Li no excelente blogue De Rerum Natura , num post de Carlos Fiolhais , o seguinte: «De facto, o candidato a rei é autor de um opúsculo laudatório do Beato Nuno, onde se pode ler esta pérola: “Q uando passava de Tomar a caminho de Aljubarrota, a 13 de Agosto de 1385, D. Nuno foi atraído a Cova da Iria, onde, na companhia dos seus cavaleiros, viu os cavalos do exército ajoelhar, no mesmo local onde, 532 anos mais tarde, durante as conhecidas Aparições Marianas, Deus operou o Milagre do Sol» (“D. Nuno de Santa Maria - O Santo” , ACD Editores, 2005).»
Fiquei maravilhado com o que li e, sobretudo, por saber que o Sr. Duarte Pio escreve.
O Sr. Duarte Pio, suíço alemão, da família Bourbon, imigrante nacionalizado português pela conivência de Salazar e pelo cumprimento do Serviço Militar Obrigatório, podia emprestar a imagem às revistas do coração mas precaver-se contra a ideia de publicar opúsculos.
Claro que não é necessário saber falar para escrever e, muito menos, ...
Comentários
Para quem gosta tanto de liberdade "É ESCUSADO. NÃO POSSO TER OUTRO PARTIDO SENÃO O DA LIBERDADE" MIGUEL TORGA é esquisito preocupar-se tanto com a liberdade que têm os outros de acreditar num outro tipo de sociedade. Dos cerca de 80 artigos já postados em Outubro para aí uns 20 é para "agulhar" os crentes. Há um outro que têm sentido mas a maioria é só para denegrir, lavar roupa suja ou fazer crer que o Ateismo é a grande religião.
O Estado ateu é tão perverso como o Estado confessional. Tivemos disso na história recente e não ficámos com saudade.
O Estado deve ser neutro. Só assim pode defender as crenças, descrenças e anti-crenças de cada um.
Bater-me-ei pela laicidade, que me obriga a combater a interferência da religião na política. Considero isso um dever de cidadania.
E tanto me indigna a morte de uma freira cristã no Iraque, por fanatismo islâmico, como as mortes de republicanos pelos católicos que se reclamavam da vontade divina ou as desvairadas manifestações do clero espanhol «actual» contra a descoberta dos crimes franquistas.
Eu respeito os crentes, não as crenças.
No caso de Cavaco, depois da derrota política a que se juntaram vários deputados do PSD, podia guardar a catequese para uso doméstico.