lugar… em Paris, por 12 mil euros mensais, para o desprendido demissionário.
A demissão do responsável máximo da Autoridade Tributária, um diretor-geral, tem certamente à espera uma sinecura à altura do sacrifício. Imolou-se no altar da hipocrisia ao serviço da degradação ética do regime que este Governo e esta maioria, à rédea solta, levam a cabo, com o PR preso curto.
Um país onde o segredo fiscal, à semelhança do de justiça, é para ser violado, protegem-se os amigos, hoje os deste Governo, amanhã os do próximo. O sigilo fiscal era a prática dos funcionários de Finanças como os pagamentos à Segurança Social e ao fisco o eram dos governan…
Comentários
como foi possível que um homem que mostra tanta insanidade política ter estado tantos anos à frente do governo de Espanha?
O alvitre é:
será que, hoje, os políticos são marionetas nas mãos das agências de marketing e os cidadãos, quando chamados a pronunciar-se, elegem meras ficções?
A proposta é:
poderá o estado espanhol facultar-lhe acompanhamento psicológico?
Eu estava a ler a entrevista e, de vez em quando, ia confirmar se o Aznar era o mesmo que foi primeiro-ministro de Espanha e quis comprar a mais alta condecoração americana (Medalha do Congresso) com dinheiro público.